30/09/2009

UAL


È imperativo dia 9 de Outubro virem a UAL descobrirem o pai da criança
O que tem de especial o dia 9 de Outubro?
Ora alem de ser sexta feira é o dia em que o Apocalipse se abate sobre a UAL que emergem os deuses da folia e se abate sobre o Marques de Pombal um espectro de alegria divinal onde só a vossa satisfação pessoal conta.
Ora palavras tão nobres para descrever que teremos 3 espaços de dança um open space DJS entre eles o grande Pedrito Meneses o Cristiano Ronaldo dos "scratchs" onde a sua vibe será sentida alem portas e que não deixara ninguém indiferente, Os famosos laranjinhas do chão nomeados quem sabe talvez por ventura de que para os prémios bafta 2 tunas a muy nobre Camoniana e as cantoras líricas Damastuna ladeados por bailarinas e um bailado de fogo. Sem querer deixar de marcar presença é o grande Edgar do Piano rei das noites do reino dos Algarves e príncipe da Andaluzia. Um bateria de fogo de artificio para comemorar esta noite espectacular ao som de uma orquestra Chave de Ouro que tocara alem dos hits que assolam as pistas de dança mundiais e europeias abrilhantará com mais algumas surpresas os presentes onde finalmente se vai descobrir o verdadeiro pai da criança. O mito dos póneis e das bailarinas anãs nas festas da UAL será desfeito onde uma vez mais renascerá o bailado anão com sapatos chico . Sim aqueles com verniz na ponta e redondamente estúpidos mas engraçados .
A meio da noite deixa te surpreender pela Mixologia Molecular nome pomposo para um festim liquido que vai de certeza cativar os teus sentidos. Bebe lava cospe fogo. Um requinte para os olhos e para o paladar .Animação de bares o vulgo flair bartending que te vai deixar de boca aberta assim sem barulho.Bebidas brancas,pretas amarelas azuis até mudares de cor e muita cerveja regam esta festa
Razões de sobra para no dia 9 de Outubro pelas 9h não fiques em casa que escolhas outro dia para ires ao cinema ou passear o cão ou mesmo ousares ficar em casa no sofá a ver a Anatomia de Grey.

dia 9 de Outubro vem descobrir o pai da criança na Universidade Autónoma ( UAL )

Preço de 9 euros 9 euros isto isso mesmo quase dado quase não é dado

pede já a tua pulseira na tickonline ondaticket e outras coisas terminadas em ticket
mas como a procura esta a ser muita provavelmente e repito provavelmente estará esgotada portanto eu tenho algumas ainda vá reservem já e andem FINALMENTE divertirem-se

9 euros na AAUAL
962688018
910305174
926901047

27/09/2009

PS!

O Partido Socialista, teve uma muito significativa vitória eleitoral. Não renovou a já esquecida maioria absoluta, e afirmou-se numa expressiva maioria relativa. É incrível a quantidade de pessoas que querem desvalorizar o Partido que os Portugueses, quiseram dar a vitória, que os Portugueses, deram mais votos. Perante estes factos, questiono-me seriamente sobre a finalidade das eleições, tal é a desvalorização que empregam na vitória do Partido Socialista. Exaustos de tamanha frustração, encaram como primal, não a vitória de cada partido, mas sim a maioria absoluta perdida. Há definitivamente pessoas que, exauridas pelos festejos da maioria absoluta perdida, se esquecem completamente de quem ganhou a eleições, o PS. O argumento de que se sentem felizes pelos resultados, á luz do PS ter perdido a maioria absoluta, encaixa em todos os partidos menos no PSD. (Foi precisamente vinda da JSD/PSD que ouvi tal falta de senso). É bom que se saiba perder, e nesta medida, é fulcral que todos os simpatizantes/militantes/deputados do PSD, tenham a dignidade de identificar as batalhas em que se colocam. Não se coloquem ainda mais frágeis. A verdadeira batalha do PSD, sempre passou pelo objectivo da vitória, e nunca a apenas, e só, glorificação da perca da maioria absoluta do PS.
Ser vencedor já não chega, e só sabemos morder os calcanhares ao vencedor, reduzindo-nos á insignificância que temos.
O povo falou bem claro, e o PS foi o partido escolhido para governar Portugal. Foi nada mais que a mostra de uma confiança renovada, em circunstâncias deveras complicadas.

Votem!

Isto é incrível. Depois de tantas, tantas críticas negativas ao governo do Partido Socialista, de quem fechando os olhos á uma crise mundial, fechando o bom senso ao mundo, sem misericórdia, teceram enormes defeitos. No fundo, para quem não está habituado ao cenário, ficaria estupefacto, da mesma forma como eu fiquei desapontado, com os praticamente 40% de abstenção. Obviamente, votem! Foi o que fiz. Estar ali, na sala velha de uma escola pública, com três meninas a olharem para mim enquanto dizem alto o meu nome, depois pegar no boletim, esconder-me lá no cantinho, colocar a cruzinha onde quero e pensar,« Tenho mesmo algo a dizer nisto». Não compreendo os abstencionistas, juro, por outro lado já não direcciono palavras de escárnio os que votam em branco ou nulo. Que raio de maneira de desperdiçar estes pouco mais de trinta anos de liberdade, de perfumada liberdade de escolha, parece que carregam às costas a democracia que os outros conseguiram para eles. Uma falta de respeito, para pessoas como familiares de todos nós, que viram a casa invadida pela PIDE, os livros vasculhados, a intimidade devassada. E para tantos outros que foram presos, torturados, silenciados à força. Nem preciso de olhar para o nosso passado recente. Olho para as dezenas de regimes ditatoriais que ainda hoje existem no mundo e acho um luxo, viver neste país e poder colocar a cruzinha onde me apetece. É um sistema imperfeito, a democracia? Abrem-se opiniões, mas abdicar do direito de escolha ou, pelo menos, do direito de podermos dizer quais são aqueles que não queremos? Não haverá bons nem muito bons, mas há de certeza uns menos maus. Vão votar.

22/09/2009

Inem, Rosio

Funcionários do INEM, serão os próximos Presidentes de República. Não é preciso procurar mais. Em 1986, Soares ganhou por ter levado uma bofetada na Marinha Grande. Hoje, no Rossio, o rapaz no INEM encaixou, que eu tivesse visto, um soco nos dentes, seis sopapos, dezanove calduços, e com um saco do lixo. Vai ganhar, com maioria.

19/09/2009

Anarquia?

Quando eu pensava que a minha sorte não podia piorar, vejo-me forçado a abandonar por momentos, o exercício de dividir as minhas meias por ordem de cores, para me dedicar a uma matéria ainda menos interessante. O Jorge Borges. Diz ele, hoje no «Anarquista», que eu sou o misterioso autor do «Viva a Anarquia». Logo recebi vários telefonemas e email's indignados, a perguntarem-me como iria reagir a semelhante sacanice? Pergunto: Qual sacanice? Não há nada de ofensivo e ser apontado como autor do «Viva a Anarquia», antes pelo contrário. A minha namorada por exemplo, está encantada com a perspectiva. Na verdade, se Jorge Borges quisesse ofender-me, teria inventado que eu era autor do «A democracia novamente em crise»

Porquê?

Eu disse que isto poderia dar um post. Nunca fui pai. Vou ser. Ainda hoje ao jantar, comentei á mesa que muitos dos erros que os meus pais cometeram, eu provavelmente iria ter mais atenção aos mesmos. Na tentativa de não os cometer é óbvio. Também é certo, e foi comentado por mim, que certamente iria cometer outros tantos ou mais, que não me passam pela cabeça agora. Minutos antes de ir jantar, em conversa com a Andreia, comentei por sua ver, a importância relevante que eu considero, sobre a idade dos «porquê's»

– André, deixa os brinquedos. Está na hora de ires dormir.

– Porquê, pai?

– Porque já é tarde. Olha, são quase onze horas da noite e já não são horas de os meninos de três anos estarem acordados.

– Porquê, pai?

– Porque os meninos, e todas as pessoas, têm de descansar. Depois de andarem todo o dia a correr e a brincar e a fazer coisas, têm de descansar. Além disso, amanhã, tens de acordar pronto para mais um dia. Amanhã, vai ser um dia mesmo bom, vais brincar mais, vais passear, vais ver muitas coisas novas.

– Porquê, pai?

– Porque é assim todos os dias. Cada dia traz sempre muitas coisas novas. Agora, neste momento, não sabemos ainda tudo aquilo que vamos ver, mas tenho a certeza de que vai ser assim. Amanhã, vais aprender palavras novas e, quando voltar a ser hora de ir dormir, já vais ser um menino mais crescido, a saber coisas que agora ainda não sabes. Vai ser assim todos os dias, todos os dias.

– Porquê, pai?

– Porque cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.

– Porquê, pai?

– Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.

– Porquê, pai?

– Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.

– Porquê, pai?

– Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.

– Porquê, pai?

– Porque tivemos sempre boas intenções, porque tentámos sempre proteger aquilo que nos era mais precioso e aqueles que conhecíamos como importantes e válidos, aqueles que tínhamos visto sempre perto de nós a acharem-nos importantes, válidos e a protegerem-nos também. Mas isto que acontece connosco acontece também com aqueles que não conhecemos. Também esses acreditam que têm boas intenções e que tentam escolher o melhor. E, se escolhem um mal, tentam que seja um mal mínimo. E também eles choram às vezes.

– Porquê, pai?

– Porque somos todos iguais na fragilidade com que percebemos que temos um corpo e ilusões. As ambições que demorámos anos a acreditar que alcançávamos, a pouco e pouco, a pouco e pouco, não são nada quando vistas de uma perspectiva apenas ligeiramente diferente. Daqui, de onde estou, tudo me parece muito diferente da maneira como esse tudo é visto daí, de onde estás. Depois, há os olhos que estão ainda mais longe dos teus e dos meus. Para esses olhos, esse tudo é nada. Ou esse tudo é ainda mais tudo. Ou esse tudo é mil coisas vezes mil coisas que nos são impossíveis de compreender, apreender, porque só temos uma única vida.

– Porquê, pai?

– Não sei. Mas creio que é assim. Só temos uma única vida. E foi-nos dado um corpo sem respostas. E, para nos defendermos dessa indefinição, transformámos as certezas que construímos na nossa própria biologia. Fomos e somos capazes de acreditar que a nossa existência dependia delas e que não seríamos capazes de continuar sem elas. Aquilo em que queremos acreditar corre no nosso sangue, é o nosso sangue. Mas, em consciência absoluta, não podemos ter a certeza de nada. Nem de nada de nada, nem de nada de nada de nada. Assim, repetido até nos sentirmos ridículos. E sentimo-nos ridículos muitas vezes e, em cada uma delas, a única razão desse ridículo é não conseguirmos expulsar da nossa biologia, do nosso sangue, dos nossos órgãos, essas certezas injustificadas, ou justificadas por palavras sempre incompletas. Mas é bom que seja assim. Porque podemos continuar e, enquanto continuamos, continuamos. Estamos vivos. Ou acreditamos que estamos vivos, o que é, talvez, a mesma coisa.

– Porquê, pai?

– Porque o amor, filho.

Confirma-se... Serei um pai horrível!

10/09/2009

Viva o PS

Ainda um pouco abalado com a noticia sobre o fim do «Jornal Nacional» da Manuela Moura Guedes, que escrevo estas linhas. E o abalo não tem nada haver com solidariedade, nada disso. Não. A preocupação é mesmo comigo.
Reparem, se é verdade que a Manuela foi afastada porque os espanhóis estavam muito incomodados, porque ela incomodava muito o Engenheiro Sócrates, e então eu tenho de começar a ter cuidado com as minhas opiniões. Imagine-se que aparecem uns espanhóis para comprar o IAB, e descobrem que volta e meia eu «malho» no governo, e pior, no Engenheiro!
As consequências poderiam ser horríveis. Por isso resolvi fazer como os Xutos & Pontapés, que decidiram elogiar José Sócrates, e agora até já são convidados para tocar em festas da JS, (Atenção eu não sei tocar, mas posso ler poesia da Andreia, dar toques numa bola como o CR9, comer donut's enquanto dou cambalhotas, etc) e manifesto o meu apoio e adoração ao nosso Engenheiro. «Me gusta el ingeniero!» (isto é para os espanhóis perceberem melhor).
Peço-vos que dêem algum desconto ao que escrevo. Sabem como é, as palavras são como as cerejas, e eu ás vezes estico-me. ATENÇÃO: quando escrevi «cerejas», não queria fazer qualquer alusão ás cerejas sem caroço da mandatária do PS para a juventude!

Body Lyrics (Tradutores!)

Na urgência de alguém com os mínimos conhecimentos de inglês, á contrário-senso do já famoso site tradutor de letras de músicas (http://letras.terra.com.br/), e ainda o (http://vagalume.uol.com.br/), e ainda o (http://www.anysonglyrics.com/), e ainda o (http://www.metrolyrics.com/), o (http://www.directlyrics.com/), e ainda o (http://www.musicloversgroup.com/), e ainda o (http://www.elyricsworld.com/), e ainda o (http://www.6lyrics.com), assim como (http://ohlyric.blogspot.com/) e todos os demais, aos quais eu não perco tempo com publicidade barata, aqui deixo uma tradução feita por mim, correcta da música.
Bodies by Ivo

09/09/2009

Vitória rotunda

O debate de hoje (Eng. José Socrates Vs Dt. Francisco Louçã) já não pareceu um combate para se ganhar só "aos pontos", como os outros e como vem sendo cada vez mais frequente...
Foi mesmo para se decidir por KO. E José Sócrates ganhou bem, tendo conduzido eficientemente o debate e não tendo tido qualquer pejo em continuar a "socar" o seu adversário onde ele se revelou mais frágil.
Foi interessante de ver como o "feitiço foi virado contra o feiticeiro".
Há muito tempo que digo e escrevo isto mesmo. Era preciso perguntar aos que só atacam, por aquilo que verdadeiramente defendem. José Sócrates fê-lo muito bem.

IAB, Robbie Williams Official Sponsor

Bodies

08/09/2009

O número que marcou, não está disponível

Meu pai tem 51 anos, e é parcialmente surdo. Poderia ser parcialmente apto, mas seria uma falácia. É parcialmente surdo. Quando em conversa, pergunto alguma coisa, responde ao lado. Sem tolerância, protesto contra a sua surdez, e ele afirma que «como» as palavras, ou mesmo que me esforço por criar distancia comunicativa. No fundo, conversa de surdos.
Traz-me triste, esta questão da incomunicabilidade. Percebo que a inteligência tem consigo, uma obrigação moral, tal como é expressa uma parábola de talentos.
O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão.
Já dizia Jacques Brel, «recuso-me a ser inteligente».
Actualmente, há uma enorme vontade de se parecer inteligente. Inteligência está na moda. Como tantas outras coisas no mundo, o sucesso não passa pelo simples exercício ou vontade de querer. Há que sê-lo.
O Português, acima de inteligente, é perito em falácias enganadoras, que ludibriam todos aqueles que alimentam a mesma doutrina.
Na verdade, não existem estereótipos, até porque se existissem, inventavam-se outros. Inventar é fácil.
Ainda assim, consigo apontar os desafortunados, cúmplices da «masturbação colectiva».
Exercício mental. Tema: O Aborto.
Por alto, diferencio três classes. Os que têm uma visão clubista: O Sim é de esquerda, o Não é de direita.
A segunda classe, fica pelo piso menos três dos argumentos, e usa interrogações do tipo: «Mas queres ver as mulheres presas?»
Os terceiros, embora não o formulem desta maneira, banalizam a vida pela evidência da exuberância e «facilidade» com que surge, em detrimento do valor extraordinário, da singularidade de qualquer existência.
Ou seja, é tão fácil criar uma vida, que a vida, em si mesma, é de valor relativo, sobretudo se não lhe apertei a mão, lhe conheço feições ou afaguei o cabelo.
No fim surge aquela frase extraordinária: «Tens que respeitar a minha opinião!» Não, não tenho. Teria se fosse simplesmente fundamentada. Não luxurias do que não se sabe de onde vieram.
Mas sobretudo, há a enorme tristeza de não conseguir comunicar.
Como é possível, (e outros afirmarão o mesmo, com sentido contrário), que algo que é para mim de uma clareza total, seja verdadeiramente opaco para os outros.
Penso que apesar de tudo, o treino profissional, o meio cultural de onde bebemos os instrumentos do intelecto, são fundamentais. O treino cultural, trás uma sensibilidade que é difícil de transmitir a quem nunca a teve a experiência do rigor de análise, mais ainda, da critica.
Podem agora dizer que este é um argumento de autoridade. Não concordo. Apenas a constatação de que diferentes treinos académicos fornecem instrumentos diferentes de análise.
Para mim, nada mais frustrante que tentar explicar a um adolescente ou não, algo para o qual ele fecha a mente. Ele julga que eu não percebo nada da vida, eu sei que ele sabe muito pouco da mesma.
Mas destas duas certezas subjectivas, eu sei, (porque penso), qual a verdadeira e qual a falsa e, no entanto, não consigo transmitir essa evidência.
Durante a vida, quantas vezes sinto essa impossibilidade de encontrar alguém que esteja disposto a ser ensinado, embora todos se afirmem dispostos a aprender. Diferença subtil, não?
E lá se caminha sozinho. Por vezes seguros, de que a terra anda á volta do sol e, no entanto, incapazes, apesar da veemência do discurso, não só de o provar como até, de o fazer entender. Provavelmente, porque, (e oiço o meu pai), eu «como» as palavras.

Melhor caminho para Lisboa

Gosto de gente prática. Caminhava eu para o Fórum Algarve, quando levanto os olhos para admirar uma lição de itinerários locais. De Faro ligado ao mundo. Diga? Caminho mais rápido para Lisboa? Gente impecável tem a solução. Só seguir as indicações.


Ana Duarte

Agora, são tempos de ver a Marisa no Centro Cultural de Macau. Porem, não sei bem porquê, (embora acredite que tal se deva a minha veia pimba), mas agradar-me–ia bem mais ver esta menina do vídeo abaixo. Pode parecer que este post é uma qualquer brincadeira de mau-gosto e de cariz machista. Garanto que não e. Estou é genuinamente emocionado com o desgosto da rapariga: Quem nem Teresa Guilherme bloguista, peço que alguém faca o favor de namorar com a pequena, que e tão trigueira!

07/09/2009

Humor de perdição

O português é romântico
Tem coração panorâmico
Já disse o tio Castelo Branco, é como no amor...
No humor de perdição...
É preciso ser pragmático,
Não o deixar sorumbático,
Dar-lhe um tema profiláctico,
O humor...
O humor de perdição...
Toque de cinta, parte o prato, põe a bata e tira a mão,
Pinta a manta, come a papa, rega a planta, como o pão,
Tira a espinha da chaputa, trinco a fruta, mato o cão,
Perca a queca, mas não perca...
O humor de perdição...

06/09/2009

Espantalhos

Sempre fui citadino, e ainda hoje lamento, não ter tido «uma terra». Nostalgia de quem nascia num chão verdadeiro, enquanto eu, nascia num vaso. Em criança, as férias na terra, passavam pelo Minho, e provocavam-me larga sensação budista, acompanhado de claustrofobia inerente aquele fim de mundo. Em viagens para o norte, em películas de aldeias da beira, sempre me fascinaram os espantalhos, figuras solitárias no meio do campo, espécie de bonecos de neve em tempo de verão. Assim como os ditos «cabeçudos» do Carnaval em Vilar de Mouros, e na avenida principal de Almada, os espantalhos provocavam-me medo, com o braços abertos e mãos de palha. Eu sentia uma profunda afinidade com os passarinhos, para quem as pessoas crescidas, inventavam papões de assustar. Para afastar tremores, sorria perante a ideia de que os pardais, espertos como são, ignorassem a ingénua trapaça dos homens que plantam ao sol pobres de ossos de pau, vestidos de restos que ninguém quer.

Adaptado de «Sinto muito» de 'Nuno Lobo Antunes'.

05/09/2009

Helder Conduto

Post, este que não passa de um alerta para a RTP.
Sorrio esperançado, que centenas de utilizadores, ao escrever nome de «Hélder Conduto» em qualquer motor de busca do planeta, tenham o privilégio de encontrar esta minha homenagem, a este grande profissional em forma de fraude fanática.
Já em ocasião anterior aludi a este espécime.
Ontem, saiu do Estádio da Luz com uma bicicleta às costas.
Paradoxalmente, era a bicicleta que puxava por ele e não ele que puxava pela bicicleta.
Uma anormalidade patenteada ao longo de todo o jogo entre o Benfica e o V. Setúbal, que demonstrou a falta de categoria, de profissionalismo e de respeito pelo Benfica e pelas suas Gentes.
Hélder Conduto continua a ter uma “conduta” vergonhosa e indecente quando é destacado pela RTP para “cumentar”, “relatir”, ou lá o que é – pois é quase indecifrável qualificar o que ele faz ao longo das transmissões dos jogos em que o Benfica intervém.
Neste último jogo questionei-me novamente sobre o seu comportamento verbal.
Dizem que é benfiquista. Benfiquista?
Das duas, uma. Ou vive aterrorizado por qualquer potencial despedimento e faz o jogo de algumas chefias como que tentando justificar a todo o custo o seu ganha-pão com uma “imparcialidade recomendada” através de referências a assuntos laterais e não só, tentando com isso minimizar e achincalhar o Benfica, ou revela total incompetência para “relatir” ou “cumentar” os jogos em que o Benfica intervém.
Foi uma noite em que Conduto bolçou disparates em catadupa que revelaram uma disfunção doentia e que urge tratar com a maior brevidade.
Começo pela assistência.
Ao invés de atirar, como atirou, com um número calculado a olho e sempre por defeito, deveria certificar-se de que na Luz estiveram mais de 40.000 pessoas e não os “minimizantes” 30.000 que mencionou inicialmente. Se quisesse ter sido rigoroso e sério, teria aguardado pela informação correcta.
Depois, dando continuidade à sua aberrante exibição, começou por referir que “Javi Garcia não marcava golos desde quando jogava no Osasuna”.
- Que interesse tem isso? O Javi é goleador?
A seguir foi o “Cardozo que já ia em dois “panaltys” falhados para o campeonato da Liga…”
- Mas com que propósito este pascácio faz estas alusões?
Mas a estupidez e a imbecilidade não pararam por aqui. Elas continuaram a fluir imparável e miseravelmente na postura de Hélder Conduto aos microfones da TV.
E lá veio a “ferroadela” no David Luiz. “Um grande defesa central, transformado em defesa-lateral banal”.
Mas quem é este comentador que continua a vomitar como um vesgo, este chorrilho de referências deslocadas e eivadas de um anti-Benfiquismo do mais bastardo que se possa imaginar?
Depois foi Schaffer o alvo das sujas leviandades do Conduto.
Fez uma alusão muito depreciativa, rotulando malevolamente a sua estadia no IFK Gotemburgo com uma estúpida patacoada acabando por rematar que o jogador veio para o Benfica para se reabilitar.
Quem esteve atento, apercebeu-se inequivocamente que as intervenções deste “fenómeno” foram sempre depreciativas para o Benfica tentando depois amenizar essas suas críticas com um ou outro “elogio” barato e por vezes despropositado, como que dando “uma no cravo e outra na ferradura”.
Fez-me lembrar um “rolha”, que a todo o custo quer manter a sua cabeça fora de água, quer manter a sua “sobrevivência”!
Esta foi, seguramente, uma das piores e mais lastimáveis “exibições” de um “cumentador”, que recentemente passaram na Luz.

A RTP, como televisão pública tem de pôr mão neste despautério.
Todos sabemos que esta estação está infestada de “andrades” com alguns “lagartinóides” à mistura. Esta é a verdade. Nua e crua. Ao menos que fossem profissionais, mas estamos a pedir o impossível.
Houve, em tempos, “directores de comunicação” que não fizeram outra coisa senão seguir a estratégia de “tomada de poder” em todas as frentes, fazendo o seu “trabalhinho” em prol da agremiação condenada desportivamente por corrupção tentada, sendo depois generosamente recompensados com um lugar de destaque na agremiação da corrupção e da fruta. Hoje, quem estiver atento “ao sotaque” da maioria dos elementos que desempenham funções na área desportiva da RTP, constata iniludìvelmente que a “pronúncia do norte” abunda desmesuradamente em todas as tocas desportivas dessa estação, desde a capital até ao “norte corruptor”, e que quase sempre chega a atingir uma nojice e uma sem vergonha descaradas, onde a isenção, o rigor e a imparcialidade são valores há muito jogados ao caixote do lixo.
Mas paradoxalmente e finòriamente, para disfarçar, lá colocam de quando em vez estes testas de ferro que fazem o papel de autênticos comentadores fantoches.
Hélder Conduto, se por acaso, nestas alturas, fosse radiografado por qualquer departamento médico, entraria imediatamente para o “Guiness”. Seria um fenómeno à escala mundial. Os serviços médicos iriam encontrar um ser humano sem coluna vertebral, bolçando um anti-Benfiquismo “forçado”, do mais reles que se possa encontrar.
Mas não contente com os constantes dislates em relação ao Benfica e seus jogadores, para gáudio da corja anti-Benfica que o ouvia e assistia à transmissão, ainda relatou o episódio entre Jorge Jesus e Carlos Azenha.
- Mas que interesse tem isso para o jogo e para os espectadores da TV?
Que interesse tem para o jogo em causa, para os adeptos Benfiquistas e do V. Setúbal, que o Jesus e o Azenha em 2002 se tivessem travado de razões?
Com que objectivo refere que o Jorge Jesus teve de pedir desculpas formais ao Carlos Azenha, «e que isto e mais aquilo»?
Urge a Conduto tratar-se!
Porque se não te trata, alguém, mais tarde ou mais cedo, vai tratá-lo e bem!
É que há uma boa terapêutica inicial para que fique saudável.
Nem a bicicleta o ajudou!
Numa noite corrida, e sempre a um ritmo veloz, viu o “oito” das suas rodas, mas lamentavelmente nem pedalar nela soube!
Realmente é mais um “triste” ao “serviço” da RTP.
Que venha o “carro vassoura”!
Helder Conduto, que pela blogosfera se arrasta, por fim nos encontramos.

Ditadura comunista

Cá, pelos lados da margem sul, as festas de Corroios já têm a sua imponência. Não só pelos grupos musicais de qualidade, como toda a organização que tem sido de excepção ao longo destes anos. As festas populares de Corroios contam com um espaço para o movimento associativo e partidos políticos junto de um dos palcos da festa. Nesta zona todos os espaços são gratuitos e têm todos o mesmo espaço, ou seja 3,5 metros de frente. Há no entanto uma excepção que é o PCP que tem um espaço de 3,5m da CDU, um de 3,5m da JCP e um com cerca de 15m do PCP. O PCP, explora o dito espaço para efeitos de restauração.
Este ano o PS, apelando á justiça democrática, requereu um espaço de igual dimensão ao do PCP. Foi prontamente negado. Ainda se pode ler, numa faixa revoltada, "Seixal Ditadura Comunista PS Impedido de Participar nas Festas". Felizmente fui tratar de uns dias no Algarve, e consegui fugir ao desmoronamento deste bom senso.
Outra situação que suscita algum riso, é o facto do cartaz da festa do Avante. Impressão minha, ou se o cartaz fosse apenas com a participação do meu leitor de CD's, a dita festa da demência iria reunir o mesmo número de pessoas. Aquele gente, quer é álcool e ganzas. Amigos, poupem dinheiro, quando a qualidade já não existe.

03/09/2009

Nota informativa

Não sei se já repararam, mas este blog não respeita, nem vai respeitar o Acordo Ortográfico.