01/12/2009

Futebol

Comovo-me, zango-me, encanto-me, desiludo-me, sonho, sofro. Às vezes é frustrante, outras bom demais. E antes de todos (todos!) os jogos, no fundo, uma pessoa acredita sempre, e diz para si: vamos ganhar.

Depois é o jogo, a emoção e incerteza, os nervos e as análises à táctica, à atitude, a todas as jogadas, incidentes, erros, surpresas. Chamam-se uns nomes aos jogadores quando eles fazem disparates, aplaude-se quando eles acertam. Grita-se "vamos", no arranque de cada ataque.

E no fim, entre a alegria e a frustração, vêm as explicações possíveis, para tudo o que afinal acabou por passar-se em campo. Especula-se com razões que, antes do jogo, são coisa nenhuma, mas depois da coisa vista e revista, tudo parece claro, afinal estava-se mesmo a ver.

Entre uma bola que sai ao lado, um corte milagroso ou uma grande defesa, um grande golo ou uma perdida incrível, ali estamos, sempre ingénuos e impotentes para mudar alguma coisa, adeptos a roer as unhas.

Vamos ganhar? Antes do jogo...vamos sempre. Depois...logo se verá.