agosto 16, 2012

António Costa

'Em tempos idos, não muito idos, mas que a memória já leva quase um ano, escrevi e muito acerca de um amor impossível ou até contra natura, como se ao amor se pudesse arranjar limites ou adjectivos, hoje amo um amor solidário e verdadeiro, um amor calmo, pensado e aceite, hoje a minha veia literária foge-me para futilidades ou então para coisas mais terrenas, menos abstractas, hoje não tenho nada para mostrar e do amor anterior nada há para mostrar porque num momento de raiva deitei fora os melhores textos, ficaram só alguns esboços daquilo que nunca entreguei ou daquilo que não deveria ter entregue.
Quem nunca amou ou quem foge do amor não são "pessoas" são "coisas".'


Por, António Costa