26/11/2009

Matam o Português II


Eu nem sou destas coisas. Mas como no IAB é possível encontrar uma diversidade grande de conteúdos, e eu como Bloguista, tenho o dever de defender as cores da minha camisa, vou falar.
Actualmente, os facilitismos educacionais têm colocado o sorriso na boca dos ministros, sempre que olham para uma estatística positiva, enquanto relativa ao ano transacto. Nada mais falso.
Se as estatísticas são realmente tão importantes, ao nível do controlo – que entenda-se; eu concordo que sim – Porque são brutalmente deturpadas, usadas de forma a criar sorrisos, sobre desgraças disfarçadas? Esqueceu-se que o principal objectivo das escolas é educar, e substituiu-se essa ideia, por mostrar ao mundo que cá se educa.
Pede-se o ridículo de alguém criar estatísticas que por sua vez, controlem as estatísticas base, pois essas estão doentes.
Os facilitismos, só facilitam mesmo a nível temporário, pois surgem mais tarde, em forma de mau funcionário, de mau homem, de mau cidadão.
Trata-se de uma luta constante no erro, que nem criança a quem se faz todas as vontades para não a ouvir chorar.
É sinistra a forma como se escreve, é sinistra a forma como se pensa, é sinistra a forma como a pouca soberania que ainda retemos, se tem vindo a desfragmentar numa espiral de ostentação surreal da cultura no nosso país.
Já não existe a criança preocupada com a forma como comunica, pois essa é suficiente, numa sociedade, que se entrega á letargia do menor esforço, hierarquicamente atrofiada de valores, sociedade essa que domina perfeitamente os nomes dos lutadores de WWE.
Triste realidade, quando actualmente – arrisco 60% - dos estudantes, apontam como o seu primeiro livro o ‘Cavaleiro da Dinamarca’ ou ‘Felizmente há luar’.
Não se incentiva a leitura, e quando se faz, esta começa a ser tomada aos olhos do castigo ou da obrigação.
Gera-se o ócio mental, a indecisão ridícula, e a certeza aparece por influência imposta.
Uma influência que em nada foge ao fruto de toda uma sociedade com as características vincadas na falta de princípios, uma sociedade que cada vez mais não sabe o que é um afecto, um abraço, porque actualmente uma troca de olhares é suficiente.
Mais triste que a tristeza de uma insuficiência oral e escrita, é o preconceito criado por estas pessoas, que mesmo sem estímulo de alterar tal incapacidade, recuam com a perfeita noção de que são carentes de conhecimento básico. Um obscurantismo, um ocultismo que gera a completa falha no passa-palavra da informação, da cultura.
Tal carência de informação, rapidamente se reflecte no pensamento mais básico. Pensamento atrofiado esse, que me faz ouvir, tantas ambições megalómanas, que não passam de auto-ridicularizações inalcançáveis, caso toda a rotina se mantenha .
Em género de alerta, quem nem um pequeno dicionário para não se fazer figura de parvo á mesa do café, quando se ouve uma palavra que não se tinha ouvido antes, ou uma série de perguntas ainda hoje sem resposta, que pode muito bem ser usada em situações de ultima rácio. - Ao lado destes problemas, uma hipoteca confiscada pelo banco, é como passar pela casa de partida sem receber os dois mil escudos -
Proponho por ventura uma pequena amostra de variações de poesia para impressionar pessoas com menos contacto com a produção poética – Estudantes de literatura - por exemplo, e uma serie de pensamentos que facilito desde já, para que o leitor se recorde e use no trabalho, na casa de banho, ou a escrever na porta de uma casa de banho pública. Talvez não facilite nada. Facilitem-se todos vós.

IA