26/09/2012

Bolsas para estudantes

Hoje, na Assembleia da República, a tua AAUAL em reunião com o grupo partidário CDS, a defender os maiores interesses dos alunos, mostrando resistência á lei vigênte, e peticionando pelo 'fim da exclusão ao direito á bolsa por motivos familiares', incidindo especialmente nos factores de elegibilidade do mesmo.

24/09/2012

Outra saída?

É impossível faltar a criatividade de escrita num país como este, especialmente neste país com uns governantes como estes. Assumo que seja das únicas prespectivas positivas que posso retirar, sendo certo que não é para isso que lá formaram governo. Na verdade a experiência de sobrevivência que esta desmesurada austeridade nos presenteou, pode ser que nos dê de certa forma alguma bagagem, ou experiência para nos tornarmos mais activos politicamente. Com ou sem bagagem, o certo é que a duração e dificuldade que nos imprimem, nos deu mais que legitimidade de contrapor tais medidas, seja em manifestações, ou mesmo a comentar em textos como este. Portugal, enquanto estado, tem hoje tremendas dificuldades no pagamento da dívida externa ao Fundo Monetário Internacional, o que não é de forma alguma inesperado, tendo relacionado os juros exorbitantes que nos foram aplicados. Por todo o país surgem revoltosas vozes, onde tantas delas não se fizeram ouvir em tempo útil de eleições, e contribuíram para os 70% de abstenção. As manifestações geradas já ecoaram alguns resultados, nomeadamente no recuo da TSU, que se torna em requintada golfada de ar fresco para boa amostra de portugueses. Contudo, denota-se perfeitamente que o âmbito de foco das manifestações não ficou de forma alguma preenchido, quando a real vontade dos manifestantes passa pela queda do governo a todo o custo. Por um lado lutam estoicamente pela demissão de um primeiro-ministro em brasas, e por outro, não com tanta força, procuram um governo de salvação nacional, como solução á opressão deste.´
No doloroso exercício da imparcialidade partidária, não consigo de forma nenhuma achar oportunamente positivo para o país, a destituição do governo por parte do PR, por razões semelhantes ás que o TC alegou para afastar a aplicabilidade directa das inconstitucionalidades fiscais, colocando assim, o real interesse do país prioritariamente á frente das demais ordens.
Vários são os problemas da política em Portugal, começando por uma miserável oposição, passando por ideia de não respeitar o pagamento da dívida e acabando pela enorme perca de soberania de ser uma politica externa a governar-nos.
Não sou político, pelo menos não mais do que cada um de nós, e como qualquer outro, compreendo a situação complicada que atravessamos. No entanto, não posso deixar de me auxiliar na memória histórica, a remeto-me para a Alemanha pós-holocausto, onde ficou deliberado o pagamento pelo respeito e honra violados, a diversos países afectados de forma violenta. Ao ser conhecida a sentença que ditava o pagamento, a Alemanha prontamente retorquiu dizendo: ‘Procederemos ao pagamento da dívida transitada, na constante proporcional ao nosso crescimento económico’.
Penso seriamente que existe tempo certo para diversas atitudes, e desta forma, existe tempo para pagar a dívida externa que Portugal está obrigado, mas também deveria haver tempo útil para cuidar de crescer economicamente. Sensato será denotar que ambas as situações em simultâneo são drásticamente contraditórias, e danificam-se uma á outra. Em modesta opinião urge, acima de potenciar uma destituição de governo ou de cessar o pagamento da dívida externa, uma real proposta ao Fundo Monetário Internacional, clausulado nestas premissas relativas ao pagamento da dívida na constante proporcional ao nosso crescimento económico.
É certo que tal movimento poderá ser de todo negado por influência de uma Alemanha esquecida do passado, cínica, e que tende a governar Europa desta vez por virtude económica em substituição da bélica; contudo, se é realmente a atitude que poderá de alguma forma mudar um rumo sem luz nem esperança, ao menos que seja uma atitude sensata, e que sirva o país e não alguns 'dos portugueses’.

22/09/2012

Transição

Há alturas na nossa vida que temos de deixar de vestir as roupas antigas, mesmo aquelas que já têm a marca do nosso corpo, para experimentar umas novas. Chama-se a isso o período de transição. Ainda que a nova roupa não tenha o nosso cheiro, as nossas formas ou mesmo a nossa cara, é certo que nos vai proteger do frio quando assim for necessário.