fevereiro 29, 2012

Ingratidão

Há realmente características que poderiam ser abolidas da capacidade do ser humano. A ingratidão é para mim a de mais difícil digestão. Compreendo os dias maus, as semanas más, e até mesmo o mês que não correu bem. Compreendo que os dias maus se possam transformar num discurso mais rude, numa presença mais fria, e até mesmo num olhar acusatório de tudo o que mexe. Ainda assim, não compreendo que situação alguma dê lugar á Ingratidão. Ingratidão é a traição, é o meu ser conservador em luta com a injustiça liberal e desonesta. Sou um homem de lei, mas acima de tudo um homem de justiça. Baseio as minhas opções e relações, muito pela fasquia da justiça, do ‘ser justo com’. Ingratidão faz-me gerar a visão de insegurança de um mundo cão, onde já não mais há valores, princípios e condições. Não se pode ser ingrato, sem se estar sob pena de um julgamento profundo, que se relaciona por inteiro com um intimo egoísta e desenquadrado de um mínimo senso e conceito de sociedade. Pelo menos por mim. Mas afinal, quem sou eu?