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GAME OVER

Princípio da igualdade

Giro. Talvez não tanto. Todos os santos dias na entrada para o comboio e metro, aparecem aquelas senhoras pequeninas, que furam as costas do pessoal. No fundo ninguém lhes liga, pois são realmente pequeninas.
Gosto de partir do principio da igualdade, e em sede dessa mesma ideia, denoto na cara dessa gente, as veias inchadas e as faces vermelhas de tanta força feita na tentativa de 'furar'.
Ainda hoje, ia entrar para o comboio quando uma dessas pessoas esbarrou com a cara bem no meu cotovelo. Pediu-me desculpa e eu sorri.
Mas nem por isso desistiu, pois até me sentar, fui a levar cabeçadas nas costas dessa mesma pessoa. Ora, com aquele tamanho, e com aquela força, ninguém seria capaz de replicar. Mas eu sei que a senhora se esforçou.
O aviso é seguinte, tenho 1.90m e peso 90kg. Vou começar a fazer força na tentativa de 'furar', ou agora a nova modalidade 'cilindrar'.
Isto, porque lá está, sou grande crente no Artigo 13º da Constituição da Republica Portuguesa.

Robert Enke





Eram tempos agora nostálgicos, e a recordação é ainda fresca. Aliás, ficou bem mais fresca hoje pelas 7 horas da manhã. Com idade de juvenil, e o grande Benfica foi treinar ao Almada Atlético Clube, clube esse onde eu dava por essa altura uns pontapés na bola. A excitação era muita, para nós não era apenas um treino, era uma atracção. Provavelmente teríamos mais público nesse treino, do que em jogo oficiais. Eram os meus ídolos, e estariam ali a jogar, bem á minha frente. Bloqueavam-me os movimentos a simples presença de tais sujeitos, assim como os pensamentos que teimavam em não sair completos.
Começou o treino, e quando acabou, perdíamos por 13 a 14. Parecia resultado de equipe de Andebol.
Nos tuneis de acesso, a timidez ficava de parte na tentativa de uns dedos de conversa com fotografias e autógrafos com as estrelas.
Com mais sorte com uns do que outros, recordo o Fernando Meira, alto, antipático e frio, o Simão Sabrosa, sempre a rir, e o Argel que discutia com o Nuno Gomes, e queria bater-lhe.
Na altura, tinha sem dúvida maior admiração pelo Nuno e pelo Simão, mas não consigo (muito menos agora) esquecer de um rapaz alto (1.86m) loiro, com tremendas dificuldades em falar português, e o inglês não era o meu forte. Sempre com um sorriso amável, e olhos de quem tinha a bondade nas veias. Saiam várias «Origados» por cada foto, e um abraço por cada autografo. Depois da foto no telemóvel de um colega meu, assinou 'Robert Enke' na minha t-shirt, por era esse o seu nome completo.
Após assinatura, ficamos cerca de 7 rapazes de olhos esbugalhados de volta do Enke, do Poborsky e do Pepa.
A bem deste post, (e depois, de numa mistura de inglês e português, nos ter contado que tinha criado um canil em sua casa, só porque haviam muitos cães vadios na sua rua) digo apenas quais as ultimas palavras que ouvi de tal rapaz «Tu, moito bom», «Portuguel tudo moito bom que Deustland».
Há os bons atletas, e há os bons profissionais. Aqueles raros, que agregam as duas categorias, são como Enke sempre foi. Um muito bom homem.
Por agora, o choque vai passando, mas fica o abalo da noticia.
Sabes Enke; Tu muito melhor!







Sonhos

As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e nós pequenos demais para nos tornarmos reais...
 
TNB