31/10/2010

Esta balada que te dou


Saudade

There are many reasons "Portuguese" is one of my favourite languages, but this one is the most predominant.
There is one word in the Portuguese dictionary that no other language in the world has a translation or synonym for! This word is "Saudades".
I may attempt to define this word but before I do, please remember it will never be as accurate and as beautiful as its true meaning.
Many definitions online are trying to make it come across as a very melancholic and sorrowful feeling. Don't be misguided. The feeling can also be harmonious and pleasant to feel as it sometimes awakens you to feelings you didn't know you had for someone or something.
Saudade is a feeling of longing. Its like saying to someone who is far away "I have a lot of "missings" for you. It's missing someone who isn't there and you're trying to transmit to them exactly how much of you is missing them.
Through this passionate word you can tell a lot about yourself, your loved ones, how you feel about places, things etc.. It is a truly powerful word which without it, I could never really convey my inner feelings about missing my family, friends and loved ones.
This post goes out to anyone you're missing right now....

Mia Rose

12/10/2010

Portugal, o caminho é outro

Os portugueses ainda não entenderam que a crise actual, vai muito para além da área financeira. É óbvio que o que nos toca mais directamente é a vertente financeira, mas a verdadeira situação que realmente deverá mudar, ainda não tocou na sociedade portuguesa. A crise, e a destabilização, é muito mais profunda e muito mais ampla do que o nível financeiro.
Despertar essa sociedade para a crise, na sua face dura e real, seria papel para os nossos lideres, que não temos, seria o papel das nossas forças sociais, que estão mais interessados e metidos em jogos de poder, do que na atitude de serviço. Tal como Camões dizia, que «Fraco rei faz fraco a forte gente»; nós temos uma falta desesperante de lideres, e temos uma sociedade montada numa espécie de Sebastianismo. O Português sempre foi messiânico, neste sentido, pois sempre esperamos a salvação que vem de fora, a salvação que há-de vir de algum lugar. Realidade é que os nossos últimos Sebastiões, não têm resolvido nada. É uma pena que a Islândia não faça escola (Islândia que acaba de citar o Primeiro-Ministro a tribunal), pois por cá, não há responsabilização política, e o que existe nos nossos lideres políticos, são apenas jogos de poder, jogos de influência. E aí, funciona uma atracção maior, pois em nome da defesa, em nome o povo, nome da defesa do direitos do trabalhadores, lá vamos nós ouvindo grandes discursos inflamados, são os que chamo 'Jogos de poder', que não vão resolver a vida dos pobres, nem vão sobretudo criar aquilo que é urgente, e urgente criar, um sentido de solidariedade, um sentido de coesão nacional. O que se apela é sempre á fractura, é sempre e só a explosão social, na busca de votos e credibilidade.
A palavra crise, que vem do grego, explica-nos isso mesmo, momento de ruptura, e necessidade de criar espaços e visões novas. Nós, andamos a enfrentar desafios novos com soluções velhas.
Estamos a enfrentar problemas muito sérios para tantos de nós, com os mesmos profissionais da politica que nos trouxeram até aqui.
Seria este o tempo de despedir-mos os políticos profissionais, para colocarmos profissionais na política.
Há por agora uma des-educaçao, que assenta num tipo de cultura que é muito nossa. Temos a faceta do 'fado', sempre que alguém morre, «era o destino», e existem em paralelo o «podia ser pior». Vivemos de um fado ligado ao Sebastianismo.
Nós temos tantos denunciadores, e não vejo anunciadores, e os poucos que temos, mentem.
A consciência tem de ser outra, por mim enquanto leigo, passa por uma construção de uma consciência social e uma consciência colectiva de co-responsabilidade social. Os nossos lideres perguntam ao país o que ele pode fazer por nós, quando a pergunta seria, pergunta-te a ti, o que podes fazer pelo teu país.
Andamos outra vez com esta ilusão estatística, mas a verdade é que temos um nível cultural baixíssímo. Governar para estatística, tal qual jogo de interesse. Não podemos esperar por um Messias, temos é de fazer de todos nós a pessoa que aponta o dedo e grita «O Rei vai nú», por muito engravatado que esteja.
Houve por parte dos nossos lideres, excesso de garantismo, de facilitísmo, e esse facilitísmo começa desde o jardim de infância. Nós estamos a montar uma escola, que teoricamente, e por ironia da estupidez, é possível entrar na universidade, sem saber ler nem escrever quase. Estamos a mentir ás pessoas, não estamos a dar um futuro aos nossos jovens.
Estamos a construir uma sociedade montada na fachada. Estamos a deformar gerações, que vão ser o futuro desta terra. Estão a crescer sem bases estão a crescer sem valores, estão a crescer numa sociedade que está montada no ter, e esqueceu o ser. Vou mais longe, pois estamos a criar gerações de jovens sem memória, estamos a criar gente sem história. Quando a memória e a história não se encontram, encontram-se os cataclismos sociais.
Vou mais longe na ideia de que as crianças não têm pais. Estes trabalham com 2 ou mais empregos, desesperadamente na procura de sobreviver.
A mudança não é pelo tecto, é pela a base. É a partir da educação que temos de mudar.
Estamos a crescer colectivamente sem memória.

05/10/2010

You


You don´t have a body, nor a country, nor a familly, you don´t bow before the tirans; you don´t have a price in the land of the humans, neighter the time affects you.
You are the essense of the years you have, what comes, and what have been. You are the meat of Gods, the smile of the rocks and the purety of the instinct.
You are that nourishment that is tired of bread is hungry of, you are the grace of life everywhere or in art, or in simply truth. You are the red carnation, or the boy in the mirror who after seeing you tries to get prettier.
You are a perfect verse who brings the power of what it says.
You are the way witch has art of the master and the aprendice. It's a miracle, a light, an harmony, a line without trace, you are the beauty...
Well, you are your name.

04/10/2010

Direita

A posição que a França vem tendo relativamente aos ciganos, não é de facto a mais correcta, convenhamos.
Se os ciganos se isolam, se não cumprem com a legislação do País onde estão, devem ser punidos, severamente, não por serem ciganos mas por serem cidadãos com direitos e com deveres, evidentemente. E todos e cada um, em qualquer País dito civilizado tem que se exigir os nossos direitos, mas temos que respeitar os nossos deveres, isto parece ser basilar.
Sendo que todos temos uma sumária percepção, que não pode nem deve ser generalizada que em dados momentos os ciganos tendem a viver num mundo à parte, mesmo quando deveriam ser os primeiros a pedirem para serem integrados. Por outro lado, esta sua posição gera da parte das maiorias um certo afastamento. Sendo evidente que se não houver cedências de ambas as partes o distanciamento se vai manter ou até alargar, e sobretudo o clima de tensão, evidentemente que aumenta.
Em tempo de crise, de falta de trabalho, de falta de visão de futuro, tudo pode ser pretexto para se agradar a quem deve ser agradado. E numa Europa sem rumo e com muito pouca União, em que tendencialmente se está a virar à direita, extrema em alguns casos, onde a Suécia fica no Parlamento com 20 deputados da extrema-direita, algo totalmente impensável quando em 200 na Áustria houve um voto significativo na dita extrema-direita e a Áustria quase foi banida da Europa! Hoje, a Suécia segue o seu caminho!
Actualmente, vários governos, de vários países da Europa, piscam o olho às extremas-direitas para ganhar popularidade. Casos evidentes de Itália e França, mas mais se seguirão.
Como é evidente trata-se de um mau prenúncio, e de modo algum deveria ser seguido, este caminho. Agora na União Europeia é muito pouco crível – até ver - que se criem barreiras intransponíveis raciais, e não podemos sequer imaginar que um belo dia na Europa existam barreiras físicas, tais como muros, como hoje existem entre Israel e a Faixa de Gaza ou entre os EUA e o México para delimitar a livre circulação de pessoas
Mas cabe à Europa, a Bruxelas nas instâncias próprias, e no momento próprio tomar consensualmente as medidas necessárias para que a legislação europeia, para estes casos e quaisquer outros seja devidamente cumprida. Não compete isoladamente a países que “ainda” são parte da União Europeia e até da União Monetária como é o nosso caso, estarem a vetar ou ajuizar nos seus Parlamentos Nacionais, o que a França fez ou deixou de fazer.
Primeiro, é uma incumbência das instâncias europeias, logo nunca das locais, segundo, cria pequenos conflitos entre países membros, que mais prejudicam os pequenos, terceiro, desviam até dentro dos pequenos as atenções para assuntos muito mais pertinentes a serem localmente resolvidos. Temos que cessar de inventar o acessório para deixaremos sempre de tratar do essencial. E rapidamente, enquanto é tempo!