26/01/2013

Fraude

Posso até ser suspeito da declaração que faço, e apontado como limitado por uma antí-cor política, mas é uma suspeição infundada a meu respeito. Acredito em pessoas e não em cores, acredito em ideias e não em partidos. Acredito na gestão igualitária, sempre baseada numa visão de paridade. Interpreto o princípio da igualdade no seu sentido extensivo, e só assim justo. Próximo da igualdade está a injustiça, sempre que se aborde o mesmo num sentido lato. Um perigo.
Sou da área da justiça, mas remeter-me á mesma, é em 90% dos casos abordar a política na sua maior natureza. Sabem, tudo isto é política.
O exercício não é complicado, juro que não é. Assumo para mim, que legítimo a todos nós, é um raciocínio de observância simples. De espectador, mesmo sem ser dos ‘muito atentos’, é suficiente. Vejam que; políticos a mentir é normal, sempre houve e sempre vai haver. Talvez lhes esteja na massa do sangue e/ou seja condição sem a qual não reuniriam 10 assinaturas ou 2 votos. Não digo que esteja correcta tal ideia, mas tendo em conta a conjuntura actual, dou por mim a aceita-la como facto imperativo. 

- Que os políticos prometam aquilo que não podem cumprir, sem aceitar como correcto, diga-se que é frequente. Agora, garantir que não se vai tomar certa medida, e depois tomá-la, é na minha prespectiva, uma fraude, uma burla - 
Em linguagem semelhante a vernácula, diga-se, o povo português foi enganado nas últimas eleições, pois acreditou nas garantias dadas pelo partido político que venceu as mesmas, e que agora a governar, fazem indubitavelmente o contrário do que garantiram que não iriam fazer.
E não, não estamos a falar da discussão técnica de existir ou não mandato para governar desta ou outra forma, porque até se entende que uma ditadura é política. Por sua vez, falamos aqui de algo que reitera o problema dos governantes no país destas últimas décadas. Por favor, urge substituição de políticos profissionais, por profissionais na politica.