15/03/2010

Fotojornalismo Pornográfico

Os desastres naturais em sítios com uma população (ou parte dela) pobre, são sempre um maná para os fotógrafos de ocasião - e para os outros. Há sempre algures uma criança orfã ou desalojada com olhos tristes e cara suja cujo desalento sobressai por entre os escombros. Sob a capa do "fotojornalismo" dito sério, na onda World Press Photo, o sofrimento humano extremo transforma-se, através da câmara, num evento triste mas delicodoce - tristezinho, vá -, que suscita por um lado a piedade alheia, mas, por outro lado, a admiração pela sensibilidade e sentido de oportunidade do fotógrafo em questão. Que, com um bocado de sorte, ganhará um prémio qualquer e o concomitante reconhecimento público. E, embora qualquer imagem comovente que se preste a metáforas lamechas seja de todo preferível à brutalidade frontal da última capa da Visão - Madeira (que mostra em grande plano um corpo enlameado em posição fetal - um pai, uma mãe, um filho de alguém - a ser retirado dos escombros), ambos os modos de "olhar" a tragédia debitam um exibicionismo pornográfico e um pressuposto venal que me repugnam. Ao invés de prazer, falamos de sofrimento, mas o princípio é o mesmo: descontextualizar, mostrar... e vender.

Porto vs Arsenal

Porto vs Arsenal? Cinco secos, foi o massacre. Mas nestes jogos temos de ser pelos portugueses, e parece que um dos roupeiros do Arsenal tem um tio português, por isso não estou assim tão triste.
Parece também que ontem as bombas de gasolina desde Londres até ao Porto fecharam, só por precaução. Vai-se lá saber!
Let´s go Gunners!!!

12/03/2010

Good bye my fellows!

'Sorry, 'cause i'm readding from this piece of papper, i don't know all text yet, so i'm going read from this piece of papper, i know it's not very professional, but neither mine. Fellows, Thank you for letting me be myself. Some people don't like me being me... It seems that I make them feel uneasy about themselves. I've tried hard in the past to fit in with people. It doesn't work. It's the only me I do and I get offended when I'm not liked. I would also like to think that that's a natural human emotion! But it seems the position, I'm in means it's ok to hate me. Even if we've never met... Even. So thank you for letting me be me. I'm on the pitch, so people think i have no fellings, i do... so thank you for letting me be me.
I read stuff about me that I wouldn't wish on my worst enemy... You have never said or thought these things, so thank you for letting me be me... I have a life to spend and I live the life of a high roller, but you've never held this against me. Some people make me feel as though, I don't deserve to be where I am... Believe me, I too on many occasions have had these feelings, so they're not alone... But you have never thought these things. So thank you for allowing me to be me... If I'm ever abrasive or seem arrogant it's because I'm scared. But you know this and you let me be me...
Some people will watch this and tear it to pieces, But they're not like you ...
They won't let me be me! Thank you all for all these years with you all, you will be forever living right here, right in me heart! God bless you all!'

03/03/2010

Deixa cair

Deixou cair uma lágrima, sobre o meu ombro,
Deixou-se dormir, num sono profundo,
Sem lhe tocar, disse 'Adeus'...
Deixou a porta do quarto um pouco aberta,
O frio que espreita, logo a desperta,
Sem avisar, tudo estremeceu...

A chuva lá fora que cai sobre mim,
O vento que sopra fala-me de ti, dizendo baixinho,
Deixa cair...
A chuva lá fora que cai sobre mim,
O vento que sopra não se acaba em ti, dizendo baixinho,
Deixa cair...

Deixou-me andar no extremo onde tudo tremia,
Deixei-me levar, por tudo o que sentia,
Sem crer ficar, estremeci...
Foi quando ouvi uma voz, vinda do fundo,
E esse olhar um tanto profundo,
que sem esperar, desapareceu...

02/03/2010

I know you strong, but i better than you...

Olha que o acaso anda á espreita,
Juro que o vi.
Olha que a sombra nele se deita,
Por trás de mim,
Por trás de ti.
Tatua todo o teu corpo escondido,
Disfarça todo o teu corpo esquecido,
Pois sobre nós,
Oiço uma voz...

Pode uma palavra calar,
O medo afastar,
Tudo num momento...
A frase ficar no ar,
Um gesto arrasar,
Numa fracção de tempo...

Olha que a noite é vaga e louca
Que nos destrói, e não nos poupa...
Sinto que o silêncio nos sufoca, nos embaraça e nos provoca...
Abraça bem de frente todo este céu,
Que nos envolve num repente, tudo o que é meu, tudo o que é teu...

01/03/2010

É por tudo e por nada!

Este fim de semana, espreitando a CNN e a SKY News, dei com jornalistas claramente desiludidos, quando não se confirmaram os avisos de Tsunami para o Hawaii. Havia ali sede de sangue, desgraça e lágrima fácil.Passaram logo a apontar para o menos fashion Chile, e uma repórter da CNN até disse que "o número de vitimas não chegou a 200...ainda." A sério que me impressionou aquela impressão de que há repórteres que ficam desiludidos quando uma possível desgraça anunciada acaba por ser um não acontecimento.

Esta vertigem do cataclismo nas noticias também se sentiu cá, com a tragédia da Madeira, e francamente houve quem fizesse figuras embaraçosas, na busca da lágrima em prime time. O ponto mais degradante foi uma jornalista a perguntar a uma senhora na Madeira profunda se ela tinha perdido alguém na enxurrada. Perante a resposta negativa, é disparada a pergunta: "Mas perder a casa é quase como perder alguém não é? É difícil suportar a emoção..."

E a senhora desatou a chorar, por fim. Missão cumprida.