09/01/2013

Sol de inverno

O sol de inverno olha de esguelha para o mar, só para preparar a aterragem. É nesta azafama de sair ao serviço, que nem leva em conta o quando estava a ser necessário. Numa esplanada da Praça da Figueira, (ou então do Comércio, faço sempre confusão), sentam-se os nostálgicos, abraçados por tal calor, pedem-lhe horas extraordinárias, mediante pagamento em sorrisos. É nas horas finais que se dão as maiores surpresas, e por bom profissional que foi na pontualidade, mandou que a Lei, o Crime, e a Notícia se entendessem naquele momento. Sol, sol, não voltes a banalizar os fracos.