26/12/2013

Natal 2013



Na impossibilidade logística de agradecer todas as mensagens de Natal, deixo aqui o meu muito obrigado, assim como o desejo sentido de que este Natal tenha sido revitalizante de paz, tradição, e especialmente princípios nobres no coração de todos nós.

O (re)inicio de um pensamento livre, mas que este cresça verdadeiramente de uma liberdade útil. Uma reflexão mais vertida na sociedade e não tanto na pessoa-singular. Um pensamento como pessoa una, vai concentrar-se de alguma forma no seu engrandecimento e beneficio, enquanto porventura dever-se-ia focar na igualdade.

Igualdade como resposta. Igualdade, pois desta surge a justiça, impugnando as divergências culturais, financeiras e intelectuais. Igualdade para trazer o respeito social e humano.
Que este Natal seja realmente instigador de uma fraternidade influente para o equilíbrio social, especialmente nestes períodos mais rigorosos que atravessamos.:.

Obrigado a todos.

17/12/2013

Praxes Académicas - Praia do Meco

Aquele (não tão pequeno) grupo de pessoas, que ao estilo de Mariano Gago, têm atacado desmesuradamente as Praxes académicas, apontando-as como sendo directamente responsáveis pelo desaparecimento dos cinco jovens na Praia do Meco, estão a entrar no semelhante e ignóbil raciocínio de criticar os homens ou mulheres no seu género, porque um dia alguém traiu.

O conceito de «Praxes», «Homens» ou «Mulheres», são absolutamente diferentes de «Praxes abusivas», «Homens infiéis», e «Mulheres adulteras».

11/12/2013

Ucrânia quer democracia



Os confrontos entre manifestantes e a polícia continuam incessantes em Kiev. Da forma renovada como sucedem, pode dizer-se tudo, menos que estes amotinados não estejam desassossegados com as direcções que o país toma.

De facto, só me ocorre uma motivação de extrema grandeza, que faça com que estes manifestantes protestem com violência a uma temperatura de 10 graus negativos. O Medo.

É de gente que sabe o que quer, e melhor, o que não quer.

É na minha perspectiva um apavoramento da ‘noite comunista’ que os Ucranianos têm vindo a espreitar. Desde logo, a convicção que o regime comunista deixou marcas profundas naquele país.

Digo isto, porque não me parece de todo bastante, o facto de estar pendente o pedido de adesão á UE, valorizando-se a acoplagem á Rússia.

É este um povo que testemunhou a democracia, e não mais quer abeirar-se sequer de quem, com repressão lha arrancou durante muitos anos, amontoando uma miséria geral, que exaltando inúmeras percas humanas.

07/12/2013

Nelson Mandela


Foi com profundo pesar que recebi a notícia da morte de Nelson Mandela. O mundo deixou ontem ausentar-se um ‘profeta do tempo em que não haverá escravos nem indignos’. Lições de paz, liberdade e humanismo que nos deixaram, ficando a obra. Partiu ontem um prémio Nobel da Paz que considerava que o ódio se aprende, mas aprender o amor era sempre mais fácil.

Solto aqui as minhas sentidas condolências á família, e, quer se queira ou não, deixo-as similarmente e infelizmente, a uma humanidade que fica mais pobre.

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Não podia falar do assunto ‘Mandela’, sem arrolar ao texto, o que Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República enviou a Jacob-Zuma. Vernaculamente, palratório de Presidentes.

Entre as inúmeras apreciações sentidas, e compaixões pesadas, Cavaco, ainda solta a sua colossal apreciação pelo legado deixado por Mandela. Vai mais distante, em repuxados vocábulos que preadivinham que o seu conceito de coragem, liberdade e humanismo, se perpetuem por gerações.
Ora, tudo isto pode revestir aspecto absolutamente exemplar, e até apropriado á situação pesarosa.

No entanto, em 1987 era o mesmo Cavaco Silva o Primeiro-ministro, quando votou contra uma resolução das Nações Unidas que tratava precisamente da libertação de Nelson Mandela então detido há 25 anos.
Hoje desfaz-se em lamúrias (hipócritas?) para a África do Sul.

Das possíveis considerações que a morte de um homem indulgente nos permite analisar, é sem dúvida a constante inclinação do Ser humano em valorar o homem-vivo de forma distinta do Homem-memória, ou do homem-obra. Sim, 80% das homenagens são pós-mortem.
Se me entendem, vou evitar a divulgação das minhas pinturas sem valor, sob risco de falecer contra vontade.

28/11/2013

Desculpa

Há dias que a minha troika privada se patenteia.

Lá vem ela com um prejuízo que como só ela sabe, sabota a posteridade breve, austeriza a dignidade, decência e o bom-nome.

A violência verbal é um comprimido muito forte, que se arremessa ao alvo, sem lembrar que os efeitos subalternos são muito mais nefastos que os primeiros.
Não somente por isto, embora também, é extraordinariamente incipiente travar uma discórdia onde empregamos todos as inferiores, vis e mais funestos recursos.
Incipiente porque a partir daí, não mais há triunfo.

Ambos os lados sofrem, ambos os lados retiram-se derrotados de mil e uma formas, ainda que não saibam.

Pratiquem o desarmamento interno. Significa este, absolvermo-nos de inúmeras comoções negativas, que exclusivamente redundam em impetuosidade na violência.

Para não se tatuar espinhos incessantes na alma, faço-o, e apelo a todos, que se desengatilhem internamente, e sejam um pouco mais felizes e fraternos.

22/11/2013

Aforismos

Deixem-se disso gente!

Imploro diariamente que uma luz desça á terra e subtraía ás infindas aptidões humanas, aquela capacidade que desponta em cada uma, quando ao não saber o que verbalizar, então refugiam-se em aforismos obtusos.

- “Às vezes é no meio da escuridão, que se vê melhor a luz”.
- “Às vezes é quando estamos no meio da multidão, que estamos realmente sozinhos”.

E a humanidade diz de urgente, “olha, bem visto!”.
Vamos lá tentar. Se alguém profere;

- “Às vezes é quando uma coisa mais parece uma coisa, que é o contrário dessa coisa!”

Não é uma grandiosa ajuda, nem mesmo um discurso brilhante. Às vezes é só parvo.
Só para que conste.

21/11/2013

Verdade Material Vs Verdade Processual



Os tribunais, assim como todo o sistema judicial deve operar no sentido da descoberta da verdade material, respeitando por sua vez a verdade processual.

Não sei até que ponto conjunturas análogas a esta, podem ser reflexo de uma amplificação da Verdade Formal em prejuízo da Material no sentido em que, porventura, possa não verter uma justiça social efectiva.

19/11/2013

Portugal vs Angola

"Arquiva-se o processo na tentativa de desanuviar a tensão última entre o estado Português e Angolano".

Deste modo, é com este desventurado e desgostoso dedo, que aponto o corolário factual de uma indigente Magistratura, que se deixa invadir num presumível equilíbrio político, abandonando a sua idoneidade e função, na descoberta da verdade material, conforme os ditames jurídicos.

18/11/2013

A feira Popular de Lisboa



Ainda me recordo da mescla de cheiros vindo dos incontáveis restaurantes castiços e de preços despretensiosos.

Aparecia o clamor do palhaço que esguichava água, e os dedos pegajosos de surripiar o algodão-doce do primo. Em seguida, lá voava eu para a lua como o maior dos astronautas, enquanto preservava o mundo vinte vezes ao lado do super-homem.

Não bastante, tinha ainda tempo de entrar em saloon de faroeste, e salvar a donzela mais formosa, das cordas que a amarravam.

Na dimensão dos sonhos, de universos encantados com majestades, dragões e princesas, tudo se tornava possível.
Os mais pequeninos, defrontavam os seus desassossegos entre gargalhadas, sorrisos e animação.

Era isto e muito mais, que impelia milhares de pessoas a divertirem-se neste espaço no centro de Lisboa.

Hoje com um frio depressivo, jazem inúmeras exultações dentro de quatro muros débeis de acabados. No centro de Lisboa, vive o Adamastor das memórias distantes, o antídoto da esperança.

Senhores governantes acreditem, nem só de números vive o homem.

14/11/2013

Tufão nas Filipinas


São absolutamente tormentosos os cenários que o tufão Haiyan debelou na sua passagem pela cidade de Tacloban. Avança-se com mais de 100.000 mortos, e 600 deslocados que não têm acesso a água ou alimento.

Fica na narrativa incompreendida litros de lágrimas por secar, milhares de corpos por honrar, e sofrimento do tamanho do mundo por parte dos desafortunados que já só vivem fisicamente.

É especialmente a estes últimos, que deixo o meu pesar e enternecido testemunho.

Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado, até que seja enfrentado.
Com esta máxima, creio na intelectualidade dos líderes mundiais, para o amparo premente a estes nossos, e dignos irmãos.

A todos eles, um abraço fraterno.

13/11/2013

Acordar assim

O vulgar, é muitas pessoas acordarem ao toque. Outras com o timbre de quem as chama, ou então até mesmo com ruídos que lhes varrem o sonho e desabotoam os olhos.

Acordar ao teu lado, é nada menos que ser acordado pela tenuidade do aroma. Afinal, a fragrância pode acordar-me.

Acordar ao teu lado é o aconchego inigualável das torradas quentes, um dia que se estreou num sábado, e os relógios param só para mim.
Só. Porque o restante é acordar sozinho.

08/11/2013

Um pé na sarjeta

«Se um dia for vedeta, quero sempre manter um pé na sarjeta».

Há vários intuitos que tornam imprescindível saber conservar distâncias. Seja por reserva pessoal, por conservação intelectual ou até por amor. Sim, o amor pode distanciar duas ou mais pessoas.

No entanto, a superior e mais difícil distância de todas, é aquela que nos afasta de nós próprios. Suspeito dizer que seja conjuntamente a mais proveitosa de se desenvolver.
É sobretudo em ápices de palmas, abraços, glórias e sucessos, que a distâncias de nós próprios faz ainda mais sentido.

A vizinhança de nós connosco, faz com que andemos constantemente a auto elogiarmo-nos, enaltecendo em arco de luzes pomposas. No seu extremo, não mais andamos; levitamos.

É o distanciamento entre cada um de nós e o produto dos nossos feitos, que consentem o lugar para a crítica essencial.

«Se um dia eu for vedeta, quero sempre manter um pé na sarjeta».

31/10/2013

Somos todos nós, dentro de cada um. Diferentes.

É estupenda esta habilidade de se admirar um livro por tudo, menos o que lá vem escrito. Faz-me rejubilar esta capacidade que o Homem tem de se apaixonar por um quadro, do qual nunca viu as cores. Mas a paixão está lá!

Hoje enquanto eu almoçava de figura especialmente desentendida; - (não fosse a repulsa pelo que ouvia exteriorizar-se pelos olhos) - ostentava-se um cliente, dizendo que era o «José Mourinho a colocar azulejos nas paredes».

Alguém perdia tempo a dizer, “Não te deves gabar oh Zé!”; senão quando «o Zé» contrapõe lá do pináculo da sua sapiência;
- “Não me devo gabar? Olha o Mourinho! Ele gaba-se e todo o mundo se cala porque sabe que ele é bom! Mau é quem se gaba sem ser nada de jeito!”

Por mais que se estude áreas diversas, para mim o Homem continua a ser o objecto de estudo mais complexo e cativante.

Neste caso do José Mourinho por exemplo, há pessoas que são autênticos embaixadores de Portugal no estrangeiro, mas nem por isso devidamente agraciadas.

Parte das que gostam, admiram, apreciam, apoiam e protegem; existe ainda parcela que «Gosta do livro sem saber ler».

Concebam só o que sucedia, se fosse exequível trazer o Sr. Padre António Vieira, para dissecar o seu “Sermão de Santo António aos peixes”, sobre o qual este nos chamava de «criativos», pois a alegoria se dirigia realmente aos peixes e nunca aos homens.

Era o escarcéu! Mas admiração por tão bela escrita, certamente que se mantinha em cada um de nós, ainda que por razões quase adversas.

23/10/2013

Passos Coelho recusou juntar-se a Sócrates

Em tempos não muito idos, Pedro Passos Coelho solicitou participação do líder do maior partido da oposição, para um ‘governo de salvação nacional’ (ou espécie - interroguem o PR), que acabaria a ser governado com natureza tricéfala. (PSD, CDS e PS)

António José Seguro declinou a proposta de participar no governo sem sufrágio.

Soltou-se a repulsão imediata do PM e restante governo, com a posição de António José Seguro.

Será esta indignação efeito de amnésia grave, ou sou eu o mesquinho que tem o cisma de ter boa memória?

22/10/2013

Português moderno

É amargura rude aperceber-me que cada vez gosto menos do Português moderno.
Para claras compreensões, deixo aqui uma reacção da Igreja Católica ao Decreto-Lei de 20 de Abril de 1911. (que veio decretar a ‘Lei da separação’)

«Receava-se a dureza, veio a atrocidade; receava-se a sujeição, veio a tirania (…). O que contém o diploma? (…) Injustiça, espoliação, opressão, ludibrio (…). A Joeira de Satanaz(s) vai trabalhar (…) Senhor estou pronto para ir convosco ao cárcere e á morte.»

13/10/2013

Pensão de solidariedade

Continuam a forçar-nos a olhar para as reformas e pensões, como um beneficio de solidariedade social., quando foi, é, e sempre será, um Direito dos contribuintes.
E agora com efeitos retroactivos?

Não se alterem conceitos, muito menos os efeitos directos dos mesmos.

Vergonha.

04/10/2013

Oeiras é outra gente!

Para qualquer Juiz, diligenciar em Oeiras deve ser o fastígio da preferência. Tudo é mais célere nesta comarca.

Em sede de «finalidade das penas», notem que em Oeiras acautelam a reinserção do agente na sociedade muito antes de o mesmo ser libertado.

É o sucesso na Justiça.

01/10/2013

Dia de hoje!

A mentira é a meu ver, a suprema prova de deslealdade e inconfidência. Há gente moderna que tende a fazê-la coexistir com a amizade.

Ridículo.

30/09/2013

PS derrotado?

Mesmo após Pedro Passos Coelho em declarações oficiais ter vindo acolher uma «derrota estrondosa» para o PSD, ainda se insurgem laranjinhas revoltados, na vã tentativa de apaziguar a sua dor, arrastando o PS para uma análoga derrota. (PS derrotado?)

Verbalizam que é em pelo facto do PS ter perdido autarquias de alguma utilidade.

Bem, perder autarquias e ganhar autarquias, é trivial a todos os partidos, (desta vez) com a prerrogativa do BE que unicamente experimentou a primeira.

No entanto, parece-me ponderado que se considere vencedor de umas legislações autárquicas, o partido que chega ao fim das mesmas com o maior número de autarquias. Esse partido foi o PS.

Acrescento ainda, que no sentido dos resultados conquistados, torna-se incongruente identificar o PS como derrotado. Afinal, um partido que além de atingir o maior número de autarquias, regista também o seu melhor resultado de sempre, «derrotado» é grotesco.

Bem, 150 Câmaras, é exclusivamente o melhor resultado de qualquer partido em Portugal.

Derrotado?
Vamos lá tentar notar o mundo com olhos empenhados de quem se exime de toda essa limitação, que se chama facciosismo, fanatismo e intolerância.

29/09/2013

Autárquicas 2013

Sempre fui acérrimo patrocinador do compromisso de sufragar. O artigo 49º da Constituição da República Portuguesa, sempre me pareceu aprumadinho e pimpão.

É um dever cívico, e acima de todas as classificações, é a única forma de exercer o maior dos poderes que enquanto povo embargamos; «o de escolher e delimitar o nosso futuro».


Ainda que as opções de escolha sejam entre o meu e o péssimo, é de ressalvar que entre votos em branco, e estratégias de nos fazer ouvir enquanto cidadãos, o importante é fazer um voto activo.


De tantas pessoas, aquelas que não votam; pouco me diz a sua indignação. Pouco me diz a sua revolta pelo rumo do país, e pouco me diz a sua resistência ao sistema que o governo implementa. De facto, nada me diz tudo isso. 


Reprovam tudo e todos, e olvidam que a sua insurreição deveria ter sido «sentida» no dia das eleições. Mas não. Optam o não-voto, agendando ulteriormente a sua luta por através manifestações, brados e insultos extemporâneos, onde já de pouco vale.

26/09/2013

Voto útil

Causa-me genuína agitação, os Portugueses não dedicarem efectivamente o seu voto ás pessoas que nos governam.

Ainda no Domingo Ângela Merkel ganhou as eleições, e nós nem votámos.

Viva a ‘Demo!’, que também é ‘Cracia!’.

23/09/2013

Maturidade, vem logo.

Certo é que, refutar a ignorância alheia, é cair numa igual ignorância, ou pior. A postura elegante é ignorar.

Por outro lado ignorá-la, é que nem refeição vegetariana. Tem (quase todos) os nutrientes necessários, mas jamais nos sentimos inteiramente saciados.

Certamente que isto se resolve com maturidade.

Aceitam-se sugestões.

22/09/2013

Comerciais de si próprios

Ao meu lado loira, não obesa mas cheia, tinha o seu primeiro encontro de café com o mecânico, da sua irmã.

Vestida de ganga justa ás curvas, embora sóbria, prescindia toda a pro-actividade emocional para o sofisticado mecânico que de camisa branca, respigava distintos argumentos para a convencer da sua nobreza e distinção.


- «Podes não ter namorado, mas tens muitos pretendentes de certeza»


Em clara negação com a mente, ela retribuía negativamente ás investidas dele, – no esforço de o agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava – 


Por outro lado, mesmo que sem pergunta, fazia este mecânico tema, o de enfatuar-se, discorrendo das mil e uma mulheres que o desejavam, e ele somente considerava a que estava á sua frente. Tudo isto, – no esforço de a agradar pelo carácter puritano com que se fazia apresentar. E decerto agradava –


Hoje, acho absolutamente ignóbil esta forma de aleitar, gerar, fazer nascer algo pelos caminhos surreais. Iniciar um caminho pela ostentação, falando do que não é, abordando o que nunca foi, para agradar ao que se pensa ser. Esquecer que somos todos susceptíveis a esta debandada (assustadora) de metamorfoses da sociedade, pelo que, dá-se o não tão raro acaso, de encarar-mos numa mesa de café, com alguém precisamente como nós. 


«Era uma vez, um embuste a criar paixão» Não é uma história de facto, mas infelizmente as crianças hão-de aprender.


Sim, hoje não se criam relações, antes empresas. As partes, somente comerciais de si próprios.

21/09/2013

Humanizar o mundo

Doutor, feche os livros e ria da ciência - Tire a gravata Doutor, e por uma vez, peço-lhe, cale os seus olhos.

17/09/2013

Escolhas

Se dizem que na Internet, todos nós podemos ser o que quisermos, então porque razão tanta gente escolhe ser estúpida?

15/09/2013

Uma arma

Falamos de risco. Pequenina crescida de mortíferos ataques. Nível bélico superior ao químico, não há G20 que sossegue, ‘Obamas’ que reivindiquem, ou concertações que apazigúem esses ataques categóricos. 
De design aerodinâmico para distribuir sofrimento, saudades, saudades, mágoas e todas as outras que a ciência não classificou. 
Daquelas que fazem o estômago ir á boca e voltar ao sitio habitual. Tudo no mesmo fuso horário. 
Predadora eficaz, ali se reúne todos os apetrechos úteis ao disparo.

Nem vale a pena falar em camuflagem. Mestre da arte da discrição, de semblante brando, hábitos bem-nascidos, encanta de viola do lado canhoto, da mesma forma que dança aquele sinal do lado direito do coração.


O humano que invulgarmente dorme.

12/09/2013

Patrícia Henriques

Como nunca antes sucedera, aceitei o auxílio de uma amiga para a crónica mensal.
Tinha até á meia-noite, para fazê-la chegar á redacção, para posteriormente ser editada e publicada.
Mesmo de empenhos aglomerados em solidariedade, não foi possível a entrega em prazo útil.

Incapaz de ficar desgostoso com o decorrido, encontro-me por sua vez, orgulhoso do texto que me chegou para “eu alterar”.

Texto esse que ao invés de alterado, o reproduzo na integra, da forma que me chegou.

A mudança é difícil, mas mais difícil ainda é quando se decide realmente fazer. No entanto é também a mudança mais necessária.
Quando é essencial tomar alguma decisão importante as pessoas deixam sempre para depois. Aliás o provérbio “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje” não se aplica no povo Português, sendo mais “se podes fazer amanha porquê fazer hoje?”
Será o medo do desconhecido? O orgulho? A resistência? A ambivalência?
Num dia como tantos outros, esperando pela minha boleia começo a ouvir um grupo de jovens a falar sobre o peso. Cliché feminino.
Ao olhar, reparo que a jovem mais “cheiinha” está agarrada a uma tablete de chocolate, a comer com os olhos e empanturrar-se com a boca. “Vocês são tão magras e olhem para mim ”, frase que me ficou na cabeça. Repito agarrada a uma tablete de chocolate.
As amigas, pelo menos naquele momento, com uma pancadinha nas costas confortam a adolescente dizem “oh não digas isso, estás óptima”, olhando umas para as outras com um olhar que mostrava o oposto.
Querer mudar é fácil, aliás querer é fácil. Mas decerto nunca ninguém conseguiu algo apenas por teoria.
O primeiro passo para superar essas resistências é mudar a nossa forma de pensar sobre a mudança. Não nos vamos dando conta, como o medo de mudar vai ocupando tanto da nossa vida, começamos a tecer uma teia que aos poucos nos vai imobilizando. E muitas vezes falta discernimento e coragem para interromper esse ciclo vicioso.
Comece por mudar o pensamento, "Eu espero que as coisas mudem", para o pensamento, "A única forma de as coisas mudarem é quando eu mudo"


Patricia Henriques

Obrigado.

08/09/2013

Aperfeiçoamento

Os olhos são inúteis sempre que a mente é cega. O contínuo e necessário aperfeiçoamento do carácter, é na sua boa forma, libertar a mente de tanto que o vicio a prende.

Só assim podemos todos nós chegar tanto quando possível, ao máximo do nosso potencial, e por sua vez auxiliar o próximo.'.

05/09/2013

Limitação de mandatos

Salvo o devido e merecido respeito por entendimento distinto,
é aqui que o Juiz deixa de ser julgador, e abraça a política.

“(…) entendo que tal limitação é apenas territorial e não funcional. Ou seja, apenas se aplica àquele concreto município e não a um outro.
Defender posição contrária é, antes de mais, uma menorização e perda de confiança no funcionamento das regras da democracia e do princípio democrático no sentido em que revela mesmo uma desconfiança perante a livre decisão dos eleitores nas urnas (…)”

Trecho retirado do ACÓRDÃO N.º 480/2013, do Tribunal Constitucional, relativo ao recurso de impugnação á candidatura de Luís Filipe Menezes á Câmara do Porto.

03/09/2013

Diogo Campos

Acrescento, estamos na presença do mais recente modelo sexy homo sapien otariens.

Palmas por favor!



21/08/2013

Luís Filipe Menezes

Luís Filipe Menezes, candidato do PSD á Câmara do Porto, assegurou agora um espectáculo musical com o artista Tony Carreira a encerrar a sua campanha.

Tony Carreira, aufere por cada espectáculo 45 mil euros. (como se pode verificar http://fama.sapo.pt/fotogaleria/tony-carreira-cobra-45-mil-euros )
O orçamento (que é público) de Luís Filipe Menezes, fixa 10 mil euros para espectáculos e actividades lúdicas.

É este um absoluto e fiel retrato da classe politica a mais no nosso país.
Enquanto existir flagrantemente politica de executivo, e politica para campanha, jamais o nome do país consistirá em primeiro lugar de considerações.

Com este cenário de gerência, é caso para comunicar que se era um «sonho de menino», este nosso Luís que ponha os pés na terra, seja íntegro em detrimento de político de campanha.

Com Luís Filipe Menezes no Porto, «Depois de ti mais nada».



Liga Zon Sagres 2013/2014

Principiou a liga Portuguesa de futebol 2013/2014. E principiou mal. Começou infortúnia a época no campo das arbitragens, e não apenas com equipas «grandes». 

Quem viu certas passagens do Guimarães – Olhanense não pode deixar de ficar eriçado com o que se possa passar entre pretendentes a lugares europeus, e candidatos à descida de divisão. 


O jogo mais notório desta berra que retira paixão ao futebol, foi entre o Vitória de Setúbal e o FCP. Paulo Fonseca, directamente arrolado (e bem) das juventudes desportivas por Pinto da Costa, ainda não compreendeu que cada penalti mal marcado a favor do FCP, cada golo ambíguo que o favoreça, só o acanha como treinador aos olhos de todos. O seu ataque a José Mota foi de quem não sabe ainda o seu papel. Com tempo vai lá. Ele é bom, e certamente de célere aprendizagem. 


O meu receio é que estes talentosos jovens treinadores, jogadores, e mesmo árbitros, gostem mesmo de futebol. Se assim for, estamos em actual condição de lhes anunciar um desgosto;


É que o futebol em Portugal está ligado ao negócio em série, descaracterizando-se (ou não). 


E em resultado de tudo este zoo, a paixão de cada um de nós em cuidados paliativos pouco eficazes.




18/08/2013

Já não é suficiente!

Já não é bastante preocuparmo-nos com o que se diz, devemos ter (também) em conta a ordem com que se faz.

É que se em primeira instância, além de se aportarem a temas distintos do que discorremos, ainda existe a limitação daqueles que somente retêm a parte final do que se ouviu.
Resultado, longa viagem para direcção divagada.

Limitação foi o que eu disse? Exacto, limitação.

Bilhete para o salão do comuns (JUDITE DE SOUSA)

Todos os utilizadores opinaram relativamente á entrevista de Judite de Sousa (JDS), e eu nada. Para adversar, nesta luta desigual de milhões contra um(a), eu vou falar da parte mais indefesa.

Vou falar de nós. Acima de tudo, de falta de bom senso. 


Quanto á entrevista precisamente, não me vou expor sobre as palavras menos afortunadas, o deplorável conceito de oportunidade, ou mesmo á muita subjectividade que JDS se serviu na conversa.


Não impeditivo a todo esse tema, que não ouso debruçar-me tal a panóplia de verborreia por esse Facebook fora, é particularmente isto que me conferiu interesse;
https://www.facebook.com/juditedesousavergonha 


Do mais gracioso que por lá pude decifrar, foi (subtraio a linguagem mais vernácula) “Vaca”, “Demissão”, “Despedimento”, “Pior jornalista de sempre”, “A vergonha do jornalismo”, e por aí avante.
Tenho para mim que se fosse tudo em #‘hashtags’, JDS abria o telejornal em Santiago do Chile.


Existe nos dias de hoje um ódio amordaçado em grande parte dos Portugueses, ensopados numa pujança e cólera demolidora na constante reacção de apontar os erros de alguém.


Provavelmente a situação do país, quiçá consequência de uma impotência generalizada que se vem sentindo, debilidade, fraqueza, mas o certo é que estes ‘tumultos virtuais’, são de um efeito funesto para o/a visada.
Mas do dano, quer-se lá saber.
Temos vindo a ficar de dia para dia sofisticados julgadores de outros que não nós, aprimorados justiceiros de sentença na ponta da língua, polidos donos de uma justiça viral. Sim, nasceu uma nova justiça, a viral.
Nasceu uma nova sentença, a social. Bem mais nefasta que a judicial, diga-se.


Em diversas situações, comportamo-nos como uns opressores, em que a revolta possível por sermos oprimidos por alguém maior, é oprimir aqueles que erram. 


Esta improficiência de lutar, redunda em reacções onde não mais interessa que impacto terá, exclusivamente sacia este ímpeto exacerbado de nos sentirmos “socialmente activos”. Impulso pobre.


Somos apressados, não muito mas demais. Excessivamente bruscos.
Rápidos a condenar, a estigmatizar, desaprovar, castigar. Somos punho fácil para bater.
Mestres do olvido, sábios na negligência.


Aboliu-se dos tribunais a pena capital por não se considerar adequada, justa, assertiva e democrática. Nas praças da nossa sociedade inquisitória praticam-se estas sanções calamitosas. Com o amigo, com o vizinho, com o conhecido, tantas vezes com a família.


A mim não me importa especificamente com quem, mas proporcionalmente são amplificadas e por sua vez exageradas.
Opiniões, pareceres e juízos são bons e recomenda-se, mas andemos com prudência e senso.

15/08/2013

O dia em que morri

Ainda sinto o cheiro a bafio e setin. O dia da minha morte era esperado com o desassossego de quem almejava e muito, os dias sequentes.

Morreriam comigo naquele dia todos os defeitos, imperfeições, vícios e passados inúteis. Era sucumbir agrilhoado aos preconceitos e ás superstições, aniquilando os laivos de uma sociedade infamante que se dissipavam.

Morri numa qualquer cidade da Europa, uma cidade antiga, daquelas com largos e praças apinhadas de narrativas históricas e reminiscências virtuosas.

Quando me conduziram pela mão, á minha última morada enquanto impuro, nem mais a venda me fazia não adivinhar os degraus comedidos. Em sua vez, quando me indagaram se estava atemorizado ou receoso, sorri como demente e redargui; “jamais convosco irmãos”.

Cessei depressa, feito obeso no gélido do xadrez. Desprezei-me e corri freneticamente para mim mesmo. Ao chegar, renasci. Ressurgi brotando pela primeira vez, contemplando pela primeira vez, cheirando pela primeira vez, sentindo pela primeira vez, e sendo, sim existindo finalmente.

Contemplar outras cores, renovado mundo. Adivinhar enxofre de aroma primário, água, sal e vida. Auscultar sabres que cortavam o ar, juntando-se no aço com centelhas, fagulhas e faíscas de ipiranga.

Quando nasci, o mundo acreditava por mim, com nova parentela, com novo afecto.

Afinal, livre.:.

13/08/2013

Radicalismos á parte

A palavra radicalismo é insana. Fogem dela, e ninguém aceita ter uma postura radical relativo a qualquer que seja o tema, embora muitas vezes a tenha. Ser radical soa a agir sem pensar, quiçá a reagir em detrimento de agir. Atitude pouco pensada, insensata, infantil. O que queiram chamar.

A nível político, chamam radicais aqueles cuja sua ideologia politico-partidária se coloca nos extremos quer da esquerda ou direita. Ficam lá nos píncaros, e de tão longe se colocarem talvez careçam de toque e sensibilidade para reconhecer os problemas reais. São opiniões.


Quanto a mim, o mais radical dos extremistas que pode dar á costa (ou o mais extremista dos radicais, escolham), não é aquele classificado em virtude do seu afastamento dos partidos centrais, mas antes o resultado da sua postura filantrópica enquanto cidadão.
Radicalista é para mim, aquele que independentemente de ideologia ou partido, não aceita democraticamente uma opinião contrária. Uma opinião diferente, uma visão antagónica.


É aquele que senão antes, ao aperceber-se que não move alguém para a sua causa, opta por “catalogar, rotular e empacotar" pejorativamente aquele que não partilhou da mesma opinião.
Obstar a essa diferente opinião classificando-a como menor, é directamente cercear a liberdade de cada um. Até que seja mesmo a liberdade de errar. É o maior radicalismo existente.

E são esses tantas vezes os maiores defensores da Democracia. Chamo-lhes então os democratas radicalistas (ou os radicalistas democratas. Também aceito).

12/08/2013

Código de Processo Civil

Quando existe uma alteração de fundo na lei, deve esta ter o seu tempo de adaptação necessário, para suprir ao máximo o impacto da mudança.

A ministra da Justiça, achou então sensato que uma alteração de fundo ao Código de processo civil, tenha somente dois meses de Vacatio Legis, quando mais de metade dele são em férias judiciais.

Mas não ficamos por aqui.

Hoje, a duas semanas da sua entrada em vigor, somos então presenteados com mais de 10 alterações ao Código de Processo Civil. ( https://dre.pt/pdf1sdip/2013/08/15400/0480204803.pdf )

Estes legisladores são absolutamente fenomenais.
Palmas.

08/08/2013

Reformas

Andam a reduzir reformas como se elas fossem um previlégio do cidadão. Dinheiro ganho ao longo de anos de trabalho não pode ser um privilégio. É um direito.

06/08/2013

Os sedutores

É absolutamente surreal as experiências que se vive na mais dissimulada das situações. Não é preciso procurar sequer.
Numa simples ida ao mecânico mudar dois pneus ao carro, não fazia ideia de assistir a uma primitiva dança de acasalamento, em primeira pessoa, e desta vez por humanos.

Quando ela surgiu no carro cinza metalizado, de imediato o mecânico a denotou, negligenciando o que fazia, fixou-a em todos os pontos excepto nos olhos. A moça de nome quase monarca, apercebendo-se, ignorou tal postura.

Carente de percepção mínima com tal figura, ao estilo de jurisprudência nacional, macho lusitano arisca que certamente seria, passou do olhar simples para o sorriso, com olhar malandro e galanteante proporcionava das melhores estiradas que ouvi, ao ritmo de “tu não tens um pingo de vergonha/como um homem sonha/ter alguém assim”.
Abruptamente crente de uma fé maior, “Ai meu Deus” ou mesmo qualificado de uma engenharia requintada com “Até a barraca abana”. No fundo, uma experiência que em duas palavras sensatas eu diria, «espalhou charme».

Era ele artista de uma película que me tornava ignorante a cada momento. As pipocas não eram doces, nem o filme o mesmo.
Pelo menos, a julgar por aquele andar gingão e olhar confiante de quem tinha conquistado o que a meus olhos, nunca tinha estado tão longe de acontecer.

Levanta-se o tema da procura e da oferta. Isto porque temo concluir que a julgar pela conduta de excessivo apuro de maneiras cativantes, já deve outrora ter tido os seus resultado (o que me assusta), caso não teria mudado a estratégia.

Zé-zé Camarinha, Ivo Almeida, e demais inadaptados dos tempos modernos, temos tanto a aprender.

Quanto a mim, começarei com aqueles calendários suspensos nas paredes da oficina, a lá «almanaque de bons costumes».

02/08/2013

Apontamento

Quando digo que o povo Português foi enganado por este governo em altura de eleições, exaltam-se as hostes, e respondem-me que neste sentido, todos os governos enganam o seu povo quando fazem uma campanha eleitoral diferenciada das atitudes que tomam quando no poder.
Não é disto que falo.

- Uma situação, é um grupo partidário não cumprir aquilo que prometeu em campanha eleitoral, que é infelizmente um Capitis deminutio de todos eles.
- Outra é tomar medidas que se prometeram especificamente não fazer. Foi o que este Governo fez, e isso já é burla, isso é enganar.

É desta pequena diferença que eu falo.

Gastrites linguísticas

Um com tempo habituo-me ao Pretérito perfeito composto, mas entretanto "aceitado", "juntado" e "matado", continua a fazer-me tamanha comichão no céu da boca.

Zeca Afonso

Zeca, afinal parece que ainda não há praças de gente madura.

01/08/2013

RELATIVAMENTE AO ACORDÃO DO TRIBUNAL DA RELAÇÃO DO PORTO

Entendo que uma decisão judicial, tem de salvaguardar o seu núcleo primordial que é decidir a questão jurídica que para o caso, saber se é ou não justificado o despedimento, em razão do trabalhador estar alcoolizado em serviço.

No entanto, é absolutamente compreensível que o Magistrado, além do núcleo essencial de questões que se levantam, entenda deixar algum comentário ou nota pessoal, mesmo que este não se prenda directamente á matéria do trabalho. É compreensível visto que cada Juiz ao escrever uma decisão, está a fazê-lo incorporando o seu próprio pensamento. Um comentário ou nota, não me parece desajustado, ser for ele adequado ou oportuno.
Muito embora, neste caso é notório que as afirmações foram infelizes, e desadequadas. ("Vamos convir que o trabalho não é agradável”(...)"Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos”)

As afirmações terem sido infelizes e desadequadas não podem ou não devem ser, motivo de esquecimento relativamente ao primordial objectivo de uma questão judicial, que embora pouco sonante, foi cumprido.

1. Existiram no caso em apreço, meios de obtenção de prova nulos. A relação ao confirmar a sentença da primeira instância, reiterou por este acordada, que os resultados das análises ao sangue nunca poderiam ter sido usados pela entidade patronal sem autorização do trabalhador.

2. Ao contrário do que foi alegado pela entidade patronal, alegam ainda os juízes, que não existe na Greendays nenhuma norma que proíba o consumo de álcool em serviço. Por isso, no seu acórdão, os magistrados deixam um conselho à firma: que emita uma norma interna fixando o limite de álcool em 0,50 gramas por litro, “para evitar que os trabalhadores se despeçam todos em caso de tolerância zero”. Por muito absurdo que pareça, e sendo o processo civil um processo de partes, cabe ao Juiz(s) julgar de acordo com a (somente) matérias que as partes fazem chegar a tribunal.

31/07/2013

Pequeno Martin

“Rapaz de 16 anos (Martin) destrói doutorada em directo no Prós&Contras da RTP”

São estes os títulos que ainda se notam por redes sociais da moda.
Já se passou imenso tempo, mas ainda pelo Facebook continuam os laivos deste nosso povo-romântico para o bem e para o mal. Adoram sê-lo.

O (quase) herói nacional Martin, foi ao programa Prós&Contras, falar de empreendedorismo e disse em resposta; “é melhor ganhar o salário mínimo do que estar desempregado”.

Foi fantástico! Foi a humilhação da verdade da boca de uma criança a superiorizar-se á teoria académica. Foi o bom senso da prática a evidenciar-se e a dobrar a intelectual que se julgava ‘espertinha’.
O Português adora. Adora mesmo. Foram palmas, rios de tinta, e medalhas no peito dos românticos.

Note-se, a questão da Dr.ª Raquel Varela, vem no sentido de demonstrar o quanto é miserável o ordenado mínimo nacional, e as dificuldades que uma pessoa que o aufira, sente.
Responder “é melhor ganhar o salário mínimo do que estar desempregado”, parece-me certamente uma verdade imperativa, mas é também mera matemática.

É tal como em exemplo foi dito; “É melhor comer uma carcaça de anteontem que não comer nada”. Ora bem, de facto.
A realidade, além do brilhantismo do Martin, é que no final das palma, se concorde que ter uma alimentação à base de carcaças de anteontem continua a ser miserável.
Se assim for, tudo bem.

Paciências

É preciso maturidade para entender que é da clivagem que surge a luz, mas por vezes, é preciso muita paciência para aceitar alguma dela.

29/07/2013

Papa no Brasil

O culto da personalidade nunca leva a bom porto e eu, sinceramente, não sei quais os objetivos que, com esses métodos, o Vaticano pretende atingir. Uma coisa é motivar a adesão consciente a valores e a princípios de ação, outra - bem diferente - é fazer com que as pessoas se anulem como seres pensantes para seguirem irracionalmente um chefe.

13/07/2013

Fábio Paim

Nos Companheiros de futebol, é talvez dos poucas situações onde dois homens amam a mesma “menina”, e não existe ciume.
Fábio, todos nós cometemos erros na vida, especialmente quando não estamos preparados para o que conquistamos. 

Sei que vais conseguir ultrapassar este momento, sei que mantens esse enorme coração, e sabes que não é perder que torna os sonhos impossíveis, é desistir!
Os apoios não servem só para tentar finalizar esses cruzamentos.

Grande abraço escola!










12/07/2013

Presidente da República

Este Presidente da República, não o é, senão um salvador do PSD. Entretanto chama o PS para que no desastre se possam apontar dedos, ao que este último, se não aceitar colaborar a titulo de última Ratio, ainda será apelidado de agente de obstrução á Salvação Nacional. No fim e por resultado de não aceitar esta brincadeira, ainda será o PS responsabilizado pelas politicas desastrosas deste executivo arrogante. Com todo o respeito, Tomem juízo.


11/07/2013

Porky's

Porky's Camden. Bbq food in north London. Great ribs, cocktails & cherry pie. Very casual with old school rock n roll playing in the background!



10/07/2013

Discurso do Presidente da República

Só se fosse muito louco, estaria eu á espera de uma surpresa na posição do nosso Presidente da República. Aliás, tenho para mim que jamais em tempo algum, seria o Presidente da República, capaz de convocar eleições antecipadas. É uma incompatibilidade absoluta que vive dentro daquele esqueleto. É do fundo, entendem? Mesmo se o Governo se demitir um dia, creio que a expressão de “salvação nacional” ganhará uma nova dimensão, somente para recriar possíveis soluções que afastem novas eleições, ainda assim.
Mas, voltando ao inicio, não me surpreendeu de todo o conteúdo da sua posição, contudo, em muito me admirou a forma. Com a posição que o Presidente da República, confirmou hoje, deixou o Presidente da República de ser cúmplice desta politica devastadora, e passou a ser instigador de tal demolição. Obviamente que não se trata somente de uma alteração de terminologia, mas antes de uma responsabilidade de maior amplitude, com a figura do instigador. É ver na lei. Comparticipação. É disto que Cavaco Silva tomou hoje posse, instigador. Novo cargo, os meus parabéns, não outro o mereceu tanto.
Diz ainda, o nosso Presidente da República em tom revelador, que o Governo reúne actualmente a estabilidade política mais que necessária para a continuação do executivo. Não fosse eu ser uma batata, e faz-me alguma espécie essa conclusão. Se em primeira instância ‘o Governo está politicamente estável’, de seguida, afirma que o país necessita de um acordo a médio prazo com o PS. O Presidente da República, ao tentar agregar, o Partido Socialista no Governo, reconhece de imediato as fragilidades politicas do actual executivo, o que entra em contradição com a sua primeira afirmação. Outro aspecto interessante dentro do tema, é o Sr. Presidente da República apontar hoje como táctica imperativa para solução de algumas divergências (que afinal existem), a junção do PS ao Governo. Bem, se a memória não me falha, não foi assim há muito tempo que dois partidos (CDS e PSD), foram mais que suficientes para em conflito provocarem no país danos assombrosos. Não? A aposta do nosso Presidente da República, passa por lá colocar três. Eu não quero parecer negativista, mas acho que era de mérito absoluto que SE o Sr. Cavaco Silva, conseguir juntar os três partidos no governo, deveria o mesmo ser enviado para Israel só para acabar com aquele barulho chato na Palestina. É uma visão utilitária.
Eu lamento ter mais ainda para dizer, mas a legitimidade que a Constituição da República Portuguesa concerne ao Presidente da República, foi hoje um tanto contraditória com o facto de ter sido precisamente Aníbal Cavaco Silva, um agente preponderante no desencadear da crise politica de 2011, que/e por sua vez, hoje diz-nos que não deve haver uma crise politica, a meio de uma crise económica. Está certo, assim sim.
Eu sou um criativo. Enquanto vi Cavaco Silva a discursar, imaginava-o com um colete laranja, sim laranja, a esbracejar tão ao estilo de hospedeira de bordo, a explicar os procedimentos de emergência.
Foi sem dúvida um discurso lamentável em vários aspectos. Lamentável na forma como o conduziu, lamentável nas estiradas que teve, falando em exemplo, de ter chegado a hora da responsabilidade dos agentes políticos, quando deveria falar antes de uma RESPONSABILIZAÇÃO dos mesmos. Lamentável porque ao afirmar-lo, assume o péssimo trabalho do executivo até então. Hoje o Sr. Cavaco Silva, quis dar um murro na mesa, sem criticar nem apontar erros. Afinal se assim é, de onde surge o ímpeto de tal acção?
Lamentável, porque esperava tudo, menos ouvir um discurso na ordem do "Agora é que é Portugal”. São muitos os erros, e hoje temos um Presidente da República que já não o é.
Não talvez porque não queira, ou nem porque não saiba, mas certamente porque não consegue. Há patologias que podem ser controladas mas nunca melhoradas, e para o caso, há coisas que não mudam. O nosso Presidente da República já é sempre o último a saber das coisas.
Demitiu-se Paulo Portas, e não o avisaram.
Diz que o governo está estável, mas precisa do PS, não o avisaram do erro no discurso.
Hoje falou ao país e ninguém o avisou que era Presidente da República, vejam só.

Ser Português

Só quem sai do país é que nota o quanto é absolutamente fantástica esta capacidade que o Português tem de menosprezar todo o facto ou artefacto de índole nacional, em detrimento de qualquer outro país. Até pode ser o Butão.
Em primeiro lugar, os portugueses falam dos escândalos nacionais como se Portugal fosse o único país do mundo com corruptos. A pátria adora falar assim: "isto cá é uma vergonha; se fosse lá fora eles iam ver como era!". Este "lá fora" é uma entidade mítica, uma entidade civilizada que aparece em oposição ao incivilizado "cá dentro". Na mente portuguesa, o mundo divide-se assim em duas esferas: nós, as bestas lusitanas, versus eles, os estrangeiros perfeitos. Por outras palavras, temos um excepcionalismo mui especial. O excepcionalismo americano, por exemplo, acha que o seu "cá dentro" (EUA) vai salvar o "lá fora". Para o excepcionalismo francês, o "lá fora" é um sítio obscuro à espera da luz francesa. Portugal é o absoluto contrário desta inclinação. Nós temos um excepcionalismo invertido: para o português, Portugal é a única distopia corrupta do mundo, e os restantes países são altivas Camelots.
Existe realmente muito por onde limar em Portugal, muitos pequenos grandes pormenores que ao se alterarem, fariam toda uma diferença; mas pouca gente ainda entendeu, que grande parte dessa mudança passa também por muitas mentalidades que por cá se fazem ouvir. Se não gostarmos de nós, se não potenciarmos o que é nosso, se não tivermos em nós cimentado que somos muito mais que isto, é certo que ninguém nos vai olhar com ternura e dizer ‘Ai que flôr tão bonita no meio deste ferro-velho’.

09/07/2013

Presidente desta República

Sáo reveladores as manchetes que se fazem sentir nos jornais Portugueses. Pelo que parece, o CDS foi a Belém tentar convencer o Presidente da República que as divergências foram todas colmatadas, e agora sim, têm reunidas todas as condições para poder governar. Relativamente a isto, a noticia foi a seguinte;

- CDS garantiu a Cavaco que há ‘estabilidade governativa’.

Fiquei a pensar como seria a manchete se o CDS tivesse ido a Belém, dizer que não reunia as condições necessárias para a continuação do contributo ao executivo. Simples;

- Cavaco garantiu ao CDS que estes, ainda têm ‘estabilidade governativa’.

Ainda há duvidas?

08/07/2013

Tropeções em leitura

Hoje apetece-me a escrita básica. Básica daquela que só falo do óbvio, do que todo o mundo sabe. A complexidade ficou no arroz de marisco de hoje, e soube tão bem.
Não é necessário ser-se um génio para notar que o que a sociedade oferece em abundância, é precisamente nessa abundância que existe a procura. É nestes pontos que me sinto, inadaptado. Sou um amputado emocional, Freak, Snob, força nos nomes. É tudo isso, certamente.
Devem tomar cuidado para não perder tempo comigo. Sou um saco de maus hábitos, de costumes. Por várias razões diga-se. O contacto comigo pode sair ínutil, na medida em que não sou um corpo que foi encontrado á noite, nem sequer uma boca que procura/precisa de ser beijada por uma outra qualquer. Não, afinem os filtros, apontem melhor, eu não sou esse rapaz. Esse estado de necessidade faz-me olhar o mundo como banal. Vê bem então, eu não preciso do teu dinheiro, nem mesmo do teu carro, nada disso me faz falta, como se de falta falasse. Na verdade, talvez eu, até fosse precisar dos teus braços, das tuas mãos para um cafuné, ou até do teu colo para me deitar. Talvez fosse precisar porventura, do teu concelho para quando eu tiver dúvidas sobre o que fazer comigo.
Não faço intenção de te pedir nada, ou cobrar aquilo que sei que não poderás dar. Seria estranho. Mas agora que falo, se nisto de estar próximo, existe ou cria em algum sentido a legitimidade e competência de poder pedir algo; bem, se assim for, eu peço. Arrisco-me, vá.
Peço que quando estiveres comigo, que sejas tu. Tu de corpo e alma. Ás vezes mais alma, outras mais corpo, mas o que não podes, é aparecer pela metade. Isso não seria justo para nenhum de nós.
Não tenho maturidade para falsas promessas, mas podes tentar, porque a ilusão terei de ser somente eu a criar, normalmente de olhos fechados. Faz sentido? E não, não estou á venda, nem quero saber onde tu moras, basta que tu saibas o caminho da minha casa. Muito menos quero saber o que fazes ou quanto tu ganhas, porque o essencial é saber se ganhas o dia, quando estás comigo.

Paulo Portas voltou ao Governo

Dizem que não posso ficar desagradado com o regresso do Dr. Paulo Portas ao Governo. Não posso? E eu que penso justamente o contrário.

É uma brincadeira irresponsável sim, e bastante claro o porquê de eu não ficar contente com o suposto regresso de Paulo Portas, e permanência do Governo. E é fácil explicar porquê. A nossa classe politica com estas últimas andanças, está claramente a brincar aos políticos, a brincar ás governações. É uma tremenda falta de respeito o que se passou Nuno. Para teres ideia, o ter vindo a público a forma como PPC trata o restante executivo, o ter sido tornado público o clima de guerra que brotou entre o PPC e o líder da coligação, a questão da infantilidade de PPC ao não ter dado ouvidos ao Paulo Portas, as birras constantes que tem vindo a fazer... Digam o que disserem, e independentemente de cores partidárias, mas este governo perdeu a réstia de credibilidade que tinha. Já não era muita, mas agora, são crianças a brincar aos poderes. Tu sabes, eu sei, que não fosse o inábil PR e este governo era passado. Claro que não posso achar que será melhor para nós. Chegou um comunicado de Bruxelas no dia 6, a dizer que o governo Português tinha perdido imensa da pouca credibilidade que tinha ganho. Podem querer por perfume no podre, mas, não é correcto. Também eu gostava de ter hoje um Governo (fosse ele qual fosse, ok) mas com sustento e credibilidade. Com políticos e não crianças. Com atitudes e não infantilidades. Com democracia e não arrogância. A panóplia de cenas já passadas á volta desde (ou fosse qual fosse o governo), jamais poder garantir a sustentabilidade para a continuidade credível. Eu sei quando dizem que a situação é grave. É mesmo. Mas a postura e conduta deste governo também tem sido no seu núcleo mais directo, Os Portugueses. A irresponsabilidade de Portas e Passos figura hoje numa página muito negra na história contemporânea de Portugal. Os prejuízos que estes dois senhores já causaram ao país são irrecuperáveis, devem e vão ser retidos na memória dos cidadãos e não fosse a minha posição especifica relativa á responsabilidade política, seriam cobrados integralmente. Nesta grave situação política é imperioso evitar o caos social, que poria seguramente em causa, agora sim definitivamente, os fundamentos democráticos e os adquiridos civilizacionais. É preciso sangue frio, sentido de estado e racionalidade. Ora, na floresta de egoísmo em que se transformou a política em Portugal só um partido longe deste descrédito criado em primeira pessoa por este governo, está em condições de surgir, aos olhos dos portugueses, como um factor positivo e catalisador para a ultrapassagem da crise. Não, não será fácil. Um governo terá em primeiro lugar de se afirmar como o garante das instituições e do regime, em segundo lugar, como colateral das obrigações externas assumidas e, finalmente, como agente activo de políticas publicas e renegociações internacionais dirigidas ao bem estar dos portugueses e à indispensável recuperação económica, financeira e social. Não há os bons de um lado e os maus do outro. Existe apenas Portugal, e todos deveriam ter esse sentido hierarquicamente superior a todos os outros, birras inclusive. Tenho para mim que o governo de momento, não tem actualmente capacidade para continuar. Tens o Ex-Ministro da economia a fazer “Mea-Culpa” das estratégias relativas á curva deflectora do desemprego. Não é a oposição a falar atenção! São os Portugueses que hoje não acreditam mais no Governo de PPC, e pouco me importa qual a cor que falamos, ou qualquer outro partido. Os portugueses tem de identificar um partido vindouro ao governo, com uma agenda de consenso em volta da defesa do regime e na luta contra o desemprego e pelo crescimento económico. Tal Vitor Gaspar já falou na sua última carta. Sabemos que não é fácil, mas este é roteiro que tem de estimular a actual direcção próximo partido no governo. O regime democrático e as instituições que o representam estão primeiro que tudo. Segundo um filósofo muito conhecido e respeitado, "quando o povo tem fome, começa, muitas vezes, por incendiar as padarias". Lembrei- me dele quando ouvi alguns comentadores parciais, que dizem falar em nome do PS (porque são atrevidos ou porque os deixam?) defenderem soluções institucionais que acabariam no caos e na desgraça social. É preciso meditar nisto, pois o voluntarismo é pior que a incompetência e quando se juntam, formam uma combinação explosiva e incontornável.
A postura de PPC para com o país, para com os portugueses, para com o Paulo Portas, para com o TC, para com a eleição da nova ministra das finanças, é para mim, um governante que está afastado da realidade politica. Ele tem de descer á terra, entender que perdeu a confiança não só dos Portugueses, como dos próprios ministros, como até do seu ministro das finanças, a confiança do seu ministro dos negócios estrangeiros, e líder da coligação. Este PM e o seu governo, colocou o país numa crise política sem história. O que se passou, foi como disse, uma falta de respeito por todos os sacrifícios políticos que têm vindo a ser pedido aos Portugueses. Tornou-se intolerável, e os Portugueses não mereciam tamanha falta de respeito. Está a faltar autoridade politica hoje.

03/07/2013

Carta Aberta a Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa

"Exmo. Senhor Presidente da República

Num dos mais conturbados e tristes momentos da História Portuguesa, a última coisa farei será remeter-me ao silêncio ou assistir, passivo, ao violento bater da bigorna que tem esmagado o país.
Depois de 48 anos de ditadura, altura em que a República foi suspensa e a voz da esmagadora maioria da população amordaçada, Portugal viveu uma verdadeira primavera: a Revolução de 25 de Abril de 1974. Esta, devolveu não só a voz ao povo, como, e sobretudo, a sua Dignidade.
Instaurada a democracia, abolida a censura, aniquilada a vergonhosa polícia secreta, a PIDE, legalizaram-se os partidos e legitimou-se um Governo nas urnas, pela primeira vez em meio século. E assim aconteceu. O País passou ordeiramente da pior das ditaduras à candura da Democracia. E todos aplaudimos porque essa foi a nossa vontade, e, por tal sonho, milhares de portugueses haviam perecido, sido torturados ou simplesmente abatidos, na cobardia escura dum dos muitos cárceres do Estado Novo.
Volvidos 39 anos sobre a corajosa Revolução dos Capitães, pergunto-me onde teremos falhado nós os que sonhámos um País sem pobres, sem desafortunados, sem excluídos, onde haja direito a Saúde, Justiça, Ensino integralmente gratuitos para todos, todos, todos os Portugueses. Assim o consagrámos na Constituição, assim foi sufragada pelos partidos que nós elegemos, assim consta dessa suprema Lei à qual eu agora apelo e anseio se faça cumprir de vez.
Onde foi, neste percurso de Democracia já madura, que decidimos que eram os 'mercados' a quem devia Portugal prestar contas e não aos seus, aos Portugueses, aos que pela manhã se levantam e labutam até ao cair do sol, aos que pagam do fundo do seu já desgastado bolso a imensa fatia com que alimentam uma obscura máquina fiscal que, por sua vez, pouco lhes dá em troca? Que segurança poderão ter os Portugueses, agora que o contrato social foi quebrado e as reformas que descontaram durante décadas servem para suprir fundos privados de 'segurança social' a quem um dia recorrerão e obterão um 'não' como resposta garantida? Que Democracia é esta? A quem entregámos nós o poder ao longo destas quatro décadas, e que lentamente foi deixando cair, um após outro, todos os avanços civilizacionais que havíamos conquistado à força do voto e da inocência colectiva? Porque regredimos tanto e empossámos um Presidente que jurou fidelidade à nossa Constituição e que, permita.me V. Exa, na realidade, a parece desprezar? Que Governos tem sido estes, por nós permitidos, que tem sabido manter as hostes bem alinhadas, bem alimentadas, numa massa balofa de nacional-favorismo onde já não impera ideologia alguma mas a lei do mais selvático capitalismo, o contratozinho assinado agora 'enquanto for ministro, secretário de estado, para dele usufruir amanhã quando for gestor da parte contrária'? Até que ponto fomos cegos ou apenas não quisemos ver que venderam Portugal fatiado, a metro, a granel às mega Corporations a quem temos ainda que pagar o que é legitimamente nosso se quisermos os ossos de volta? Como permitiram as elites dos Partidos do falacioso 'arco do poder ' que esses nobres instrumentos de Democracia fossem tomados de assalto por uma gente arrivista, sem qualquer preparação política, anti-democratas, que os usaram, desfazendo-os aos olhos de todos nós, para arranjarem o emprego, talvez a quimera de riqueza, que fora deles jamais conseguiriam? Como deixámos nós, eleitores, militantes, simpatizantes, que isto acontecesse debaixo das nossas barbas? Apenas pelo recato do nosso impuro silêncio.
E quem ajuda V.Exa, senhor Presidente da Republica, que afinal é nosso e devemos-lhe respeito institucional, a terminar o mandato com alguma dignidade para que reste Dignidade a nós, Portugueses, pagadores de impostos e pouco mais?
E que fazer a este Governo, morto como um feto no útero e que teima ainda que tem personalidade jurídica, autoridade, sabedoria?
Nestes pobres e tristes dias de verão de 2013, pautados pelo calor tardio e a cegueira medíocre dos que ocupam de momento as cadeiras do poder, não me podia permitir o silêncio.
Como cidadão ainda livre, reclamo eleições. Quero legitimar um Governo que me legitime e não me traía.
Aja, senhor Presidente da República. Ouça aqueles que votaram em si. E, por uma vez, os que não votaram também. Somos todos Portugueses. E queremos todos estar consigo ao tomar esta difícil, mas inultrapassável, decisão. O povo Português saberá manter-se ordeiro mas não submisso. Que desta tremenda instabilidade se construa a verdadeira Paz. Em Paz. Sempre em Paz".

01/07/2013

Uma grande produção do Governo

Se a ENDEMOL os apanha, é menina para acabar com o Big Brother.
Mais uma telenovela (Igualmente da vida real) produzida por este governo, com guião de Vítor Gaspar. A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, disse no Parlamento, na Comissão sobre o assunto, que o anterior governo não mencionou o problema dos 'swap' quando passou a pasta. Que desgraça rude. Teixeira dos Santos disse por sua vez, que o tinha feito numa reunião com o novo titular da pasta das finanças, no dia 18 de Junho de 2011. O ministério de Vítor Gaspar reconhece que lhe foi fornecida a informação (Afinal reconhece, calma!), mas para sacudir a água do capote, como é seu timbre, acrescenta: "mas nada acrescentava sobre as características dos contratos e, sobretudo, não apontava para nenhuma solução". Então é isso. Pasme-se. Vítor Gaspar queria que Teixeira dos Santos, ex-ministro, lhe desse a solução. Não há briefings diários que disfarcem esta incúria e esta desfaçatez.

Força

"Dor é apenas dor, não lhe podemos dar tanta importância senão ela fica"

Dra. Ana Paula Oliveira Sequeira

29/06/2013

Politico na vida

Com o cinismo, mesquinhes, e mau génio que existe actualmente, se não fores politico com grande parte, nunca ganharás a boa sorte no mundo.

A justiça do Bastonário da Ordem dos advogados.

O paradigma da justiça em Portugal alterava-se assim que o bastonário da ordem dos advogados fosse algum dia ministro da justiça.

1 – Os passarinhos gritariam de alegria;
2- Os juízes jamais poderiam exercer o seu poder brutal sobre os cidadãos;
3- Só poderia ser um dia juiz, quem fosse eleito através do voto popular e, aí sim, imbuído do poder divino, que só o povo pode conceder pelo voto, poderia exercer o seu poder;
4- Sim, porque para o Bastonário da Ordem dos Advogados, os juizes têm poder, não têm deveres;
5- E então, o juiz teria de se candidatar em listas organizadas, prometendo fazer a melhor justiça;
6 – Distribuindo cartazes e autocolantes pelas ruas da comarca;
7 – Só assim o povo conheceria e respeitaria o juiz;
8 – Certamente, tanto melhor justiça faria o novo juiz, quanto o ajudassem a alcançar tão poderoso cargo;
9 – Numa genorisidade que o juiz iria, com generosidade, distribuir aos apoiantes;
10 – Os que tiveram o desplante de apoiar outros para juizes, teriam de passar a ter alguma cautela extra com a sua vida;
11 – Mas que paraíso seria a justiça no novo mundo do Bastonário da OA;
12 – O mundo da justiça do Bastonário da OA precisa de si para ministro;
13 – E os passarinhos gritariam de alegria...


Autch.

Conduz simplesmente

Não há droga para isto. Comentava hoje com a minha mãe a caminho de casa, que não obstante a cada pessoa ter as suas próprias manias, feitios, e personalidades, teria de existir algo caracteristicamente comum entre as mulheres. (Não sei se teria mesmo, mas reunia toda a piada para mim que assim fosse). Aquele aspecto que independentemente do estado, local ou momento, todas elas partilhassem. O imperativo, que não conseguissem de forma alguma fugir. Depois de pensar, avancei bravo e orgulhoso com a sentença. As mulheres não sabem aceitar um “não estou interessado” de um rapaz. É oficial. Ele é o melhor do mundo, até dizer “Não obrigado”. Depois disso, ora, depois disso, passa a ser arrogante, convencido, prepotente e até manipulador. Passa a ser conversa fresca entre as amigas, onde se pode pejorar aquele patife que se deve achar. 'Nem foi capaz de olhar para mim! Tem o rei na barriga o pobre coitado'.
Foi pois, nesta quase dissertação que explicava o novo sentido que a palavra 'ressabiamento' me fazia, agora muito mais lógico. Quando no fim, tirei os olhos da estada e olhei para a mãe-silêncio, que respondeu; «Não são as mulheres, são as crianças».
É isso. Seis palavras, e fui calado até casa.

22/06/2013

Bruno Proênça

Os portugueses têm uma habilidade especial para transformar uma boa ideia numa grande trapalhada. Em teoria, a limitação de mandatos para os presidentes das Câmaras Municipais é uma óptima ideia.

Garante a necessária rotatividade nos presidentes dos municípios para combater uma das tendências da democracia nacional no pós-25 de Abril - o nascimento dos dinossauros autárquicos.

Pelo País surgiram vários casos dos presidentes que se confundiam com as câmaras que geriam. Alguns com mérito pelo trabalho que apresentaram. Mas muitos beneficiaram do enviesamento do sistema. Com a desertificação económica e social do interior, as câmaras, as empresas municipais e as instituições sociais ligadas às autarquias transformaram-se nos maiores centros de emprego do concelho. Por isto, tornou-se fácil para os políticos mais habilidosos eternizarem-se no lugar através do controlo dos caciques locais. Noutras autarquias, surgiram as relações perigosas entre a câmara e empresários, com negócios pouco claros.

Por tudo isto, todas as medidas que promovam a transparência na política devem ser aplaudidas. A legislação que define a limitação de mandatos foi aprovada em 2005, durante o primeiro Governo de Sócrates e teve a concordância dos dois maiores partidos: PS e PSD. Tudo parecia seguir no caminho correcto, até que teve de ser aplicada pela primeira vez. Então surgiu a habilidade nacional. Muitos dinossauros autárquicos decidiram aproveitar um vazio da lei para tentar contorná-la. Dão um passo ao lado e candidatam-se a uma câmara vizinha e, desta forma, eternizam-se.

Todos percebemos esta finta à lei menos os maiores partidos políticos que decidiram meter a cabeça na areia. PSD, PS e CDS podiam ter feito uma simples alteração à lei no Parlamento e esclareciam todas as dúvidas, acabando com a barafunda. Preferiram o caos. Com a miopia de quem faz tudo para garantir mais uma câmara e mais uns lugares, avançaram com candidaturas que claramente pisam o risco. Fernando Seara em Lisboa e Menezes no Porto são os exemplos mais óbvios no PSD, mas também há casos no PCP. Agora os tribunais dizem que a candidatura de Seara em Lisboa não poderá avançar. O PSD, em vez de acatar a decisão, insiste e diz que tem outra interpretação da lei. Uma legislação que vai no caminho certo - a moralização da vida política - acaba a ser discutida nos tribunais. É por isto que o fosso entre os portugueses e os partidos políticos é cada vez maior.

É difícil respeitar uma classe política que transmite o pior dos sinais: quer o poder a todo custo, mesmo que para isso tenha de fintar a lei. Esta crise económica, política e social devia servir para mudanças que vão para além do sistema produtivo e da redução das dívidas. Devia servir para uma mudança radical nas políticas e nos políticos. Pelos vistos, os partidos não aprendem.

Para eles, vale tudo.

Fernando Seara

A Relação confirmou uma decisão do Tribunal Cível de Lisboa que não autorizava a candidatura de Fernando Seara a Lisboa, devido à lei de limitação de mandatos, uma vez que já tinha cumprido três mandatos na autarquia de Sintra, e o que Fernando Seara faz? 
Apresentou hoje a sua candidatura á Câmara de Lisboa.
Se isto é desrespeitar uma decisão proferida por um órgão de soberania que administra a justiça em nome do povo? Pode ser.
Se isto vindo de uma social-DEMOCRATA ganha nova dimensão, visto desrespeitar directamente o estado de direito e por sua vez a democracia? Sim, é verdade.
Se o Ivo está admirado por isso? De forma nenhuma. 

Seara, que nem bom seguidor das ideologias/filosofias do actual governo, também ele pode não respeitar uma decisão de um tribunal. É um direito que em uniformização de jurisprudência nunca lhe será negado certamente. Seja uma decisão do Constitucional, da Relação ou até Primeira Instância.
O importante é ser coerente, e de tudo o mais, Seara está a ser.

13/06/2013

Discutir o amor

Isto de discutir o amor é absolutamente fantástico. Como é isso possível?
O amor é demasiado importante para ser discutido.
Ainda assim, há cada vez um maior número de pessoas que tendem a ter conversas sérias sobre o amor. Todos sabem falar do amor, e fazem-no de uma forma absolutamente improvável de estarem errados.
Já sei que existem por aí uns seres geneticamente superiores a mim, e dizem assim: “Amo-a muito, mas sei ver as coisas Ivo”. Ultrapassa-me por completo!
O descontrolo é tanto, que me atrevo a dizer que ou bem que se ama, ou bem que se sabe ver as coisas. Eu não sei ver coisas nenhuma, até porque se é para ser adulto e ponderado, dedico-me á agropecuária. O amor não é para isso gente.
Não procuro nada, mas no dia em que tropeçar em alguém, espero que seja “uma alguém” descontrolada. Não é tanto o tropeção dos programas complexos a dois, os dias de música, beijos e sonhos. Nem mesmo o pôr-do-sol a cantar para eles, ou aquelas fotografias fantásticas nos quatro cantos do mundo. É somente todo e cada gesto que involuntariamente os dois eram um. A banalidade da mão dada enquanto ele a conduz á noite, ou a festa na cara doce e meiga para não a acordar a meio do sono.
Não quero esbarrar na politicamente correcta, ou a diplomática do amor. Preciso de alguém com medo, alguém com medo de me perder, na precisa medida do meu terror ao adeus.

12/06/2013

Noticias do dia

Noticias em ordem do dia!

1- São hoje os tempos em que se dispara as responsabilidades do estado do país para todo o lado e mais algum. O importante é que desapareça, se for para longe tanto melhor.

2- Um banqueiro disse ontem á noite, pomposo, solene e pesaroso, que "andámos muitos anos a viver acima das nossas possibilidades" (José Maria Ricciardi a Mário Crespo). Como se os bancos não tivessem sido os primeiros a impingir crédito fácil para ganharem, como ganharam, muitos milhares de milhões. Antes tinha metido os pés pelas mãos a não explicar por que motivo traz dinheiro do BCE a 0,5 por cento e o empresta a 7 por cento, como disse o Presidente da República. Depois, negou qualquer conflito de interesses no facto de o BES assessorar a venda da TAP, tendo vendido a sua companhia aérea falida -a Portugália - à mesma TAP. Por fim, achou perfeitamente natural - como não? - que o Governo tenha contratado para assessorar a venda dos CTT um banco (o J.P.Morgan) que, ainda há poucas semanas, queria levar a tribunal por causa dos famigerados swaps. Há entrevistas a banqueiros que deviam ter bolinha vermelha.

3- O governo proibiu os organismos de pagar os subsídios de férias em Junho em razão de não existir fundos para tal. Ressurgiram-se inúmeras vozes a protestar que é absolutamente necessário deste modo, falar no total desrespeito por uma decisão do Tribunal Constitucional, e por inerência imperativa, no afastamento deste executivo do que é a democracia e o estado de direito. É certo que o governo não disse que não pagaria, mas antes que não o faria no prazo acordado também pelo Tribunal Constitucional. Quando/se eu não respeitar um acórdão de um tribunal no relativamente ao prazo, qual me obrigue a pagar uma indemnização, incorro imediatamente numa violação do disposto em sentença, onde por sinal existem imediatamente mecanismos que disparam para me forçar ao cumprimento da mesma. É isto.

4- Por fim, se hoje a marcha de BENFICA ganhar, é certo que vou festejar para o Marquês de Pombal. Que me perdoem, mas tenho este recalcamento de alguns meses, em festejar um título na rotunda mais conhecida de Lisboa. Compreendam!

11/06/2013

Como os EUA controlam o mundo

O mínimo que se pode dizer é que Barack Obama é um político integro como há poucos, e aqui está a prova de que as suas campanhas políticas foram absolutamente geradas na sua indiscutível sinceridade.

- Quando Barack Obama prometeu que ouviria todos os americanos, eu nunca pensei que fosse literalmente, e muito menos que a senda de vigilância se arrastaria ao resto do mundo.

- Até as estatísticas comprovam esta digna realidade. Quando o próprio atirou que tem feito de tudo para despistar os escândalos de toda a índole, 53% dos americanos disseram estar de acordo com o trabalho que Obama vem a fazer. Os outros 47% estão certamente a ser auditados.

«Yes, we (s)can!»

05/06/2013

Greve

Portanto xadrez deve ser isto. Xadrez sem escrúpulos claro. Mas alguém esperava que relativamente á proposta de greve pelos sindicatos, fossem estes de uma vez por todas pensar nos alunos como objecto primordial na defesa dos seus interesses? Claro. Tanto quanto o Ministro da Educação e da Ciência deixou ontem em tom de alerta, a possibilidade de avançar com uma requisição civil para garantir a realização dos exames de Português. Faz sentido! Até porque acho que assim estão reunidas todas as condições necessárias para os alunos realizarem as suas provas livres de pressões, verdade?
Isto de causídico até que é giro. No direito da família  em sede divórcios litigiosos é que vemos amor pela acção, quando os filhos se transformam constantemente em armas de garantia e arremesso para o outro cônjuge  Se nestes casos deviam ser os filhos a entidade por excelência a ser protegida? Pois, secalhar deviam. 
Então e os alunos no caso da greve? Pois, pensem lá nisso.

03/06/2013

Já chega!

Para o jantar me cair mal, nada melhor que a abertura do telejornal da RTP. Como primeira notícia ouvi o relato de um cidadão da Nazaré que só come uma vez por dia, e toma banho de água fria, porque não tem disponibilidade financeira para pagar nem alimentos, nem gás. A segunda notícia tratou de apresentar uma pequena reportagem, onde mostra ao país a entrega de Kits para idosos em risco. Entende-se então por idosos em risco, os que já não têm dinheiro para se alimentar. (Já nem se fala de medicamentos).
Este não é de todo uma publicação politica, é de bom senso. Mudem a táctica, técnica ou estratégia. Por mim, façam o pino! Agora a decadência a que este nosso Portugal chegou, já ultrapassou todos os limites aceitáveis. 

A honra e dignidade das pessoas é algo violado constantemente. 
Não quero prender-me em ideologias políticas, partidos ou ódios de estimação, porque o que falo aqui é bem mais nobre que tudo isso. Há uma enorme carência de valores hierárquicos relativo ás importâncias no mundo. Não se pode politizar o que transcende a vida social, passando para a esfera da vida humana. Urge que entendam a diferença entre temas importantes, e temas fundamentais.
A liberdade politico-governamental executiva, também tem os seus limites.
Se Portugal quando aboliu a pena capital se aclamou democrático e desenvolvido, deixar cidadãos passar fome, é então crime nesta ordem de ideias.
Ponham homens no poder, porque quem admite isto, de humano nada tem. Chega!

01/06/2013

O tempo cura as feridas, mas a dor ensina a evitá-las

Time heals all hounds, mas não sei se será realmente assim. Consigo ter opinião contrária.
O mais proveitoso no meio de tudo isto, não é tanto a passagem do tempo curar as feridas, mas antes a dor que sentimos, prevenir que as evitemos. Não o faz com um composto social nobre, porque julgo que o medo não deveria levar alguém a parar ou avançar; mas de facto, é esse mesmo medo o responsável por uma posição menos proactiva na busca das nossas vontades e desejos. É essa dor que de noite nos ameaça aos ouvidos do quanto perigoso se torna, caso não paremos a tempo. E se lhe damos ouvidos!
Em tempos de outrora, essa era uma das vozinha desprezíveis, inúteis que só nos faziam parar de viver. Aliás, nessa altura nem importava os arranhões com que lá chegávamos  e os receios ou duvidas eram só uma ventania mais forte, que nem me importunava.

Nos dias de hoje, tudo mudou. Vendeu-se o carro e comprou-se a mota. Agora as quedas doem na falta de 4 paredes, e aparece a voz da minha mãe em luzinha vermelha a dizer “Tem cuidado que agora os para-choques são as pernas”. É mesmo.
Se “Time heals all hounds”, “the pain teach you how to dodge/run away them”.

31/05/2013

Penhora? Não obrigado



A taxa de desemprego em Portugal está a cada minuto mais elevada, e atinge hoje os 17.5% das estatísticas que lhes dá jeito apresentar. (Sim jeito é a palavra certa, porque os desempregados não inscritos no CE não estão contabilizados, assim como os que estão hoje em formação/estágio -chamados POC'S - também passam ao lado desta estatística que tende a ser minimalista). 
O INE precisa mais que nunca de uma entidade independente para fiscalizar as estatísticas apresentadas e a proveniência dos seus resultados. Por sua vez esta entidade independente, necessitará de uma outra entidade independente para fiscalizar e zelar pela genuinidade dos resultados. Entidade esta, que obriga a uma outra entidade independente, com objectivo de... E por aí fora. Vamos ser sérios, pode ser?
A mim ensinaram-me que mesmo no meio de todo o panorama negro, temos de nos esforçar por retirar uma experiência produtiva, e algo positivo de tamanha adversidade. 
É bom sentir que este governo trata de despedir trabalhadores como se não houvesse amanhã (e pela forma como andam a passar fome, não haverá para alguns deles em breve) mas pelo resultado, certamente que tem uma máquina moderna e só joga fora aqueles que eram incompetentes no seu trabalho. Ficam assim ao serviço os demais que passam no casting da máquina governamental e são profissionais exímios. 
Prova disso é o que vos apresento. Deliberou-se sentença condenatória de indemnização ao AA, e para cumprimento da mesma foi interposta acção executória com penhora de bens. Foi marcada data fixa da diligência e recebeu o tribunal o relatório do oficial de justiça (já sei porque os solicitadores de execução são pagos) onde consta por palavras rebuscadas o seguinte significado: 
«A penhora saiu frustrada em razão da executada não concordar com a mesma, e ainda ter alegado a esperança de entrar em acordo com a executante».
Faz sentido? Não pois não. Vá lá ler novamente que eu espero aqui...

Portanto, uma sentença proveniente de um tribunal competente que tem obrigatoriamente forma de titulo executivo; um oficial de justiça que o trabalho dele é penhorar; uma penhora que a função da mesma é garantir o pagamento da indemnização á executante... É isto? E ele no relatório abandona a penhora porque a executada não concorda.
Alguém lhe explique o que é uma execução por favor!

Bem, eu sinceramente só espero que o oficial de justiça não tenha incomodado muito a senhora com a visita. É que isto de aparecer sem ser convidado tem disto.
Resumo, voltou o tribunal a ordenar a diligência, para o mesmo oficial de justiça. Desta vez se não levar bolinhos e rebuçados, ela ainda se zanga mais. Atenção! "Hoje não obrigado, não me dá jeito até porque o mais pequeno ainda não veio da escola e eu fico ralada quando assim é. Passe para a próxima"

É que quase nem se nota o desemprego no país, com profissionais e exigência como estes não é? Que satisfação a minha, é assim que andamos.

30/05/2013

Capoeira

'Ocê não gostava de corpinho sarado e barriga tanquinho'? 

Então vem daí. Hoje foi dia de Capoeira!