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25 de Abril

Olá a todos. Sendo hoje feriado, e sábado, imagino que estejam a fazer tudo menos a ler o IAB. Assim sendo, não vale realmente muito a pena estar a elaborar grandes textos, de modo a criar galhofa intermitente. Falarei talvez do 25 de Abril. Para começar, acho que o 25 de Abril, tinha uma muito boa banda sonora. Muito melhor que, por exemplo, a revolução francesa que era muito á base de marchas e tambores, e a revolução industrial, bem, só barulho. Para mim, a nível de banda sonora, a do 25 de Abril está em segundo, logo a seguir ao 26 de Julho de Cuba, e bem á frente da revolução Russa de mil nove e dezassete, que tem musicas, que a serem dançados do principio até ao fim, fazem com que seja necessário o derrame de água nas rotulas para as mesmas voltarem a ter uma temperatura que permita assar chouriço sem o queimar. Outro argumento a favor do 25 de Abril, é ter sido uma revolução sem sangue. Os capitães de Abril reuniram-se para fazer uma revolução, e penso que foi o Salgueiro Maia que disse «Tudo bem. Mas desde que não meta sangue, que a mim o sangue faz-me muita impressão. Não posso ver sangue.» E o Otelo concordou: «Tens toda a razão, camarada, eu sei o que é isso. Eu tenho pavor de agulhas. Ainda ontem fui levar uma vacina e ia desmaiando. Portanto, fica decidido, - O 25 de Abril, vai ser uma revolução, sem sangue, nem agulhas, nem baratas, que a mim arrepiam-me todo.Claro, que também há sempre quem goste de diminuir, e argumentar que a principal razão para não ter havido sangue foi por ser impossível andar á porrada com calças á boca de sino, mas não vamos por aí.
Já quanto ao símbolo, um flor parece-me fraquinho, mas ainda se um cravo vermelho, torço o nariz. Cravo vermelho significa amor incompreendido, o que não é relativamente próprio para uma revolução feita por militares. Eu optaria por uma violeta, que significa modéstia, ou uma papoila branca, que representa a extravagancia e que pode ser utilizada para fazer um chá, que ainda bate. Se eu pudesse escolher o meu ícone para o 25 de Abril, não hesitava e ia para a chaimite. A chaimite é o veiculo militar que os pais militares dão aos filhos, quando eles ainda não têm idade para conduzir um tanque. bem armado, de que numa chaimite. Por isso é que eu gosto de chaimites, têm um ar pacifico. E fazem-me fome.A chaimite é um bom veiculo de guerra, já que ninguém dispara sobre uma chaimite, porque querem guardar as balas para o veiculo a sério que vem a seguir a esta amostra. Mas ainda assim, eu preferia ir á guerra dentro de um quiosque. Dá-me vontade de abrir uma chaimite, com uma daquelas coisas para abrir lates de atum, só para ver se é de comandos de escabeche, ou de sargentos com rodelas de choco. A chaimite é um veiculo que me dá fome.
Por isso, todos os anos é o mesmo, chegam as festas do 25 de Abril, e engordo 3 ou 4 quilos. O meu médico já me disse «Tu deves evitar os doces no 25 de Abril», mas que hei-de fazer, não consigo. Adeus, Camaradas.

Após tanto disparate só me resta mesmo,




Obrigado

1 Coments:

'sabellitta said...

Grandolaaaa vila moreeenaaaa.. terra de freternidaaadeee!

 
TNB