27/01/2010

Portugueses não sabem andar de avião

Não só desatam a bater palmas no fim de cada aterragem, como se tivessem acabado de assistir a um número de circo, como, assim que o avião toca no chão, se levantam imediatamente do lugar e desatam a abrir as bagageiras, atafulhando-se com as muitas malas e sacos que, desconfiados, se recusaram a enviar para o porão. É que de nada adianta o please remain seated: ainda com o avião em processo de travagem, os flaps em esforço, e é vê-los a tropeçarem uns nos outros em desequilíbrio, a puxarem a bagagem para baixo enquanto ligam à fuçanga os telemóveis, na pressa de dizerem, muito alto, que já chegaram e que estão vivos. Se tivermos o azar de viajar com eles numa low cost na véspera de Natal, da Alemanha para Portugal, então, temos um bónus : o de os ver, em especial aos emigras de segunda geração (são sempre os piores, os da segunda geração, seja que tipo de emigras forem) a serem corridos pela tripulação, exasperada, por terem fumado nas casas de banho e ligado os telemóveis ainda no ar. Mortifica-me, a cada vez que saio e depois regresso, o retorno à falta de civismo, de nível, de cultura e do conhecimento mínimo das regras básicas de convivência; e desagrada-me, aquela desobediência cobarde, porque sem consequências, e aquele desviozinho à norma e ao estabelecido para todos, que se limita a prejudicar um bocadinho os outros e a chateá-los, tão típico destes heróis do mar. O português, infelizmente, continua ainda, para os outros, demasiado parecido com a caricatura do que é ser-se português: uma criatura folclórica que come bacalhau e fala demasiado alto e que, na escala civilizacional, se situa um bocado acima de um marroquino, mas definitivamente abaixo de um espanhol.

Just breathe

Yes, I understand that every life must end,
As we sit alone, I know someday we must go,
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none

Stay with me...
Let's just breathe...

Practiced all my sins, never gonna let me win,
Under everything, just another human being,
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe

Stay with me
You're all I see...

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me

As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face,
Everything you gave
And nothing you would save,

Nothing you would take
Everything you gave...

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...

22/01/2010

Igoísta

E quando eu estiver triste, simplesmente abraça-me.
Quando eu estiver louco, subitamente afasta-te.
Quando estiver fogo, suavemente encaixa-te...

E quando eu estiver triste, simplesmente abraça-me.
Quando eu estiver louco, subitamente afasta-te.
E quando eu estiver tolo, subtilmente disfarça, sim, mas quando eu estiver morto, suplico que não me mates não, dentro de ti...

Mesmo que o mundo acabe enfim, dentro de tudo o que cabe em ti...

16/01/2010

Tão pobre que só tenho tudo

Que saudável Farol sem barco para encaminhar...
Que negra escuridão sem calor de luz...
Ostenta a casa bonita, que te faz dormir no chão...
Alento de tanta faísca, mas nenhuma televisão...
Que glória acabar as tuas frases, se a língua é diferente...
Que magia tem esse novo modelo, se de botões, ninguém entende.

IA