31/05/2009

Marketing Astrologico

Quando eu era miúdo,a minha ambição era estudar uma charlatice qualquer, tipo tarot, ocultismo ou sociologia. Hoje, os meus sonhos já não têm a puerilidade desses tempos, e sofisticaram-se a ponto de jogar futebol, para envolver sempre gémeas dinamarquesas e uma taça e chantily. Mas confesso que me ficou o gosto pelas ciências ocultas. (O interesse pela sociologia, com o bom senso que a maturidade oferece, acaba por esvair-se).
Em primeiro lugar, é preciso dizer que qualquer pessoa consegue ver o futuro através das cartas. Ainda ontem previ que ia perder 500 Euros numa partida de poker em Madrid, quando olhei para a minha mão, e constatei que tinha um par de duques, um quatro, um seis e um valete.
O que não se entendo nos astrologos, é a estupidez, porque não é frequente encontrar aldrabões burros. Por exemplo, a mania de prever que o mundo vai acabar. Qual é o objectivo disso? Se o mundo acabar mesmo, não vai haver hipóteses de capitalizar a proeza, uma vez que todos os potenciais clientes, e crentes, estarão mortos. E nenhum morto diz: "vou consultar aquele vidente, porque ele previu que o mundo ia acabar num determinado dia, e acabou mesmo." Nenhum morto fala, aliás, excepto o tio César do Ricardo, que segundo familiares que estiveram presentes no funeral, disse «não, não! Eu estou vivo, desliguem o forno crematóóóó... aaaaarghh» Ou seja, mesmo quando falam, os mortos não dizem coisa com coisas, porque "crematóóó...aaaarghh" não chega a ser uma palavra.
O que eu faria, se fosse astrólogo, seria prever a continuação do mundo em vez do seu fim. Profetizaria situações como: «No dia 23 de Agosto o mundo vai continuar.» E no dia 24, teria o escritório cheio de clientes, que diriam: «então não é que ele previu ontem que o mundo ia continuar, e o mundo continuou mesmo?» Pense nisto professor Karamba.

Viagem pelo mundo

Isto da crise, cada dia está pior. Logo a população mundial, em média, abstém-se de viajar, para locais, que para muitos são os seus sonhos. Pois é, como já calculam quanto a isso eu não posso fazer nada. Nem vos vou levar comigo nas viagens ou emprestar dinheiro sequer. No máximo, e como sou dono de um bom coração - nunca parou que me lembre - aconselho-vos o livro, ‘Volta ao mundo em 80 dias’, de um francês chamado Verne, que por acaso também era Júlio. Como calculo, e bem, nenhum de vós, tem 80 dias disponíveis (e mesmo que tivesses, estarias a sacar pornografia ou canções do Robbie Williams da internet). Assim sendo, o texto que se segue, trata-se de um pequeno guia descritivo dos países de maior importância, a titulo de vos manter em casa, e de forma a realizarem, parcialmente, para quem não acredita, ou totalmente, o vossos sonhos, para os que acreditem em mim.
África do Sul – A população negra viveu durante décadas um regime indigno, segundo o qual estavam obrigados a aturar os portugueses que para lá emigravam.

Albânia – Já foi comunista, agora ninguém sabe.

Alemanha – Já houve duas, e hoje só há uma. É o dois em um da UE. As alemãs reconhecem grande parte das preferências masculinas, a Volkswagen, a BMW, a Porche e a Mercedes.

Angola – Um dos subsolos mais ricos do mundo em diamantes, petróleo e minas anti-pessoais.

Arábia Saudita – País onde as mulheres não podem mostrar nem a cara, nem o corpo na rua, o que retira a principal motivação profissional aos trabalhadores da construção civil.

Argentina – Terra onde a mão de Deus marca golos, e desenha a Mafalda.

Austrália – Ilha gigante habitada por cangurus, ovelhas e outros descendentes de habitantes britânicos.

Áustria – Não é uma província da Alemanha. É a terra de origem do homem mais sinistro do séc. XX, o avô da Heidi.

Bélgica – País das batatas fritas, da pedofilia e da couve-de-Bruxelas. O Michael Jackson já pediu asilo.

Brasil – Terra descoberta por marinheiros portugueses, fascinados por topless e cuecas tigresa.

Camarões – País africano. Ao contrário do que se julga, não faz fronteira com Santola.

Canadá – País próspero, vive com um conflito cultural. A população anglófona já não aguenta os berros e o meu inglês da minoria francófona chamada Celine Dion.

China – Tem uma muralha alta para ninguém sair. Os chineses são gente pequena. São também todos parecidos, porque são mais de um bilião, e não há combinações genéticas suficientes para todos.

Congo, R.D – Um grande deZaire.

Coreia(s) – Há duas. Os habitantes da Coreia do sul não fazem ideia do que se passa no norte, os da Coreia do Norte, nem sequer sabem o significado de ‘sul’.

Cuba – Ilha sucessivamente colonizada por espanhóis, americanos, Fidel Castro e cadeias hoteleiras.

Dinamarca – Tem mais ilhas, que habitantes que votam favoravelmente nos referendos para a União Europeia.

Escócia – Encerra-se assim o segredo do monstro do Lago Ness, que na realidade é Sean Connery.

Espanha – Bocado de terra que se sacrifica á séculos, para que Portugal não tenha fronteiras com França.

Estados Unidos da América – Terra que a todos deu oportunidades, mesmo quando se tratava de famílias mafiosas da Sicília, cientistas do lli Reich, terroristas que preparavam o onze de Setembro ou até Yoko Ono.

Finlândia – O verdadeiro berço da civilização é a cidade de Nokia, onde foram encontrados os vestígios mais antigos da raça evoluída homos telemobilis.

França – Existe para chatear os americanos, acolher escritores em crise e permitir um número infinito de graçolas.

País de Gales – Pequena parcela da Grã-Bretanha, onde a cidade com o nome mais simples de pronunciar se chama Bwuahhffinightontsonnill.

Índia – Segundo país mais populoso do planeta. Daí o trocadilho fácil «este é um país Ghandi».

Inglaterra – Rodeada de água por todos os lados. O oceano atlântico a este e a sul, a Escócia a norte e o Pais de Gales a oeste.

Irlanda – País europeu com maior rácio de prémios Nobel da Literatura por quilómetros de auto-estrada.

Itália – As suas ruas estão repletas de monumentos.

Jamaica – Terra do rum, da marijuana e do reggae. É uma ilha, mas podia muito bem ser o pátio de uma escola secundária na margem sul.

Japão – Tem tradições como comer peixe cru, ou vestir roupões de seda em ocasiões especiais. Não admira que seja a pátria do Harakiri.

Kiribati – Eu saber que isto é uma país já é digno.

Liechtenstein – As letras todas do seu nome, não cabem no minúsculo território do principado.

Moçambique – Antiga colónia portuguesa, que também se juntou á Commonwealth, comunidade de países onde também se conduz pelo lado errado da estrada.

Nauru – Tem 21km quadrados e exporta fosfato de guano (excrementos de gaivota solidificados). É a mais pequena república independente no mundo, e vive da merda.

Nova Zelândia – Fica nos antípodas de Portugal. Não há terra mais distante do nosso pais. Em linguagem comum, o paraíso.

Qatar – Onde as suas mulheres são as Qatarinas.

Portugal – Exacto…

Reino Unido – Nome utilizado pela Inglaterra quando não está a jogar râguebi nem futebol.

Roménia – Terra de seres sobrenaturais, que sucumbem ao contacto com o sol: Conde Drácula, Marius Nicolae.

Rússia – Já foi URSS, depois a CEI, agora é a FR (Federação Russa). Vai perdendo territórios á medida que caem letras.

Venezuela – Exílio de muitos padeiros portugueses, e criação em cativeiro de misses Playboy.

26/05/2009

Viagra invadiu a faixa de Gaza


O contrabando de Viagra, invadiu a faixa de Gaza. Segundo um estudo feito por gente que estuda, a procura do Viagra aumento 80% no último ano, nos territórios da palestina, disse Ziad Awad, um psicólogo só com uma perna e meio olho. É um número realmente assustador, se pensarmos que aumentou 80%, e os palestinianos são menos de metade do que eram. Mas eu compreendo-os. Eu também tenho dificuldade em descontrair-me durante o acto, quando estou com um cinto de explosivos. E depois, quando elas estão de Burka, também não ajuda nada. Porque, uma pessoa mesmo que não queira, começa a imaginar que está um homem debaixo daquilo. Isto não é grave. Mas, e se for o Doutor António Carlos dos Santos? E se é o Cláudio Ramos? Não dá. A minha imaginação não para, e é difícil consumar o acto. Mas também, pode dar-se o facto do Viagra, estar a ser tomado por bombistas suicidas, que o tomam uma hora antes do atentado suicida, com o intuito de aleijar ainda mais pessoas na altura de rebentar. Isto porque eu ouvi dizer que há bombistas suicidas, que não usam cremes hidratantes durante meses, com o objectivo de ficar com a pele mais áspera, só para fazer de lixa quando rebentarem. Com esta bonita imagem me despeço, desejando a todos um bom Natal, apesar de saber que isso é impossível, pois existe uma coisa que são as mensagens de Natal pré-fabricadas, que os nossos amigos mais imaginativos nos enviam para o telemóvel. Aos que estão a ler isto, e pensavam fazê-lo, aviso desde já que prefiro que me cuspam num olho. Não me mandem mensagem com bolinhas e uma árvore a piscar, cuspam-me no olho. Cuspir no olho demonstra mais carinho e interesse por mim, é pessoal, ao contrário de uma mensagem de Natal que é feita por um senhor de barba da PT. Está bem? Obrigado.

25/05/2009

József Bozsik



E porque cada vez mais sinto na pela que o mundo vive das aparências, vive dos nomes sonantes, e enquanto não fores amado, nunca poderás ser respeitado, e é esta a sociedade que temos, é nisto que pensamos involuntariamente. Por defender que o salto para o sucesso é para os sortudos, tão curto, vou falar de um jogador de futebol, quem eu admiro de uma forma imperativa, irrefutável e ironicamente, quase que aposto que muitos de vocês, não ouviu falar muito dele. Hoje falasse de Cristiano Ronaldo, de Lionel Messi, que jamais me atreveria a por em causa a suas qualidades quase sobrenaturais, mas de quem vos vou falar, é do József Bozsik. Quando fazemos alguma menção à seleção de futebol da Hungria, é impossível não nos lembrarmos de Kocsis, Czibor, Hidegkuti e principalmente de Puskas. Afinal de contas, eles formavam a linha de ataque da selecção mágica, apelidada de “Selecção de Ouro” pela beleza do futebol que praticava e que encantou todo o mundo na década de 50.
No entanto, para que a linha de ataque funcionasse com toda a força e para que a defesa não sofresse tantos golos, era necessário que o meio-campo também tivesse solidez e qualidade tanto para iniciar as jogadas de ataque quanto para destruir o poderio ofensivo dos adversários. E ninguém na Hungria foi mais eficiente nesse aspecto do que József Bozsik.
Nascido no mesmo bairro de Budapeste que Puskas, Kispest. “Cucu”, o apelido de infância de Bozsik, começou a jogar com ele e outros garotos num campinho chamado Lipták Grund. Apesar de dois anos mais velho que o atacante, tanto Bozsik quanto Puskas já eram seleccionados pelos miúdos mais velhos para jogar contra eles nos treinos da equipa juvenil.
Certo dia, um olheiro do Kispest AC, clube do bairro, viu Boszik em acção e resolveu convidá-lo a jogar na equipa. Treinado pelo pai de Puskas, o Kispest era conhecido pela rigidez de seus treinos, obrigando os atletas a treinar até dez horas por dia. Assim, esses métodos fizeram com que o meio-campista desenvolvesse força física e massa muscular suficientes para ingressar na equipa principal e começar a disputar os campeonatos nacionais. E então com 18 anos o jovem Bozsik estreou-se na equipa principal contra o Vasas.

Rápida ascensão e natural lembrete para a selecção.

.O Kispest começou a formar uma equipa de respeito, embora o pai de Puskas tenha saído para dar lugar ao técnico Bela Guttman, então um técnico promissor, que já tinha ganho dois títulos húngaros. Com o passar do tempo, ser convocado para a selecção húngara era uma questão de tempo. E isso aconteceu em 1947, num jogo contra a Bulgária. Era a primeira de uma série de 101 convocatórias, o que faz de Bozsik o maior jogador a vestir a camisa da Hungria em todos os tempos.
Em 1950, Bozsik ajuda o Kispest, que no mesmo ano tornaria a chamar-se Honved (exército, em húngaro) devido às intervenções do governo comunista, a conquistar seu primeiro título nacional. Ao lado de Puskas, Kocsis, Czibor e o guarda-redes Grosics formaram uma equipa, que seria temida por toda a Europa durante a década de 50. Como o clube era pertencente ao exército, todos os jogadores recebem patentes militares para poder receber pelos serviços prestados ao Honved, já que na Hungria o profissionalismo foi banido. No caso de Bozsik, ele recebeu a patente de capitão.
De acordo com o governo, o sucesso do Honved, que era treinado por Gusztav Sebes, deveria ser replicado para a selecção. Como o governo já tinha nomeado Sebes para a comissão seleccionadora nacional, que era uma espécie de comité que determinava quais jogadores deveriam defender a selecção húngara, o técnico decidiu fazer do Honved a base da selecção húngara e assim tentar reproduzir para o mundo o sucesso que a equipe do exército já conquistara no país.
Estava assim formada a estrutura principal da “Selecção de Ouro”. Bozsik então acompanha fielmente a selecção e o Honved, que conquista a hegemonia doméstica nos próximos anos. O primeiro título de respeito creditado à Selecção de Ouro foi a vitória do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 1952, onde a medalha de ouro foi conquistada de forma invicta. A Selecção de Ouro começava assim a escrever seu nome na História.

Da consagração à frustração com a Selecção de Ouro.
Um ano depois da conquista da medalha olímpica, surgiu um convite para enfrentar a Inglaterra em Wembley. Os ingleses estavam invictos há nove anos e propuseram um encontro dos “pais do futebol” contra a “selecção sensação da Europa”. Os húngaros não perdiam um jogo desde 1950. A expectativa para o jogo era tanta que toda a imprensa inglesa chamou ao jogo, “Jogo do Século”.
Bozsik não só fez parte da equipa que entrou em campo como ajudou a Selecção de Ouro a humilhar a Inglaterra na vitória por 6 a 3, fazendo um golo no começo do segundo tempo, calando a fundo o templo maior do futebol inglês. Seis meses depois, já no início de 1954, foi marcada uma vindica em Budapeste e a Selecção de Ouro ganhou novamente, e por um placar ainda maior: 7 a 1. É, até hoje, a pior derrota da selecção inglesa em todos os tempos.
Com isso, a Hungria era a franca favorita para a conquista da Copa do Mundo, a ser realizada na Suíça no meio do ano. Com sua invencibilidade mantida, poucas pessoas na Europa e no mundo acreditavam que os mágicos perderiam o título. Paralelamente, Bozsik era considerado o melhor meio-campista do mundo, dotado de extrema técnica, estilo e criatividade.
Iniciada a Copa, a Hungria confirmou o que todos esperavam: boas vitórias e futebol envolvente. No jogo contra o Brasil, válido pelos quartos-de-final, Bozsik foi expulso de campo juntamente com o lateral Nilton Santos por agressão mútua. Esse jogo ficaria conhecido como “A Batalha de Berna”, pois terminada a partida (com vitória húngara por 4 a 2) uma confusão generalizada deu lugar aos cumprimentos dos jogadores das duas equipas. Como na época o regulamento não previa suspensão por expulsão, Bozsik participou normalmente da semi-final contra o então campeão mundial Uruguai. Assim, ajudou a Hungria a vencer novamente por 4 a 2, o que deixava a Selecção de Ouro a um jogo para a consagração definitiva da equipa que praticava o mais belo futebol do planeta.
Entretanto, a consagração dá lugar à frustração. Depois de quase cinco anos sem perder, a Hungria é derrotada na final da Copa pela Alemanha por 3 a 2, fica com o vice-campeonato e Bozsik, como todos os outros jogadores, saem de campo a chorar e lamentando a grande oportunidade perdida.

Revolução, dissoluções e morte prematura
Após a Copa, Bozsik permaneceu no Honved e conquistou mais dois campeonatos húngaros, em 1954 e 1955. No ano seguinte, a equipa húngara encontrava-se em Espanha a realizar um tour por algumas cidades em jogos amistosos. Foi quando veio a notícia de que a revolução húngara foi derrotada pelos soviéticos e com isso, tempos ainda mais difíceis os aguardavam no país.
Foi a chance que jogadores como Puskas, Kocsis e Czibor tiveram para não voltar para a Hungria e se estabelecer no exterior, onde ganhavam mais e podiam gozar de mais popularidade e conforto em relação ao país natal. Ao contrário deles, Bozsik voltou para o país normalmente e continuou a jogar no Honved, Mas a equipa do exército já não era mais o mitológico esquadrão que encantava a todos os húngaros. Com a saída dos principais atacantes, a equipa não ganhou mais nenhum campeonato e amargou um jejum que somente seria quebrado em 1980.
Bozsik ainda foi convocado para a Copa de 1958, mas, como o Honved, a equipa húngara também já não tinha o mesmo encanto que mostrara quatro anos antes e acabou eliminado na primeira fase pelo País de Gales. Bozsik jogou até os 37 anos, quando fez a sua última partida pela Hungria contra o Uruguai.
Logo após a sua aposentadoria dos relvados, Bozsik ainda era bastante querido pelo povo húngaro, pela claque do Honved e pelo regime comunista que governava o país. Prova disso foi o convite feito pela direcção do Honved para que se tornasse um membro da direcção do clube. Dois anos após sua nomeação, Bozsik passou a ser o técnico da equipa e ficou no comando por um ano. Resultados maus fizeram com que Bozsik voltasse para a direcção do clube.
Logo após a Copa de 1974, onde a Hungria não se conseguiu classificar, Bozsik foi convidado pela federação húngara para comandar a selecção. Só comandou a equipa nacional num jogo, sendo aconselhado pelos médicos a parar de trabalhar com o futebol, pois seu coração já dava sinais de fraqueza. Assim, Bozsik foi convidado para fazer parte da comissão técnica que tentaria classificar a Hungria para as finais da Europa de 1976 e para a Copa do Mundo de 1978. O primeiro objectivo não foi alcançado, mas o segundo foi e a Hungria, depois de doze anos, estava classificada para a Copa.
Infelizmente, Bozsik não chegou a ver a estreia da selecção na Copa. Três dias antes do jogo contra a Argentina, ele sofre um ataque do coração e falece aos 52 anos. Puskas, muito sentido com a perda do grande amigo, não vai à Hungria, temendo ser preso pelo governo ou hostilizado pela população. Milhares de pessoas vão às ruas no seu funeral demonstrando respeito e carinho pelo ex-jogador que se tornou um símbolo do Honved e da Hungria. Como prova de respeito e gratidão, em 1986 (Ano em que nasci) o estádio do Honved foi baptizado com o nome de Bozsik, eternizando assim seu nome na história do futebol húngaro.

24/05/2009

Novos pecados mortais

Vamos lá ver as coisas como elas são. Eu tinha prometido a uma tia minha, que só tem um olho e sofre de conjuntivite na pala, que não ia falar mais da igreja, e o que é que os criativos do Vaticano fazem? Fazem uma nova lista de pecado mortais. A juntar á gula, avareza, preguiça, raiva, luxúria, inveja e orgulho, vem agora a pedofilia, aborto, poluição do ambiente, pobreza extrema e riqueza exagerada, tráfico e consumo de droga, e realização de experiências de mutação genética especialmente com embriões. Se a isto, somarmos os dez mandamentos, fica pouco mais para fazer do que ouvir rádio e jogar Mikado vestido de smoking. Já em 2006 o Vaticano tinha acrescentado aos pecados graves, «Demasiado tempo a ler escrituras que não sagradas, a observação em demasia da TV, e a utilização exagerada da internet». Esta ultima como se sabe, atira a irmã Lúcia de imediato para o colo do Diabo em forma de espetada com óculos. Faz-me uma certa confusão que este senhor papa, que assusta pombos quando se ri, e tal e qual a minha amiga Daniela diz, tem um aspecto Nazi, faça assim do pé para a mão, seis pecados mortais, quando São Tomás de Aquino, que tinha um ar simpático e era Aquário, disse: «toda a uma milenar experiência sobre o homem, se traduziu em sete vícios capitais». Sete! E este rapaz, fez seis em dois anos. Não pode ser. Na pior das hipóteses, entram seis pecados novos, mas saem dois e meio. Sai a luxúria e a preguiça, que é o que apetece, depois de muito do primeiro, e a ira, caso seja proveniente da raiva que tenha sido passada pela dentada de um cão. Não podem é mudar as regras todas. Vejam o Futebol. Tem de ser devagar: a hóstia inteligente, um bispo atrás da baliza, etc. E há muitas questões que ficam sem resposta. Por exemplo, se um enfermeiro, que não percebe nada de genética, por graça, fizer balões de gás com embriões, já é um pecado mortal? E os toques de telemóveis estúpidos, porque é que ficaram de fora? E ainda se levantam questões de maior relevância, Informaram Deus? E o Diabo, será que sabe? Ou uma pessoa corre o risco de chegar ao inferno e não o deixarem entrar? Chega lá e diz, «eu tenho de ir para o inferno, porque eu era cientista e trabalhava com embriões». E o Belzebu responde: «quem é que lhe disse que vinha para cá? Não sei nada disso. Cobiçou a mulher de algum embrião? Comia demais na cantina? Então nada feito». Pecado deriva da palavra: «Harmatia», que literalmente significa «errar o alvo», o que, a ser levado á letra, do The Sun e de mim enquanto ponta de lança, os maiores candidatos á eterna acendalha. Mas voltemos ao principio, principio, isto é, inicio mesmo. – Adão e Eva foram criados perfeitos em todos os aspectos, foram colocados num paraíso na terra, e a única proibição era; proibido comer da «árvore do conhecimento do bem e do mal». Podiam ter feito chichi na árvore, podiam ter escrito com um canivete na casca da árvore «Adão love Eva», podiam ter feito uma cristaleira com o tronco da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas foram fazer só, o que era proibido. Quando mais proibido, pior é. O homem é mesmo assim. O Espírito Santo, falando por meio do profeta Isaías, deixa isso bem claro, quando manda a boca nas Sagradas Escrituras: «todos nós somos como o imundo, e todas as nossas injustiças como trapo da imundice; e todos nós murchamos como a folha, as nossas iniquidades como o vento nos arrebatam». -Isaías 64:6, e esteve a perder por quatro a zero.
Já agora, Ena! Como é bom entrar numa divisão, e ser observado como se tivesse acabado de aterrar na terra proveniente de outro planeta. Pessoalmente, gosto. E então quando me vêem, e ficam a olhar para mim tal e qual um burro olha para um palácio. Não, não sou um palácio, mas queria muito chamar-vos Burros/as. Foi um prazer. Agora deixem-me em paz, que eu tenho de ir ao Shopping ver ténis, para uma certa Cátia. Beijos e abraços de apenas relativa cordialidade, até porque nem nunca vos vi.

21/05/2009

Canais portugueses, ás cinco da manhã

Olá a todos e muito obrigado por terem vindo. Foi muito simpático da vossa parte e não me vou esquecer quando estiver a fazer compras do Natal. Queria antes de mais agradecer aos dois homens do lixo, pagos pelo condomínio fechado, que às três da manhã me acordaram com um concerto dos Stomp. Porque, o processo que eles estavam a realizar, não podia de todo ser simplesmente um apenas e simples despejar de caixotes, o que aqueles senhores efectuaram, tratou-se de uma desgarrada de percussão em todos os caixotes da rua, até se conformarem com o facto de terem de se agarrar ao camião amarelo e seguir para a rua do Bryan Adams. Era uma parafernália de batuques, que se eu estivesse em Angola, atirava-me logo para debaixo de uma mesa, e começava a rezar uma Ave-maria, enquanto fazia xixi nas calças do pijama. Portanto, acordei às três da manhã e decidi ligar a televisão, só mesmo a título de mostrar quem manda. Bem sei que qualquer pessoa normal voltava a tentar dormir, mas o risco que está inerente a sintonizar um canal português às três da manhã é uma adrenalina notável, e portanto, não me aguentei. Assim sendo, comecei a ver o Quando o telefone toca, que é um programa para atrasados mentais, na casa dos noventa anos, mas que chegam a ter quase quarenta anos. E isso assusta. Assusta especialmente porque é um programa que as pessoas ligam para um número de valor acrescentado, para responder a questões, tais como «capital europeia com quatro letras, começa por RO e acaba em A». Eu sei que é tentador, e é especialmente se estivermos a fazer terapia da fala. Eu, pessoalmente, também já levei com um sabão de barra na nuca e tive uma semana em que enrolava a língua cada vez que tentava dizer capitais europeias, portanto eu percebo a adrenalina. O que eu não entendo é que uma pessoa esteja deitadinha na cama, e pense: «É pá, tu queres ver que eu sou o único que sabe a resposta e vou já ganhar cem euricos que é uma limpeza?» E não percebo, porque eu sou daqueles da velha guarda, que prefiro ver um bom momento de televendas, onde está um homem a cortar um sapato com uma faca espectacular, ou mesmo um urso pardo sentado em cima de um colchão insuflável, só para mostrar que aquilo é mesmo resistente. Sim, porque eu cá não compro nenhum colchão sem antes levar lá a casa um urso pardo, para ele me testar aquilo como deve de ser. Porque uma pessoa nunca sabe o dia de amanhã. Hoje gosto de futebol e de música, mas o futuro tem a sua probabilidade inata de que possa ter uma família amorosa de ursos pardos a dormir comigo em conchinha. O grande truque é entender que o nosso cérebro lá para as três da manhã, já está em modo «papa nestum» e qualquer coisa é espectacular. Outra coisa que adoro, são aqueles cães que vão ao veterinário a pensar que é uma consulta banal, só para ver se o pêlo está bom, mas voltam de lá com um abajur no pescoço, para não coçarem a cara. – Agradeço que não me venham dizer que os cães não têm cara, porque se á pouco eles pensavam e vocês não reclamaram, agora também podem ter cara – sim? Gosto muito. Dá-me sempre vontade de lhes enroscar uma lâmpada de halogéneo pelos beiços. E porque é que este post já não está a fazer sentido? Porque são 5 da manhã. Bom, vou voltar para a caminha, porque o meu urso mais novo está com papeira. Até amanhã, se Deus nosso senhor quiser. Eu acho que vai querer, até porque já lhe enviei uma caixa de Mon Chéries e um cabrito, para ele facilitar as coisas.

13/05/2009

Terreiro do Paço

Sim, um autêntico disparate.



' Doutor, ainda a semana passada em caminhada com colegas meus de faculdade, estive no Terreiro do Paço, onde muitos turistas, tentavam molhar os pés no Tejo, aproveitando uma espécie de plataforma, bem junto onde eu antigamente apanhava o barco para a margem sul. Água de cor verde, e sem ser preciso olhar mais ao largo, para focar algumas centenas de ratos, inchados a boiar. Entre «disgusting» e «dégoûtant», lá fui ouvindo os turistas caracterizarem esta parte da nossa cidade. Fiquei triste, e pensei para mim mesmo, Isto poderia ser tão bem explorado, poderia ser realmente aproveitado. Há obras, e sinal de tudo menos melhorias. Saudades, quando em novo, ia com o meu pai ao Terreiro do Paço, e tentava aumentar a sua colecção de selos. Fazia-me sentir Português. O que vi não são boas vindas para ninguém. Aliás, são, mas apenas para aqueles turistas de leste, que vêm dar uma mãozinha nas (como é o caso) obras disparatadas. Termino, e digo que a palavra por agora, é aquela que os turistas tem dificuldade em traduzir, mais uma vez, Saudade.'

By Ivo Almeida, in http://pedrosantanalopes.blogspot.com/

12/05/2009

Telémoveis

Meus queridos leitores, ainda bem que vieram. Tenho na minha faculdade alguém muito atraente. Ainda assim tem a característica de 99% da beleza feminina saí com água. Frustrante?
Como disse, ainda bem que vieram. Se fosse para escrever o post, só para aquele senhor que vai no punto amarelo com o bigode cheio de caldo-verde, eu não o fazia. Acho que tem de haver o mínimo de respeito.
Hoje queria apenas dirigir-me, a todas as pessoas que gritam ao telemóvel, consoante a distancia da pessoa que está a telefonar. O fenómeno não é novo, mas quando acontece numa viagem de avião de 3 horas - Daqueles aviões com antena de telemóvel - ganha toda uma nova dimensão.
Começa logo no toque de telemóvel, sendo certo que hoje em dia já é raro encontrar-se um toque normal. A partir do momento que numa aula de Direito na faculdade, um campeão qualquer, tinha como toque uns quantos cães a ganir, como se tivessem uma hortiga no cú. Portanto, normalmente, os toques são sempre uma mistura entre uns ritmos latinos e um camião do lixo. É uma mistura de sons em colunas roubadas ao festival Sudoeste, portanto uma pessoa tem de levar com 10 segundos de concerto.
Depois a besta atende. Mas a besta não atende como atendem os seres humanos com ouvidos, a besta atende como se uma zebra lhe estivesse a mastigar os testículos. Portanto, de um normal «Estou» para um «ESTOUUUUUUUUUUU». E isto é só para o menino avisar os passageiros que viagem na classe 3, que tem um telemóvel, e não está ali para brincadeiras. Se o mundo acabasse a atender chamadas, aquele menino era o ultimo gajo a lerpar. E depois lá conversa com o outro mono que está do outro lado da linha, mas tudo muito alto, porque esta gente acha que sussurrar é p'ra princesas, e homem que é homem tem de gritar. Bom, isto passa e chega a fase em que surge a pergunta fatal, «tou? estás-me a ouvir?» E surge outro fenómeno da natureza que é a pessoa responder «não». Portanto, a besta número dois, que é a besta o outro lado do telefone, ouve a pergunta «estás-me a ouvir» e responder «não». O que faz a besta um? Sendo arraçado de calçada portuguesa, não entende que o problema é estar a ligar de um avião e não ter muita rede, e pensa que é de estar a falar baixo. Começa então a falar no volume com que falaria, se recebesse uma chamada de Angola. Mas não é uma Angola qualquer, é daquelas Angolas lá do interior onde se tem que falar ainda mais alto. E nesta altura do campeonato onde já só se ouve, «estou?», «estás aí'?» e a chamada vai abaixo. Eu nem sou muito de acreditar em Deus, porque me apanha a coluna, mas naquele momento, percebi que foi ele que fez a chamada terminar. Só tive realmente pena de Deus, em vez de ter ido ao ficheiro «desligar chamada», não tivesse ido ao ficheiro «trombose daquelas pequeninas».
Para melhorar, ao meu lado ia um boi, que lia livros (sussuraros). Para quê? A história vai do papel para os olhos e dos olhos para o cérebro. Qual a necessidade de estar a leva-la até á boca? Para fazer sair bocadinhos e ar irritantes, que de vez em quando ganham voz. De topo.

10/05/2009

Out of reach

Quem diria que havia de te ouvir tão familiar por agora, e nem fui eu que te escrevi.

video

02/05/2009

Panteão Nacional

Olá coisas fofas. Eu sou o Ivo Almeida, ao que parece, e gostava de deixar bem exposta a minha opinião, sobre os requisitos necessários, e como, ir para o panteão Nacional.
Sobre este assunto, a pergunta que me apraz fazer, é: Quais são as hipóteses de alguns de nós, reles mortais, têm de poder ir parar ao Panteão Nacional? Hum? Porque parecendo que não, o Panteão Nacional, é um dos melhores lugares para se estar morto. É fresco, tem uma vista fantástica, é central e a vizinhança é fina. Dá quase vontade de estar morto, especialmente para quem mora nos arredores de Lisboa. A questão é: O que é preciso para ir lá parar, para além de deixar de respirar, lá está.
Analisando estatisticamente, e com uma daquelas máscaras obstantes ao H1N1, que se metem na cara, desta vez, por causa do cheiro, os inquilinos do Panteão, chegamos á conclusão que: Os escritores e os Ex-presidentes da Républica, são cerca de noventa por cento. Portanto, se você que me está a ler, é um ex-presidente, ou mesmo um escritor, devia ter vergonha de estar a ler uma palermice destas, mas já leva de vantagem. Ou seja, o General Ramalho Eanes, e o Saramago, podem ir lá parar. Já o Pedro Santana Lopes, e a Margarida Rebelo Pinto, não têm a menor hipótese.
Calma, que eu estive a ver, e ainda cabe lá mais gente. Por acaso. É curioso, porque cem por cento dos escritores que estão a fazer oh-oh no famoso túmulo, escreveram livros com títulos como Campo de Flores, Folhas Veres, Folhas Soltas, Folhas Caídas, A Filha do Jardineiro, ou seja, se tu que lês o IAB, és autor do Manual Prático de Jardinagem para Arbustos Ornamentais, Plantas Hortícolas e Plantas Vivazes em Jardins de Rocha, quase de certeza que é para lá que vais fazer bicho. Mas se tu, por outro lado, dizes «Pauleta», com sotaque açoriano - em vez de - Pauleta - como as pessoas normais, tens boas hipóteses de ir lá dar com os ossos. Porque, para além dos Açores, e de algumas cadeias dos Estados Unidos, o Panteão Nacional, deve ser o único sitio no mundo onde, em dez pessoas, duas são açorianas.
Noventa por cento são homens e quarenta por cento são grandes oradores, já estou a ver a Odete Santos com um brilhozinho nos olhos. Se gostas de usar argolas grandes nas orelhas, e esborratas os lábios quando os pintas, tens dez por cento de hipóteses de ir parar ao Panteão, e isto se não fores um travesti, porque infelizmente, eles não querem lá certo tipo de gente. Para terminar em beleza este estudo exaustivo, gostava de terminar, informando quem também tem alguma hipótese, de no futuro, ir parar ao Panteão, é o Professor António Carlos dos Santos, porque também está lá um morto a tiro. No próximo, começo e acabo com bom gosto, certo?
Podem fechar.