15/04/2011

Um anjo quase demónio



'Um anjo quase demónio'... Uma expressão ouvida sem mesmo saber do que se tratava, num programa de rádio ou num anúncio de televisão.
Não importa.
Pensei em ti, mesmo mesmo instante! Não pelo mau sentido da expressão, mas pela mistura de sentimentos, de emoções...
Tu és isso mesmo, um anjo quase demónio.
Um anjo que me protege, que me guia, que me ilumina, um anjo que me acompanha e me segue para todo o lado, que está presente em cada movimento, cada passo dado.
Por outro lado, sinto que me rasgas a pele, que me corrompes a alma e roubas meu coração.
Levas o meu coração para um mundo que poderá parecer irreal aos olhos de muitos, mas verdadeiro e perfeito para nós.
És um anjo pelo que és, por todo o teu ser, por toda a tua pureza, sinceridade, bondade.
És um anjo com um coração do tamanho do mundo!
Depois, tornas-te como um ´anjo mau'... Quando te aproximas, me agarras, me puxas para ti... Controlas o meu corpo e cada movimento.
Propositado ou não, só tu sabes e consegues fazê-lo, só tu tens o dom, o poder de me fazer ser e querer ser ainda mais tua!
Possuis todo o meu ser com o teu amor...

Meu coração pertence-te...
Minha alma é tua...

Cátia Antunes

08/04/2011

FC Porto campeão 2010/2011


Acabou o jogo do Benfica com o FC Porto, e o FC Porto, além de vencer o jogo justamente, foi campeão nacional 2010/2011. Findo o ultimo apito do árbitro, recebi 3 sms's jocosas, referentes ao jogo do Benfica. Mas a curiosidade das curiosidades, foi nenhuma das sms's recebidas, ser de um adepto do FC Porto, mas sim do Sporting. Ainda pen...sei replicar a dizer que estávamos a ver um jogo de equipas que jogam para o título, mas não me atrevi, e deixo apenas, uma pérola (que não aprovo), e que se identifica com a pouca ou nenhuma lógica desta felicidade Sportinguista. "É uma sensação única festejar o título por que tanto esperei" - João Moutinho

Bloguista?

Escrever com cuidado. Medir as palavras, antever as tensões. Pegar nas sílabas e sopesá-las, a nossa cabeça dois fiéis de balança. Estar atento à ficção desbragada, para que não possa nalgum canto aparentar verdade. Fazer bem a distinção, exigem-nos. Portarmo-nos bem, andar na linha, mostrá-lo ostensivamente. Perder a piada quando na... mentira, deixarmo-nos de confusões, de equívocos propositados, de mundos de cabeça para baixo. Não fantasiar, não vá a fantasia ser confundida com um desejo insatisfeito, um estaria bem melhor noutro lado. Com outro qualquer. Atentar nos parágrafos, que tenham pouco de passado, se possível nada de nada, algo de presente e muito de futuro. Um radioso e em comum, para que a confiança não se perca e a dúvida não se instale. Coisas tristes se discutimos, alegres se nos reconciliamos. Os sentimentos no devido lugar, em perfeita coordenação com o momento e o local, como se de cortinados. Não deixar fugir dos dedos desinquietações nem tremuras, muito menos indecisões. Nunca o credo na boca ou o sangue à cabeça, ainda sai algo que não queremos. Que não pretendêramos. Pior: no qual nem sequer acreditamos. Escrever de mansinho e à cautela, sem subtilezas nem palavras dúbias, muitos significantes, nada de significados, e parágrafos seguros, com a assertividade de um telex quando ainda os havia. Poucos sentimentos, não vá «o Diabo tecê-las». Sentir é dualidade, é errância, é instinto - e nós não queremos nada disso, não não, que se começamos a puxar a alma para fora (a nossa ou a dos outros) sabe-se lá onde vamos parar. Falar de política, do tempo. Se do sexo oposto, só generalidades e, mesmo assim, há que não deixar ninguém mal na fotografia. Senão pessoaliza. Amua. Esgravata o texto, à procura de si nas palavras. E garanto-vos que se encontra. Sexo propriamente dito, então, nem pensar, muito menos em modo de memória descritiva. De qualquer modo, para o outro, todo o sexo é em modo de memória descritiva, mesmo o que nunca aconteceu, mesmo o que nem teríamos tido vontade de experimentar. Melhor é política, mesmo. Ou televisão. Ou política em televisão. Parece que isto é Amor, dizem.

Frustrado é teu nome

A não-atitude, a reserva, a apatia, a inércia, são todos «quase-sinónimos» de um dos piores dos defeitos possíveis e imaginários existentes ao cimo da terra; a falta de CORAGEM. As discussões nos filmes não custam, e os murros nos actores nem nos doem! São pesares limitações que urgem de soluções, e manobras apressadas para uma ultrapa...ssagem dessa condição básica, e tão pequena como o 'H' no «Homem» que o BI vem intitulando desde então. Porque na terra dos homens, há os que se sentam para ouvir e abrem peito á vida, e outros; que atrás de um monitor, simulam a vida, escondidos em frustrações, incapazes de se sentar, olhar, discutir, apresentar, encarar, jogar, competir, e dizer o que realmente precisam. (Oh sociedade...) É que o princípio do contraditório não é apenas uma defesa daquele que é acusado, é acima de tudo um conceito de justiça, por sinal, imperativo na busca de soluções, e nunca de um «ego». Homens.