03/12/2009

Árvore de Natal da Zon


Vocês sabem que não sou muito de escrever sobre outras pessoas aqui. Principalmente, porque quero o protagonismo e a fama, toda só para mim. Flashes, revistas, e reportagens. (Só por causa disso vou ser cara do postal de Natal do ensino superior) Só para mostrar quem manda.
Por nenhuma razão especial, apenas porque quando o blog nasceu foi com outra intenção... Bem, vamos ao que interessa, porque me apetece mesmo partilhar convosco este episódio. A Raquel, há cinco anos que é filha de um colega meu. Deixou-a cá por casa desde as 18 horas da tarde. Com cinco aninhos, conseguiu-me explicar que tinha um sonho. Comecei por imaginar algo rocambolesco, mas no fundo, o sonho era, ver a árvore de Natal da Zon - coisas que a publicidade faz. Nem mais uma palavra. Não aguentei e lá fomos os dois. Muito frio, que era aquecido apenas pela curiosidade dela, "estou tão ansiosa, Ivo!", reclamou vezes sem conta enquanto estávamos trancados no trânsito. Na espera, manifestou o seu desagrado em relação à iluminação da Avenida da Liberdade, "não é assim, muito bonita, pois não?". Não. Não é! Chegámos à árvore de Natal que ela tanto queria ver, desde que a viu anunciada na televisão. "É linda! É tão linda...". Uma multidão de gente para ver o mesmo, mas só se ouvia a voz dela - a quem sairá? No meio de tanto entusiasmo viu os focos iluminarem o céu, que ela confundiu com uma estrela cadente "tem estrelas e tudo, Ivo!". Deixei-a sonhar. "Pede então um desejo, Raquel..". Não pensou duas vezes, "posso pedir dois?". Perguntou, espevitada, entusiasmada a sorrir de orelha a orelha; "que acabem os mosquitos e que existam sempre borboletas!". Confesso que fiquei surpreso! Estava à espera de outra coisa qualquer. E impotente, porque não posso acabar com os mosquitos, nem fazer que existam borboletas o ano todo. Ainda não sei, mas desconfio piamente que ser pai é isto. Constante felicidade e sensação de impotência por não realizar todos os desejos...
No entanto, é lindo.

01/12/2009

Futebol

Comovo-me, zango-me, encanto-me, desiludo-me, sonho, sofro. Às vezes é frustrante, outras bom demais. E antes de todos (todos!) os jogos, no fundo, uma pessoa acredita sempre, e diz para si: vamos ganhar.

Depois é o jogo, a emoção e incerteza, os nervos e as análises à táctica, à atitude, a todas as jogadas, incidentes, erros, surpresas. Chamam-se uns nomes aos jogadores quando eles fazem disparates, aplaude-se quando eles acertam. Grita-se "vamos", no arranque de cada ataque.

E no fim, entre a alegria e a frustração, vêm as explicações possíveis, para tudo o que afinal acabou por passar-se em campo. Especula-se com razões que, antes do jogo, são coisa nenhuma, mas depois da coisa vista e revista, tudo parece claro, afinal estava-se mesmo a ver.

Entre uma bola que sai ao lado, um corte milagroso ou uma grande defesa, um grande golo ou uma perdida incrível, ali estamos, sempre ingénuos e impotentes para mudar alguma coisa, adeptos a roer as unhas.

Vamos ganhar? Antes do jogo...vamos sempre. Depois...logo se verá.