30/07/2009

Meios de transporte

Olá criaturas esquisitas. Grande ausência hein? De que vou falar hoje? Eu, quando me quero deslocar de um lado para outro, faço por intermédio de um meio de transporte, assim como arrisco que todos o façam. O que é certo é que hoje em dia, utilizamos todos e qualquer meio de transporte possível. Até mesmo de avião. Há pessoas que andam de avião, e quando há um acidente queixam-se. Morreu muita gente. A questão que me faz espécie é; queixam-se de quê? Já viram algum acidente aéreo que tenham morrido 120 gaivotas? Arrisco que não. E porquê? Porque as gaivotas foram feitas para andar lá em cima, nós, somos rasteirinhos, fomos feitos para andar cá por baixo. E então inventaram umas regras, de segurança, para justificar andar de avião. É para nos sentir seguros. Ora digam-me lá todos, não se sentem seguros sabendo que a dez mil pés de altitude, se houver algum problema com o avião nós temos um colete salva vidas debaixo do banco? Daqueles de encher. Dá jeito não dá? Alguém pode querer nadar na nuvens.
Outra coisa que acho engraçado, são as instruções de segurança. Acompanhados de toda aquela mímica própria das hospedeiras de bordo, dizem-nos «Este avião tem seis saídas de emergência. Duas á frente, duas atrás e duas sobre as asas». Digam-me por favor, quem é que quer saber onde é que são as saídas de emergência de um avião? Certamente se o avião for a cair, alguém se levanta, dirige-se lá e diz «Olhe, se faz favor, onde é a porta? Quero ir lá para fora, é que isto vai a cair».
Na minha opinião, em caso de acidente, a saída de emergência é criada pelo impacto. É bem na fuselagem, e os passageiros saem mesmo sem querer. Não andam lá «Olhe a porta sff».
E ainda bem viva na minha memória, está a minha favorita. Acontece quando se houve uma voz, que identifico logo como sendo Deus, e nos diz: «Senhores passageiros, em caso de despressurização umas mascaras cairão do tecto. Ponha a mascara sobre o nariz, prenda o elástico á volta da cabeça e respire normalmente» Eu acho piada, porque aquilo não salva a vida a ninguém. Tenho uma desconfiança que essa situação existe, só para não sentirmos o cheiro do resto da tripulação a borrar-se de medo enquanto o avião cai. Mas são ideias. Por essas e por outras é que eu gosto de andar de carro, cá em baixo. E eu uso o carro para quê? Para andar. Há sujeitos que usam os carros para outras coisas. Já viram uma moda, que é colar folhas A4 no vidro do carro, a dizer «Vende-se, telemóvel, 91 XXXXxXXx». Não tem nem a marca nem o modelo do telemóvel. Agora pergunto, quem é que vai comprar um telefone pelo número? Isto está a chegar a um ponto tão extremo que no outro dia, vi um automóvel a vender um telefone fixo. Demais.
Eu gosto de carros mas não entendo nada de mecânica. Sou sincero, sou homem, mas não sou daqueles que sabem os nomes das peças e por aí fora. Estou certo que um dia que tenha um furo, há-de para uma bruta morena, torneada, e calorosa, só para me ajudar. Mas isto á conclusão, que ia de carro com uma amiga minha, no carro dela, e o carro ia com um barulho esquisito debaixo do capot. Nós fomos ver o que era aquilo e era um barulho. Não, não exageremos. O que é certo é que eu disse «Olha, o teu carro está com um barulho esquisito no motor». «Ah, deve ser algum cilindro» Fiquei espantado «Cilindro? Quê? Tens água quente no carro?» Riu-se de mim, e com o olhar mais carinhoso do mundo disse-me «Não, os motores têm cilindros, depois a gasolina faz uma explosão, os cilindros andam lá para cima e para baixo…» e eu «Ah… já estou a perceber. Os carros GPL como são a gás têm esquentadores». Mas não têm. Para mim até tinha lógica. O carro não pegava, e estava lá o seu proprietário, quando lhe ofereciam ajuda «Oh amigo, quer que empurre?». «Não, dê-me lume, o piloto apagou-se o carro não pega».
Mas ainda assim, mesmo nos carros, tendo em conta que há acidentes, inventaram também as regras de segurança. É o código de estrada. Saiu á pouco tempo o novo código de estrada, que diz o quê? Diz que somos obrigados a usar um colete no carro. É obrigatório. Em todo o país é um colete reflector, mas cova da moura e em Almada, é á prova de bala. Mas regras são regras. Eu acho que os coletes reflectores, dão origem a alguns equívocos. Desde trolhas a policias, tudo anda de colete reflector. Ainda no mês passado em Fátima, a Nossa Senhora estava confusa, não sabia se estava um grupo de sete a ir em peregrinação ou se o carro avariou pelo caminho. E agora segundo o novo código de estrada, somos obrigados a ter dois triângulos no carro. Um para por atrás e outro para por á frente. Tem lógica. O carro avaria, toca a pôr os dois triângulos. Convêm mesmo por um a frente, porque estamos em Portugal, e o mais provável é vir um velhote em contra mão, e nós não vamos acabar com eles, vamos avisá-los – Atenção está ali alguém – E é bom que se respeite o novo código, porque as operações Stop andam por aí. Ainda a semana passada, fui mandado parar numa operação Stop. Fiquei em espera pois eram mais as vitimas, eu não fui o único. Estava lá um senhor, daqueles que gostam de colocar coisas extras nos carros. É o chamado Tunning. Eu pessoalmente, não tenho nada contra o tunning, nem a favor, nem contra, mas o que é certo é que a polícia implica. Implica porquê? O sujeito em questão, nem tinha alterado muito o carro. Tinha apenas colocado um aileron, para cortar o vento, e debaixo da matrícula, tinha uma daquelas luzinhas roxas, que se usa nas mercearias para matar as moscas. Não era nada de especial, mas ainda assim o policia achou e disse «Eu tenho de lhe passar uma multa, o seu carro está alterado» Para dizer a verdade, quando o policia disse, o seu carro está alterado, eu olhei para o carro da policia e pensei «LOL». «Ai aquele é que está alterado? Tinóninoni». Implicam.

08/07/2009

Eu gosto


Gosto de café e do cheiro a torradas pela manhã. Gosto do Verão. Gosto do mar, do seu cheiro e do seu barulho. Gosto do pôr do sol abraçado a ti. Gosto do sol quente nas tardes de Inverno. Gosto de ouvir a chuva e da trovoada mas debaixo dos cobertores. Gosto de estar na rua quando chove.
Gosto de me apaixonar. Gosto de namorar. Não gosto de engates nem de infidelidade, mas gosto do jogo de sedução. Gosto que gostem de mim e de me sentir desejado e apaixonado. Não gosto de ser esquecido nem da solidão.
Gosto de rir, de sair, de viajar. Mas também gosto de não fazer nada, do ócio saudável. Gosto de ir ao cinema, de sair a noite. Gosto de dançar, dançar, dançar contigo!
Gosto de exercício físico. Gosto muito dos meus amigos, de um abraço forte e verdadeiro. Gosto da sinceridade nos outros. Não gosto de falsas amizades. Gosto de ir ao teatro e jantar fora. Gosto de andar de carro ter-te a meu lado, ouvir musica e cantar mesmo que fora do tom. Gosto de filmes em DVD enroscado no sofá com pipocas, e o topping de morango, com a tua companhia.
Dos teus abraços e beijos longos. Gosto de te pensar, sonhar com o final do dia e namorar só mais um bocadinho contigo. Gosto de ti. Gosto do teu ar, do teu olhar inocente, da tua forma de dançar, e até de jogar snooker. Gosto de te sentir, de me calar para te ouvir. Gosto de me deitar ao teu lado para dormir, acordar, levantar-me e rir quando nos lembro. Gosto da tua boca do teu sorriso aberto, a tua voz cantada, a que todo o mundo te dá menos idade. Gosto do teu cabelo preto que não é nem estranho nem normal. Gosto do olhar mais secreto. Gosto de te ter junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração. Gosto de te sentir por perto e saber que tudo está certo. Gosto de ti. Mas gosto muito de mim, tanto que tenho medo de todos aqueles que me diziam, «tu, ainda vais ser famoso».


De que falamos quando falamos de amor?

De que falamos quando falamos de amor? Falamos de paixão, ou falamos de um amor que tem que ser? Eu gosto de paixão. A dois, não a imagino isolada. Quero-a nova, fresca, sem marcas do tempo "isso é difícil", dizem alguns, "com o tempo isso passa" dizem outros... Que comodidade absurda de quem está na vida apenas a vê-la passar! Gente que não corre riscos, que vive confortável nos gestos seguros. De que nos serve um coração forte e pleno se não o usarmos da melhor forma. Se o atrofiamos com os mesmos gestos rotineiros e cinzentos só porque são horas ou está no calendário? Um coração serve para me fazer sentir vivo. Gosto de o sentir bater ritmado mas com força e vontade. Não entendo de outra forma. Por isso quando falo de amor, falo de paixão, coração e de tudo o que lhe vai dentro. De que falamos quando duas pessoas que se amam falam todo o dia sem dizer nada? Falamos de quê? De gente idiota que não aproveita a oportunidade, de gente arrogante que vive só virada para si, ou falamos de rotina? Não gosto de rotina. Não a admito e muito menos a alimento. O meu coração vomita-a, ou então não lhe abre a porta. É disso que eu falo quando falo de amor. Falo de conversa apaixonada, desejos, sonhos, ciúmes, brigas e reconciliações... Posso só dizer disparates, mas quando falo de amor. Falo. Não deixo que o façam por mim.

02/07/2009

Casamento Homossexual

Olá gente esquisita. Isto não horas para estarem acordados? Hoje, no meu primeiro post, depois da doença, vou falar-vos do, casamento homossexual. Hum? Pois, eu sei. E já está o miúdo no carro a perguntar – Pai, o que é um casamento coiso? – e o pai responde: Aaaaa… pergunta á tua mãe. E o miúdo – O que é um casamento coisa, Justino? – Perceberam? Não, é só uma piada fraquinha, reconheço, como também serve para explicar aos petizes o que é o casamento homossexual. Contem-lhes a história, e eles vão entender.
Agora, não lhes contem a história de um partido, que tem por logótipo uma rosa, e que diz que o tal tema, coiso, não está na sua agenda política. Desculpem? Sem discriminação, mas afinal o partido Socialista tem uma agenda política, ou um calendário daqueles de garagens de mecânicos, com mulheres nuas? Eu não estou aqui a expressar se sou contra ou a favor, até porque já o fiz no IAB. Para dizer a verdade, não penso muito nesse assunto, excepto, nos dez minutos por dia que dedico a imaginar duas espanholas em lua-de-mel. Mas, voltando á agenda, e se, subitamente, a maior empresa mundial de casamentos gay, quisesse montar uma fábrica na Azambuja para produzir factos para quem faz de noivo, mas que tinha de ser testados em Portugal? Isso fazia do casamento homossexual, o chamado PIN. Ou seja, Projecto de Interesse Nacional. Pin! E pin! Assim entrava para a agenda politica do PS, á mesma velocidade que o telemóvel da kristen Stewart entrou na minha. Eu sei que estou um bocado chato, mas o assunto é alegre. Vão pelo Ivo, que é mais alto, e os recados do Senhor chegam-lhe primeiro. – Se querem por o casamento coiso, na agenda do primeiro-ministro, há que explicar de forma a que este tipo de casamento pode gerar… calma… pode gerar postos de trabalho. – Olá como está? Nós queremos construir umas capelas estilo Marroquinichic em Tróia e um campo de golfe com dezoito saunas, e um hotel transparente em Azeitão, e uma central de purpurinas em Odeceixe. É um exemplo estereotipado, uma salada fria de clichés, mas também são nove e tal – mas acreditem que são esse tipo e conceitos que falam ao coração do governo.
E já agora, deixo a pergunta: Como é que se exige disciplina de voto a Manuel Alegre? Com uma cadeira? Talvez um ancinho para feno? Não? No dia que o Manuel Alegre obedecer a uma disciplina de voto eu gravo e publico aqui um vídeo, deste post, vestido de fato de pirata. Para mim não vai ter a mesma graça, mas eu digo que venho. Vou já pôr aqui na minha agenda. Não mãe, escusas de estar aí a bater no ecrã do computador, porque já está prometido. Até logo!

BX-xovb7t

Olhem eles! Bem, mas que ausência. É verdade. A razão da ausência é simples, primeiro, não tive tempo para nem um ‘olá’ vos dizer, e em segundo plano, não menos importante, um diabólico de um bug, celebrou a vitória de não me deixar postar, nem que fosse um espirro. Tenciono apresentar-vos o dito erro, que se intitula de «bX-xovb7t». Não posso deixar de agradecer ao Clube de Bloguistas Portugueses, blogue esse a que tenho o privilégio de sempre que posso, expressar um pouco da minha estupidez, e desta vez, a disponibilidade demonstrada, e útil, ajudou-me bastante a resolver o dito problema. Mais um vez, um muito obrigado ao CBP.
IA