07/12/2010

Ridículo quem diz «Rediculo»

«Rediculo»; «Deficil», entre os demais disparates que se ouve, é hoje primeira palavra na boca de qualquer pseudo-intelectual. A realidade é que padece de um erro. Foi em tempos em acordo com os responsáveis da pedagogia educacional, que surgiu a proposta de que a escrita se iria desta vez assemelhar um pouco com a pronúncia (má, diga-se) que se pratica. (Contudo, todavia, porém, ainda assim, mas), esse, tal como todos os diplomas legais, percorrem um período desde a sua declaração até á sua eficácia. Chama-se a esse periodo compreendido entre a aprovação entre os órgãos competentes (AR, Conc. Pedag. Minst. Educação, Etc) até ao culminar na publicação em DR (Diário da República), o período de 'vacatio legis'. Acontece que o dito diploma nunca ultrapassou esse período, e em termos de eficácia legal, nunca se materializou.
Portugal perde tradição, perde hábitos, dá valor ao que vem de fora, e desvaloriza o que temos. Exemplo crasso de tal facto, são os estudantes, quem em tanto valorizam o curriculum pelos simples facto de reterem uma pós-graduação na vizinha Espanha ou mesmo nos EUA. (Onde as médias são significativamente inferiores á nossa)
Actualmente, julgo que é mais grave que isso, este crescimento sem memória, esta desenvoltura que constantemente larga costumes só nossos, é mais que uma perca de cultura, é uma perda de soberania de um país. Um país é mais que as fronteiras, um país deveria ter alma.
Aposta-se em tanto, e desvaloriza-se um factor essencial para um traço genético de um país que é a «Língua». Vamos todos preocupar-nos um pouco mais connosco, em vista a que quem deveria fazê-lo por nós, preocupa-se em assinar acordos «Redículos».