31/01/2013

Mudanças

São passos de magia, e rebuscadas tácticas, o que se faz para se parecer em detrimento de ser. Ostentação de um perfil inexistênte, que nem convento de Mafra, aprecia-se a fachada criada apenas para a inauguração, deixando o interior esse, para acesso exclusívo do artista. Encontramos aqui o 'atrás do pano', bastidores ou balneários invioláveis. Nada mais que ilusão propositada, jogo de marionetas. As mudanças quando não são fruto de um crescimento interior, de uma percepção diferente da realidade, em que olhamos por nós a admitir um caminho com mais luz, essa não foi uma mudança. Foi uma intermitência e apenas obrigas a que te julguem como irregular e não diferente, como tanto querias.

29/01/2013

Rui Moreira ao Porto

Rui Moreira apenas avança para o Porto, se as eleições autárquicas forem arbitradas pelo Pedro Proença, ou Lucílio Baptista.

28/01/2013

Sporting Clube do Porto

Enquanto se confirma o Liedson como o mais recente jogador do FC Porto, estes acabaram de ganhar por 5-0 ao Gil Vicente.
Significa isto que a equipa do Sporting 2006/2007 está cada vez mais próxima de ser campeã nacional 2012/2013.

27/01/2013

José Seguro e António Costa

'Qual é a pressa?' 'Qual é a pressa?'
- A pressa não passa por ileger o Secretário-Geral do Partido Socialista, mas após a bela lealdade governamental do PSD, é escolher já o próximo Primeiro-Ministro português com maioria absoluta.


A cadeira é maior do que aparenta.

26/01/2013

Fraude

Posso até ser suspeito da declaração que faço, e apontado como limitado por uma antí-cor política, mas é uma suspeição infundada a meu respeito. Acredito em pessoas e não em cores, acredito em ideias e não em partidos. Acredito na gestão igualitária, sempre baseada numa visão de paridade. Interpreto o princípio da igualdade no seu sentido extensivo, e só assim justo. Próximo da igualdade está a injustiça, sempre que se aborde o mesmo num sentido lato. Um perigo.
Sou da área da justiça, mas remeter-me á mesma, é em 90% dos casos abordar a política na sua maior natureza. Sabem, tudo isto é política.
O exercício não é complicado, juro que não é. Assumo para mim, que legítimo a todos nós, é um raciocínio de observância simples. De espectador, mesmo sem ser dos ‘muito atentos’, é suficiente. Vejam que; políticos a mentir é normal, sempre houve e sempre vai haver. Talvez lhes esteja na massa do sangue e/ou seja condição sem a qual não reuniriam 10 assinaturas ou 2 votos. Não digo que esteja correcta tal ideia, mas tendo em conta a conjuntura actual, dou por mim a aceita-la como facto imperativo. 

- Que os políticos prometam aquilo que não podem cumprir, sem aceitar como correcto, diga-se que é frequente. Agora, garantir que não se vai tomar certa medida, e depois tomá-la, é na minha prespectiva, uma fraude, uma burla - 
Em linguagem semelhante a vernácula, diga-se, o povo português foi enganado nas últimas eleições, pois acreditou nas garantias dadas pelo partido político que venceu as mesmas, e que agora a governar, fazem indubitavelmente o contrário do que garantiram que não iriam fazer.
E não, não estamos a falar da discussão técnica de existir ou não mandato para governar desta ou outra forma, porque até se entende que uma ditadura é política. Por sua vez, falamos aqui de algo que reitera o problema dos governantes no país destas últimas décadas. Por favor, urge substituição de políticos profissionais, por profissionais na politica.

25/01/2013

IAB

- O ódio e o rancor, é a secreção em recipiente fechado de prolongadas impotências.
- Quem odeia deve ultrapassar, e renunciar ao facilitismo de odiar.

IAB

In Mexico way of life;

'Why don't you wanna 'Taco' 'bout it too?'

''Coz i'm 'Nacho' friend anymore!'

Bueno...

24/01/2013

Liedson, João Moutinho e Izmailov

Os jogadores do Sporting correm mais agora, porque já viram que com esforço ainda podem ir para o Porto!

23/01/2013

I just want you to know who i am

For now ♥

And I don't want the world to see me
'Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am


15/01/2013

Amizade

Hoje faço um assolapado elogio á amizade pura, amizade de histórias e amizade de vida. Reivindico os valores ancestrais e fora de moda, apresento o meu rol para a defesa impiedosa desta minha condição de revoltado. Sim, hoje sou o carrasco da vossa modernidade, dessas vossas amizades do futuro e digo-vos já, vão perder. Não sei quantos são, mas juntos são debeis, modernos são fracos. Amizade de contrato, de arrendamento, de compra e venda e de palmadinhas nas costas. Contrato crime ou criminosamente de oportunidade. Oportunistas dos sentimentos, comprimentam-se hoje com troca de olhares, choram uns por outros sem nunca amar. A vossa amizade foi vendida á era dos pantufinhas, daqueles que fazem pouco barulho, e o ruído, esse fica guardado para a ostentação dos conhecidos amigos ocos, de agora, de hoje, de pouco mais que isso. Acabou-se ou perdeu-se em lugar incerto os 'escolas' da luta, dos amigos irmãos, dos irmãos amigos, dos irmãos irmãos. Os velhos do restelo, dos onde o nojo não pega e o riso aparece só depois da lágrima. Procurem-nos de novo, façam-no por mim, façam-no para não serem tão miseráveis. Façam para o tempo voltar a perder contra a amizade, para num jogo de postura, não ter a minima hipotese de voltar a falar. Todos sabem explicar a amizade, todos em fugáz estupidez quanto mais falarem, mais estão engrenados no zoo dos leais, no jogo das ilusões. Amizade nada tem haver com ilusões, ou tanto quanto o amor com o clima de amanhã que chove. Amizade falada, amizade explicada? Calem-se e baixem olhos de vergonha, amizade tal como amor, não é para entender, como falar? Sentir! É sinal de amizade não perceber, querer sem guardar qualquer esperânça, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado do que quem vive feliz. Nada menos que isto, e agora, profissionais da amizade moderna, técnicos da piscadela de olho, discutam e expliquem a amizade, Imbecis.

14/01/2013

É isto?

Não teres tempo para o meu raciocínio de cem metros barreiras, sempre foi teu apanágio e a minha salvação. O que sinto por ti é como ter contraído malária: o bicho está cá dentro e volta e meia manifesta-se, apesar dos cuidados profiláticos que faço questão de ter, antes de cada viagem. Aliás, a profilaxia induz, ela própria, sintomas ligeiros da doença que é suposto prevenir e é por essa razão que as cautelas e os caldos de galinha, que engulo a horas certas, não me evitam suores frios, febres súbitas e tremuras, face à hipótese remota da tua presença no meu metro quadrado.

09/01/2013

Sol de inverno

O sol de inverno olha de esguelha para o mar, só para preparar a aterragem. É nesta azafama de sair ao serviço, que nem leva em conta o quando estava a ser necessário. Numa esplanada da Praça da Figueira, (ou então do Comércio, faço sempre confusão), sentam-se os nostálgicos, abraçados por tal calor, pedem-lhe horas extraordinárias, mediante pagamento em sorrisos. É nas horas finais que se dão as maiores surpresas, e por bom profissional que foi na pontualidade, mandou que a Lei, o Crime, e a Notícia se entendessem naquele momento. Sol, sol, não voltes a banalizar os fracos.

04/01/2013

Vives em mim

Fui a bruxas, médiuns e feiticeiros; rezei ateu e descrente em igrejas e outros templos; avé marias e pais nossos, rogai por nós pecadores; acendi velas, espalhei incensos, soletrei mantras, tomei comprimidos, fui a médicos e a curandeiros; mudei de vida, de cidade, de país, de corte de cabelo e de canções favoritas. Evito a tua aldeia na linha do meu horizonte porque olho sempre para o lado, para a rua ingreme onde assenta o casario e onde te escondes cobarde, e não para cima, onde a paisagem campestre se define e o céu começa. Desfiz-me do anel, do mundo, das roupas onde um dia te roçaste de amor e no fim despejaste o ódio. Esfreguei-te da pele até quase sangrar, desisti de saber as respostas que não me deixaste; arranjei outros, outras, gente perdida como eu, ouvintes forçados da tragédia que tentei em vão banalizar de tanto e tanto a contar, passa a palavra, passa a outro e não ao mesmo, espalha por aí, espalha brasas, espalhafato. Carrego esta culpa como um nado morto ao colo; não tenho onde a largar, despejar ou enterrar, não consigo separar-me dela, e o tempo - Ah, o tempo! - que não desfaz em pó este cordão umbilical. Estás comigo a toda a hora. Amoral, assexuada; nem feia nem bonita, linda, nem boa e afável nem ávida e cruel; só te desejo e arrepias: estás, apenas. Segues-me para onde vou; não és sombra nem espectro, impressão ou sopro breve, mas carne viva num sorriso corpóreo, aflita. Não te julgo, não me faltas, não te afasto nem te agarro; serias uma excrescência suportável, não fora definires aquilo em que me tornei por dentro. És um átomo de dor, imortal e imbatível, és o toque subtil do tormento, o embalo desajeitado do choro, a saturação dos fins de dia, o sono inquieto das noites. És. Mas vou a bruxas e curandeiros, acendo velas e papo missas, mudo de vida e de pessoas, de roupas e de horizonte, para que um dia sejas Foste.
Por hoje, sonho todos os dias com os mistérios na curva do teu nariz e os poemas por descobrir no teu corpo mini-arranha-céus. O universo diz que é coisa para levar a vida toda a ler e eu confio, nele e em ti a caminho de mim. Não há nada em ti que eu não queira, nada em ti que não me sirva, que não me pareça ter sido feito à medida das minhas preces mais antigas. Tu, que és tudo o que eu sempre esperei da vida mas que a vida me dizia que não havia. Tu, a surpresa e a prova, o destino.
No entanto tenho algo ainda mais teu que meu. Um herdeiro, um filho nosso, a mudança que em mim criaste. É meu dever dizer-te que tudo isto seria despiciendo não fora uma lacuna imperdoável. Se eu quisesse mesmo, mesmo muito, dar-te-ia a conhecer um mundo novo, um filho só teu: a minha cabeça superhipersónica. A todas que se aproximam, confundi-las, banzadas, com as minhas piruetas mentais, as exasperantes contradições e o excesso emocional; perder-se-iam no meu labirinto interior, de tantas voltas que as deixariam tontas e incongruentes, incapazes de rotinas e obrigadas a reacções inesperadas, livres da dormência do tédio. Mas não quero. Sabes Porquê? Pelo que mais releva no universo amoroso: elas não entendem as minhas piadas.





(É este David Antunes...)