Quão doente tem de estar a sociedade, para que se gaste tanto tempo a esmiuçar um assunto menor, como são as eleições legislativas, e tão pouco ou nenhum a discutir a fantástica entrevista de César das Neves deu ao Jornal O independente? E quão doente tenho eu de estar, para começar um post no IAB com a palavra «Quão»? As respostas às duas questões são muito evidentes. Em duas páginas de entrevista, César das Neves, usa cinco vezes a palavra «Deboche», e condena o aborto, o preservativo, a homossexualidade, a masturbação, e tudo o que de um modo geral, ele pensa que pode dar prazer a alguém. A tese fundamental de César das Neves, é a seguinte: «O acto sexual, não é só uma questão de prazer», E se for excluída a intenção de procriar, o sexo transforma-se numa «coisa mecânica, animal». A ideia de que o sexo para pro-criar é humano e para usufruir de algum prazer já é «uma coisa animal» é interessante e a natureza confirma-a: Quem são os animais, que para os quais, o sexo serve única e exclusivamente para o propósito de procriação? Raríssimos, se é que há algum. Mas quantas vezes não vimos já, no National Geografic, um urso a chegar á toca, cansado de um dia de trabalho, apenas para encontrar a ursa mergulhada numa banheira, enfeitada com pétalas de rosa e velas a toda a volta, convidando o macho para uma noite de prazer animal? Tantas. No fundo é por causa de pessoas como o César das Neves que o sexo é tão bom. Sem aquela noção de pecado, de transgressão de malandrice perversa, o sexo teria muito menos piada. Por isso, peço desculpa, por dizer tão cruelmente, mas a verdade é que, César das Neves me excita. Não vale a pena fugir á realidade. Este homem faz mais pela minha sexualidade, com uma simples entrevista no O independente, do que três carrinhas cheias de coelhinhas da playboy. Ainda hoje, não compreendo porque é que o DN não imprime a entrevista de César das Neves, na página central, e com folha desdobrável, para que milhares de mecânicos possam pendurar nas paredes das oficinas em todo Portugal. Só pode ser má vontade de algum puritano. Mas também é preciso dizer, com a mesma honestidade, que em certos aspectos, César das Neves, não tem razão. A condenação da homossexualidade não me incomoda por aí além. Simpatizo com a causa da defesa dos direitos dos homossexuais, mas não estou particularmente empenhado nessa luta. Agora, não admito que César das Neves toque na masturbação. A masturbação é um direito inalienável do ser humano, que só por esquecimento imperdoável ou pérfida maldade, foi omisso na Declaração Universal das Nações Unidas. Em defesa da masturbação, estou disposto a ir até ao fim do mundo, e não estou sozinho. Milhares de adolescentes de óculos e caras cheias de borbulhas estão comigo. Prepare-se para nós, César das Neves.César das Neves, o ‘Sex Symbol’
Publicada por
Ivo Almeida
Quão doente tem de estar a sociedade, para que se gaste tanto tempo a esmiuçar um assunto menor, como são as eleições legislativas, e tão pouco ou nenhum a discutir a fantástica entrevista de César das Neves deu ao Jornal O independente? E quão doente tenho eu de estar, para começar um post no IAB com a palavra «Quão»? As respostas às duas questões são muito evidentes. Em duas páginas de entrevista, César das Neves, usa cinco vezes a palavra «Deboche», e condena o aborto, o preservativo, a homossexualidade, a masturbação, e tudo o que de um modo geral, ele pensa que pode dar prazer a alguém. A tese fundamental de César das Neves, é a seguinte: «O acto sexual, não é só uma questão de prazer», E se for excluída a intenção de procriar, o sexo transforma-se numa «coisa mecânica, animal». A ideia de que o sexo para pro-criar é humano e para usufruir de algum prazer já é «uma coisa animal» é interessante e a natureza confirma-a: Quem são os animais, que para os quais, o sexo serve única e exclusivamente para o propósito de procriação? Raríssimos, se é que há algum. Mas quantas vezes não vimos já, no National Geografic, um urso a chegar á toca, cansado de um dia de trabalho, apenas para encontrar a ursa mergulhada numa banheira, enfeitada com pétalas de rosa e velas a toda a volta, convidando o macho para uma noite de prazer animal? Tantas. No fundo é por causa de pessoas como o César das Neves que o sexo é tão bom. Sem aquela noção de pecado, de transgressão de malandrice perversa, o sexo teria muito menos piada. Por isso, peço desculpa, por dizer tão cruelmente, mas a verdade é que, César das Neves me excita. Não vale a pena fugir á realidade. Este homem faz mais pela minha sexualidade, com uma simples entrevista no O independente, do que três carrinhas cheias de coelhinhas da playboy. Ainda hoje, não compreendo porque é que o DN não imprime a entrevista de César das Neves, na página central, e com folha desdobrável, para que milhares de mecânicos possam pendurar nas paredes das oficinas em todo Portugal. Só pode ser má vontade de algum puritano. Mas também é preciso dizer, com a mesma honestidade, que em certos aspectos, César das Neves, não tem razão. A condenação da homossexualidade não me incomoda por aí além. Simpatizo com a causa da defesa dos direitos dos homossexuais, mas não estou particularmente empenhado nessa luta. Agora, não admito que César das Neves toque na masturbação. A masturbação é um direito inalienável do ser humano, que só por esquecimento imperdoável ou pérfida maldade, foi omisso na Declaração Universal das Nações Unidas. Em defesa da masturbação, estou disposto a ir até ao fim do mundo, e não estou sozinho. Milhares de adolescentes de óculos e caras cheias de borbulhas estão comigo. Prepare-se para nós, César das Neves.
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4 Coments:
Aléeee masturbação aléee! LOL
Você disse "borbulhas". Imagino que seja português. Bem, aqui há um brasileiro aliado à sua causa.
Mas que outra lígua poderia eu escrever que fosse parecido e não Português? lol
quem escreveu este texto?
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