agosto 25, 2009

Matam o Português


Eu nem sou destas coisas. Mas como no IAB é possível encontrar uma diversidade grande de conteúdos, e eu como Bloguista, tenho o dever de defender as cores da minha camisa, vou falar.
Actualmente, os facilitismos educacionais têm colocado o sorriso na boca dos ministros, sempre que olham para uma estatística positiva, enquanto relativa ao ano transacto. Nada mais falso.
Se as estatísticas são realmente tão importantes, ao nível do controlo – que entenda-se; eu concordo que sim – Porque são brutalmente deturpadas, usadas de forma a criar sorrisos, sobre desgraças disfarçadas? Esqueceu-se que o principal objectivo das escolas é educar, e substituiu-se essa ideia, por mostrar ao mundo que cá se educa.
Pede-se o ridículo de alguém criar estatísticas que por sua vez, controlem as estatísticas base, pois essas estão doentes.
Os facilitismos, só facilitam mesmo a nível temporário, pois surgem mais tarde, em forma de mau funcionário, de mau homem, de mau cidadão.
Trata-se de uma luta constante no erro, que nem criança a quem se faz todas as vontades para não a ouvir chorar.
É sinistra a forma como se escreve, é sinistra a forma como se pensa, é sinistra a forma como a pouca soberania que ainda retemos, se tem vindo a desfragmentar numa espiral de ostentação surreal da cultura no nosso país.
Já não existe a criança preocupada com a forma como comunica, pois essa é suficiente, numa sociedade, que se entrega á letargia do menor esforço, hierarquicamente atrofiada de valores, sociedade essa que domina perfeitamente os nomes dos lutadores de WWE.
Triste realidade, quando actualmente – arrisco 60% - dos estudantes, apontam como o seu primeiro livro o ‘Cavaleiro da Dinamarca’ ou ‘Felizmente há luar’.
Não se incentiva a leitura, e quando se faz, esta começa a ser tomada aos olhos do castigo ou da obrigação.
Gera-se o ócio mental, a indecisão ridícula, e a certeza aparece por influência imposta.
Uma influência que em nada foge ao fruto de toda uma sociedade com as características vincadas na falta de princípios, uma sociedade que cada vez mais não sabe o que é um afecto, um abraço, porque actualmente uma troca de olhares é suficiente.
Mais triste que a tristeza de uma insuficiência oral e escrita, é o preconceito criado por estas pessoas, que mesmo sem estímulo de alterar tal incapacidade, recuam com a perfeita noção de que são carentes de conhecimento básico. Um obscurantismo, um ocultismo que gera a completa falha no passa-palavra da informação, da cultura.
Tal carência de informação, rapidamente se reflecte no pensamento mais básico. Pensamento atrofiado esse, que me faz ouvir, tantas ambições megalómanas, que não passam de auto-ridicularizações inalcançáveis, caso toda a rotina se mantenha .
Em género de alerta, quem nem um pequeno dicionário para não se fazer figura de parvo á mesa do café, quando se ouve uma palavra que não se tinha ouvido antes, ou uma série de perguntas ainda hoje sem resposta, que pode muito bem ser usada em situações de ultima rácio. - Ao lado destes problemas, uma hipoteca confiscada pelo banco, é como passar pela casa de partida sem receber os dois mil escudos -
Proponho por ventura uma pequena amostra de variações de poesia para impressionar pessoas com menos contacto com a produção poética – Estudantes de literatura - por exemplo, e uma serie de pensamentos que facilito desde já, para que o leitor se recorde e use no trabalho, na casa de banho, ou a escrever na porta de uma casa de banho pública. Talvez não facilite nada. Facilitem-se todos vós.

IA

agosto 24, 2009

Olhar no deserto


Quando todos vão dormir, é mais fácil desistir
E quando a noite está a chegar, é difícil não chorar
Eu não quero ser, a luz que hoje eu fui
Não quero ser alguém, sou um barco que afundou.
Tu não precisas, que eu seja
As lágrimas que vedes, não quero ser de novo
Um tributo que só eu veja.
Agora acordei, e senti-me sozinho,
Um barco sem vela, um corpo sem ninho
Amanhã amanheço e visto-me de preto
Lembro o tal gesto cansado, e o olhar no deserto…
Hei-de adormecer, e nem sei para que lado
Um corpo sem alma, guitarra sem fado
Um pesadelo de noite, e olho-me ao espelho
Terei umas mãos de criança, num rosto de velho…
Porque;
Quando todos vão dormir, é mais fácil desistir
E quando a noite está a chegar, é difícil não chorar
Hoje, com nuvens, diz-se se tenho coração,
Pois não penso em mais nada,
Apenas quantas são as pastilhas que vos fazem soltar do chão?

agosto 22, 2009

Artista frustado


Uma chatice, cair imediatamente por terra qualquer tentativa de ser bom. Desenhas-me como ninguém, e eu não me arrisco ao mesmo.
Por outro lado,cada vez que escrevo para ti, os meus textos assemelham-se a brincadeiras, quando me respondes com um dos teus. Até o meu sorriso parece patético quando encontram os teus olhos brilhantes.
O que melhor faço, não passa de um morder de lábio inferior, sempre que me deixas sem saber o que dizer, sempre que te penso um pouco mais. Sempre que penso que não posso adormecer sozinho mais esta noite.
Ando a falhar a cem por cento, e o próximo passo é tornar-me ridículo.

agosto 19, 2009

Deus e Jesus

A morte é uma coisa terrível. Essa ideia, arrepia muita gente.
Pessoalmente, pior que a morte em si, é a ideia de que todos nós vamos para o ‘descanso eterno’ de fato e gravata. Quer dizer, ninguém devia ir para o descanso eterno de fato e gravata. Mas isso acontece porquê? Acontece porque os católicos acreditam, que nós temos de ir bem vestidos, para sermos recebidos por Deus. Certo.
E como é que Deus vai vestido? Deus anda de túnica, e com pantufas, e o Menino Jesus, em tronco nu e de fralda.
Que idade terá Deus para andar vestido daquela maneira? E mais. Questiono-me, que prenda poderá Jesus dar ao seu pai? Porque ninguém pensa nisto, mas Deus faz anos, como toda a gente. Que prenda é que se pode oferecer, a uma pessoa que afinal, já tem tudo.
Porque todos nós quando queremos oferecer alguma prenda a alguém, normalmente pensamos, ‘o que é que ele/a ainda não tem? Ele já tem tudo.’ É mentira, não tem. Uma betoneira, funciona sempre. Raras pessoas têm betoneiras. Mas com Deus é mais difícil. Deus já tem mesmo tudo. Betoneiras, aliás, Deus tem uma colecção de betoneiras, Deus se quiser faz nestum em betoneiras, só para verem o nível de Deus.
Agora a questão que se eleva é «o que é que se oferece a uma pessoa que já tem tudo?»
Mesmo que o filho, neste caso, Jesus, queira oferendar o pai, com um presente, no dia dos anos dele, e caso Jesus, se lembre de por exemplo ir á Fnac do Fórum Almada, isto é, ponha um robe, e vá ao fórum, pois não vai para o fórum de fralda, porque senão está a pedi-las. Cabelinho comprido,
«Ai, eu sou Jesus!» …
- ‘Então não és querido; somos todos! … És pois’
Mas, não dispersando; mesmo que ele vá á Fnac do Fórum Almada, ele chega ao rapaz do staff e diz:
«Olá, o meu nome é Jesus, o meu pai é Deus…»
- ‘Então não é…’
«… e eu queria oferecer uma prenda diferente ao meu pai, o que é que acha que eu posso oferecer ao meu pai assim de diferente?»
- «Olhe, só se for… bem, porque é que não lhe oferece, uma colectânea dos beatles
- «Boa… boa… mas ele já tem quase tudo, já só lhe falta o Paul Mccartney. Não sei, eu não queria estar a oferecer repetidos».
- «Então e porque é que não lhe oferece o novo da Cesária Évora?»
- «Ah, já sei… o ultimo dela»
- «Não, o ultimo não, é o novo dela. É o ultimo, mas é o novo»
- «Não, não está a perceber… é o ultimo! Já chega, Cabo Verde e tal, já entendemos. Mas olhe, já sei o que lhe vou oferecer. Vou-lhe oferecer um Saddam, destes dos novos, porque já tem um fiozinho para pendurar no retrovisor do carro. É, o meu pai passa-se com esse tipo de coisas».

O Papa

É algo que já aqui abordei, mas volto a fazê-lo. Uma certa Daniela, lá me disse em tempos próximos, que achava que este Papa, tinha cara de nazi. E não foi, nem é a única reclamação que já ouvi acerca do próprio.
É certo que todas as pessoas andam a dizer, «eu não gosto deste Papa, não sei porquê, gostava mais do outro Papa».
Eu acho que não importa o que ele faz ou não faz, o que importa é que tenha um ar querido. É isso que as pessoas querem. Este espanta um bocado pardais, o outro tinha um ar mais querido, simpático. É por estas e outras, que eu acho que o próximo Para, devia de ser um Coala. É querido, é fofinho.

Nutrição

Olá minha gente desnaturada. Ao que parece chamar gordo a alguém é falta de educação, e pensam que chamar magro não é, mas é.
E depois, ainda sou rapaz para ouvir alguém me dizer; ‘Ai que sorte! Podes comer o que queres, e não engordas’ Que sorte? - Eu tenho 1.90m e peso 15kg… Porque é que não vão dizer isso para África? «Ai que sorte que esta senhora com moscas tem, farta-se de comer arroz com terra e continua um espeto».
O que é certo, é que vou aprendendo com a vida, e realmente a mulher, entenda-se o ser humano, enquanto mulher, tem as suas manias incompreensíveis. Nunca se pode dizer a uma mulher que está gorda.
Até pode ser um cachalote, uma traineira, que nunca está gorda. Ela está cheiinha, está forte vá, está larguinha. Está um boi! Um boi é o que ela está, mas isso não se pode dizer. Está cheia de carne. E a culpa nunca é do que elas comeram. Nunca. A culpa é sempre da roupa. É inimaginável o quando costas largas têm as pequenas peças de roupa. A culpa não é da vaca inteira, que elas comeram de manhã ao pequeno-almoço em forma de bifana, não, a culpa é da roupa. Tanto que se ouve, «ai estas calças fazem-me o rabo grande». Bem, não são as calças minhas amigas, uma pessoa ou é gorda, ou é magra; não são as calças que comem pastéis de nata em Belém.

agosto 02, 2009

O desespero

Quando era pequeno tinha medo de cães, como todas as crianças que não convivem com animais. Diziam-me então os adultos - quando o meu instinto era desatar a correr se via um cão a menos de 100m - não te mexas, o cão só te faz mal se farejar o teu medo. Libertas adrenalina e o cão é sensível ao cheiro. Sente-se ameaçado, e por sua vez ataca-te.
A mesma medida aplica-se perfeitamente às pessoas do sexo oposto que nos interessam - não te mexas, a pessoa só te maltrata/abandona/ignora/abusa de ti se farejar o teu desespero. E porque eu não sou assim, peço-te, imploro-te, afasta-te - enquanto eu gosto um pouco de ti. - Mas não assim.

IA