31/05/2013

Penhora? Não obrigado



A taxa de desemprego em Portugal está a cada minuto mais elevada, e atinge hoje os 17.5% das estatísticas que lhes dá jeito apresentar. (Sim jeito é a palavra certa, porque os desempregados não inscritos no CE não estão contabilizados, assim como os que estão hoje em formação/estágio -chamados POC'S - também passam ao lado desta estatística que tende a ser minimalista). 
O INE precisa mais que nunca de uma entidade independente para fiscalizar as estatísticas apresentadas e a proveniência dos seus resultados. Por sua vez esta entidade independente, necessitará de uma outra entidade independente para fiscalizar e zelar pela genuinidade dos resultados. Entidade esta, que obriga a uma outra entidade independente, com objectivo de... E por aí fora. Vamos ser sérios, pode ser?
A mim ensinaram-me que mesmo no meio de todo o panorama negro, temos de nos esforçar por retirar uma experiência produtiva, e algo positivo de tamanha adversidade. 
É bom sentir que este governo trata de despedir trabalhadores como se não houvesse amanhã (e pela forma como andam a passar fome, não haverá para alguns deles em breve) mas pelo resultado, certamente que tem uma máquina moderna e só joga fora aqueles que eram incompetentes no seu trabalho. Ficam assim ao serviço os demais que passam no casting da máquina governamental e são profissionais exímios. 
Prova disso é o que vos apresento. Deliberou-se sentença condenatória de indemnização ao AA, e para cumprimento da mesma foi interposta acção executória com penhora de bens. Foi marcada data fixa da diligência e recebeu o tribunal o relatório do oficial de justiça (já sei porque os solicitadores de execução são pagos) onde consta por palavras rebuscadas o seguinte significado: 
«A penhora saiu frustrada em razão da executada não concordar com a mesma, e ainda ter alegado a esperança de entrar em acordo com a executante».
Faz sentido? Não pois não. Vá lá ler novamente que eu espero aqui...

Portanto, uma sentença proveniente de um tribunal competente que tem obrigatoriamente forma de titulo executivo; um oficial de justiça que o trabalho dele é penhorar; uma penhora que a função da mesma é garantir o pagamento da indemnização á executante... É isto? E ele no relatório abandona a penhora porque a executada não concorda.
Alguém lhe explique o que é uma execução por favor!

Bem, eu sinceramente só espero que o oficial de justiça não tenha incomodado muito a senhora com a visita. É que isto de aparecer sem ser convidado tem disto.
Resumo, voltou o tribunal a ordenar a diligência, para o mesmo oficial de justiça. Desta vez se não levar bolinhos e rebuçados, ela ainda se zanga mais. Atenção! "Hoje não obrigado, não me dá jeito até porque o mais pequeno ainda não veio da escola e eu fico ralada quando assim é. Passe para a próxima"

É que quase nem se nota o desemprego no país, com profissionais e exigência como estes não é? Que satisfação a minha, é assim que andamos.

30/05/2013

Capoeira

'Ocê não gostava de corpinho sarado e barriga tanquinho'? 

Então vem daí. Hoje foi dia de Capoeira!



27/05/2013



Foi no dia 25 de Maio (sábado último) que tomei posse como delegado conselheiro da Federação Académica para a Informação e Representação Externa para o Ensino Superior particular e privado Português (FAIRe), que tem como principais objectivos representar os estudantes do ensino superior português a nível internacional (nomeadamente Europeu, através de SEU: European Students’ Union, sendo a única estrutura portuguesa a ela pertencente. Ainda a nível mediterrânico, através da MedNet: MEditerranean Network of Studentsm do qual é membro fundador), promover a internacionalização do associativismo estudantil e de apoiar os seus membros associados a nível formativo informático e técnico, contribuindo para que estes se tornem cada vez mais eficazes na sua acção. Actualmente a FAIRe representa 30 associações de estudantes provenientes de todos os subsistemas de ensino (Universitário público, politécnico público e politécnico público e particular e cooperativo) que, por sua vez representam 144.377 estudantes portugueses.

24/05/2013

Barco sem vento

O ar só por si não é suficiente enquanto não me mate esta sede de ti. É rafeiro. Por falar em ar, no outro dia até comprei um barco á vela mais que bonito, mas não me deixaram comprar uma brisa de esperança. É verdade, as brisas não se compram, e adquirimos assim bens incompletos.
Dizem que se conquistam, mas nada disso é justo quando as ancoras se oferecem.
Já que gravitamos por linguagem náutica, e ao fim de todo este tempo sem vento, quando a tal brisa messiânica aparecer, muda-se o paradigma mas o resultado mantêm-se.
Aí direi, «De que vale o vento, para o marinheiro sem destino?»

20/05/2013

Renato Seabra

É por situações destas que sou um causidico que não mais acredita na Justiça.

Renato Seabra a monte por Lisboa.

Fica a foto do próprio com os seus mandatários oficiais! (Grande Pedro!)



18/05/2013

Conta de Facebook do Ivo!

É fantástico o quanto apetitosa é a figura do Ivo mais a sua conta do Facebook. Começou por aparecer contas fictícias, fotografias ofensivas para caracterizar-me, e acabou (pensava eu) em 17 mensagens por dia a dizer que tinham tentado aceder á minha conta do Facebook, em vários pontos do país. Não acabou afinal. Hoje durante a tarde acederam á minha conta, colocaram textos, e falaram com 22 pessoas (Julgo eu), pelo chat do Facebook, fazendo-se passar por mim, e ofendendo as mesmas. O local de acesso á minha conta, segundo o email que recebi por parte da administração do Facebook, foi no Marquês de Pombal (Curiosamente). É oficial que não se deve deixar sessão alguma iniciada em computador algum, mesmo que seja num local que achamos ser só nosso, ou reservado a pessoas específicas. Parece que nem sempre é assim, e existem sempre seres pequenos nesta sociedade triste, que têm uma vida tal como são, insignificantes. Às pessoas que foram abordadas, penso já ter entrado em contacto com todas elas e pedido desculpas pelo incómodo, mas por aqui, reitero essas mesmas palavras de lamento pelo sucedido. Desculpem, e obrigado às quem me avisaram.

Tenho como hábito aproveitar (mesmo nos dramas) o que de melhor existe, ou o mínimo que se possa retirar, se assim preferirem. O que é certo, é que ao mesmo tempo que um atrasado mental navegava pelo meu Facebook, me alterava fotos, falava com contactos, colocava frases no meu perfil, retirei o desagrado (talvez normal) de um dos 5 textos que o anormal escreveu “Apesar de nunca terem jogado Monopólio, muitos judeus tiveram a Companhia do gás”. 

Os comentários diversos que lá apareceram, deram ainda de certa forma o pontapé de saída para um debate que me interessa muitíssimo, mesmo afinal, para além de não parecer meu, não ser realmente meu. Nem o texto, nem as fotos, nem as conversas no chat. Mas o debate interessante, passa directamente pelo tema dos limites do humor, o que achei fantástico. É óbvio que muitas pessoas sentem que não se deve fazer piadas a propósito de tudo, o que é precioso. Este grupo de pessoas, ainda que inconscientemente, acaba sempre por delimitar um conjunto de temas acerca dos quais não se tolera que se faça humor. Não sou humorista nem tenho especial piada alguma, mas arrisco-me a identificar Deus; Morte; Poder; Pátria; Religião; Clube de futebol; Sexo; Família; Partido político; Salazar, e a lista continua. Ao vasto conjunto de pessoas de considera que o humor tem os seus limites desenhados de forma intransponível, deixem-me recordar-vos as últimas palavras de Oscar Wilde, proferidas enquanto jazia no seu leito de morte. Limitou-se a olhar para o papel de parede com um padrão e cor de gosto duvidoso, e disse: “One of us has to go”. Uma graçola sobre papéis de parede? Antes do último suspiro? De facto. Isso chama-se sentido de humor.
Tal como explica POSSENTI, o Sírio, o humor nem sempre é progressista. O que caracteriza o humor é muito provavelmente o facto de que ele permite dizer alguma coisa mais ou menos proibida, mas não necessariamente crítica, no sentido corrente. Isto é, revolucionária, contrária aos costumes arraigados e prejudiciais. O humor pode ser extremamente reaccionário, quando é absorvido por alguém de visão veiculadora de preconceitos, caso em que acaba sendo contrário a costumes que são de alguma forma, bons ou pelo menos razoáveis e civilizados, como os tendentes ao igualitarismo, sem dúvida melhores que os seus contrários.
A inquietação gerada por esta nova senda de humor, (Humor Negro - O humor negro é um sub-género do humor que utiliza situações consideradas por muitos como de mau gosto ou politicamente incorrectas, preconceitouso  para fazer rir ou divertir o público menos susceptível, geralmente abordando etnias excessivamente vitimizadas pelo status quo ou por algum evento histórico que façam os outros grupos vê-los como supostas "vítimas" implicitamente), vem demonstrar que Portugal ainda tem muito do pensamento teológico do séc. XIV, e significa que todos gostam muito de rir, desde que seja do vizinho do lado. Todos nós apreciamos uma boa piada, mas alto lá se o político ouvir uma piada de políticos. O músico não gosta de piadas de música, os actores, e chegamos então às pessoas que identificam os assuntos proibidos, e então também não gostam. Não posso discordar por completo desta postura de não gostar de piadas, mas definitivamente não as divido pelo tema, mas antes pela sua oportunidade, ou sentido de oportunidade. Desconfio que antes de ousarmos rir de piada alheia, ou contar uma graçola que seja, deveríamos ter um sentido auto-critico/auto-jocoso, para então posteriormente não acontecer contar-mos uma piada sobre alguém, que quando esse alguém toca num assunto que coabita nos intocáveis, não levarmos a mal.
A semana passada, o carro que conduzia explodiu e ardeu em telheiras. Tínhamos saído do McDonalds, compramos uns cheesburguers, e lá sucedeu o infeliz acidente. Saímos do carro e assistimos ás chamas a consumirem-no. Das inúmeras palavras e imagens que me passavam pela mente naquele momento específico, abri a boca para dizer o seguinte: “Agora os hambúrgueres vão arrefecer, deixa passar o fogo, dás um calorzinho ali no capot”. Por outro lado, quando o telefonista do reboque me questionou por telefone de que cor era o carro, respondi “Depende, portanto temos branquinho de meio para trás, e pretinho de meio para a frente”. Não pretendo desta forma identificar-me com a piada que este cobarde colocou no meu perfil, até porque sou sincero em dizer que não tenho especial apreço por elaborar humor negro, ou vernáculo. Consumo todos eles, adoro ler Bocage,  mas é simplesmente uma questão de estilo, e sem dúvida que nenhum destes é o meu, se é que tenho algum para o humor. 

A realidade, é que este era um tema recorrente, que é abordado por milhares de humoristas, e eu sempre tive a vontade de expressar opinião sobre o mesmo, mas nunca o pretexto suficiente para o fazer.
Sem gostar especialmente de humor negro, talvez me inclua (ainda que com reservas) no grupo de pessoas que pensa ser admissível fazer humor a propósito de todos os temas, discordando do “respeitinho” porque "disto não se deve falar". Talvez não deva, mas se assim for, que o filtro seja o sentido de oportunidade, e não o tema em si. 

Tenho de facto alguma resistência á frase “Não se brinca com coisas sérias”. Saliento que as coisas ditas sérias são também elas susceptíveis do olhar do humor, visto que com coisas não sérias, não faz muito sentido brincar, porque –elas já são a brincar. 
Segundo, e a mais importante, porque entendo que uma das virtudes do humor, é precisamente retirar peso às coisas sérias. Torná-las mais leves, mais fáceis de entender e muitas vezes suportar. Quando assim é, tornam-se mais humanas.

Democracia

Há uns anos um ditador disse que "Portugal não está preparado para uma democracia" Hoje confirmou-se.

10/05/2013

Discutir o amor

Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido. 

Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados. 
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.

07/05/2013

27 anos de casados



Faz hoje 27 anos que os meus super-pais de casaram.
27 anos é realmente muito tempo. Passa-se por acidentes, operações, e até filhos. Há quem viva tão menos que isso. Na realidade, 27 anos são uma vida, e uma vida repleta de uma causa nobre quando é passado ao lado de quem se ama, quando é passado para quem se ama. Uma entrega definitiva, uma tatuagem na alma, bem cravada até às veias. 27 Anos de união, é mais que uma história linda de amor, pois nos dias que correm é mesmo uma rara linda história de amor. 27 Anos, são a fiável cooperativa de ensino, reconhecida universalmente, que torna as partes em sofisticados Auto psicólogos, hetero-psicólogos, capacitados de medir tudo, apenas olhando. Não existem 27 anos porque sim, ou porque parece bem, ou porque tem de ser.
De 27 anos, retira-se ilações, lições e teses complexas, capazes de cilindrar o mais sábio dos filósofos. 27 Anos de coabitação, implica sacrifícios, provas e dilemas. Dilemas esses que normalmente acabam em mais sacrifícios. Simbiose de almas, simbiose de espíritos, sorrindo camufladamente com a certeza de serem um.
Parabéns, e obrigado por tudo.

06/05/2013

O tempo

O maior incompetente é o Tempo, esse inútil. Eu fiz o meu trabalho, juro que fiz. Virei costas e zarpei no sentido oposto, disparei para longe e fi-lo a voar para não cair na tentação de voltar atrás pelas pegadas. Dormi todos os dias de phones, para calar as mil vozes revoltadas na cabeça, e assim não prestar atenção a nenhuma delas. Tentei esquecer lembrando-me de mim, lutei contra o silêncio e contra o som, contra aquelas músicas todas, e até me afastei do mundo porque ouvi dizer que ela andava por lá. Fiz o meu trabalho, juro que fiz.
O tempo, esse malfadado tempo, que tirou folga do Ivo, não passa. Não passa de passar mesmo, e não é para mim o requintado antibiótico que para todos costuma ser, apaziguador das tormentas, entregas ao domicílio de sorrisos. Para mim, esqueceu certamente a morada. Tempo, seu ignorante, nada mais és que um mito, um mito que deveria secar todas as lágrimas e fortalecer o espirito, devia aos poucos deixar-me dormir, e acima de tudo fazer-se sentir no meu corpo, na minha pele. Tiveste autorização para tudo, e a ordem era passares por aqui, dares-me a mão e levares-me contigo. Queria lá eu saber para onde. Levares-me simplesmente. Nada. Preferiste alardeares-te mais um pouco aos ouvidos dos ingénuos a prometer que curavas tudo. Que trabalho fácil essa tua difusão de mentiras. Não só não curas tudo, como pior, deixas os que em ti acreditaram á espera, mortificando e amargando quase com gosto, simplesmente por acharem que valia a pena esperar por ti Tempo.
Desisto de ti e da tua doutrina, sua amostra de solução. Tu nem és o verdadeiro Tempo, és só uma amostra, um protótipo desprezível que tem cotas em atraso no sindicado das fraudes. És o genérico do Tempo que cura de verdade, daquele Tempo que ajuda, aquele que cura feridas por muito grandes que sejam. Esse por quem te fazes passar, ainda não existe.
Eu desisto é de ti, não de mim, e aqui entre nós te digo, eu hei-de inventá-lo!

01/05/2013

"Eu não fui eleito coisíssima nenhuma!"


Vítor Gaspar já nos habituou às suas investidas disparatadas. Ele erra, divaga, vagabundeia, em insultos, falsidades, atrocidades, dislates, alucinações; mas o que disse hoje em resposta á deputada Ana Drago, relativamente a não ter sido eleito, (na desesperada tentativa de se afastar do comportamento demérito dos paupérrimos ministros do governo) foi (Finalmente) absolutamente verdade.
Mas já que começamos esta senda de discurso verdadeiro, vou eu concluir o que Vítor Gaspar não foi capaz.
Se é verdade que Vítor Gaspar não foi eleito, é certo para mim que o governo de que ele faz parte, também não foi. Não foi este governo, não foi esta governação, nem este programa que os Portugueses sufragaram.

Amizade

Hoje faço um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são débeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, cumprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do Restelo  dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a mínima hipótese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugaz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem a ver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

PS: Bem sei que este texto foi publicado em Janeiro deste ano no IAB. No entanto, faz hoje (particularmente) todo o sentido relembra-lo; e por essa razão, aqui fica o mesmo na esperança de que seja lido por quem hoje me fez recorda-lo.