julho 07, 2011

Se um dia não houver luar


Se um dia não houver luar,
vou à tua porta pedir a razão
Perguntar num beijo, pela luz que já não vejo,
pelos olhos a falar do coração

E se me disseres que o olhar
nunca foi o espelho da tua paixão,
Agradeço à lua, por trazer verdade tua,
fecho olhos, vou p’ra lá do teu clarão.

Seguirei no chão, pegadas já marcadas pela dor.
Sofrimento de alguém que provou do teu amor.
Ardo no caminho em saudades de te amar.
Faço dela um novo luar.

Assim, volto de novo aqui
Aos braços de um olhar
que enfrenta um enredo num desprezo par.
Ai, como me doí esse abraçar.

E mesmo assim, eu estou de novo aqui,
pronto a recomeçar.
Pronto p’ra partir e depois voltar,
Se um dia não houver luar.

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Ora, este poema, estou certo que não é de quem mo fez chegar, contudo foi uma bela forma de me presentear com literatura muito agradável. Assim sendo, Valter, muito obrigado. Ao autor do poema, belo momento de inspiração, mas não sei quem seja.
Obrigado.