27/04/2009

A Matemática

Olá minhas galochas fofinhas, minhas couve-flor em vinagre. E este post, será que vai directamente para alguém? Claro que não. Deixem de ser pessoas complicadas, com ideias fixas e perseguidoras de substancias. Hoje vou falar de vegetarianos. Gostava de fechar um vegetariano num elevador com 40 canibais. Só para baralhar o vegetariano. E ver se ele também os tentava convencer a comer tofu. Bem, estava a brincar, não vou massacrar vegetarianos. E tofu, até se come. Por outro lado, odeio matemática. Sempre fui horrível com números, e hoje vou despejar toda esta minha frustração. Nada disso. Venho é dar o meu interesse e asqueroso contributo para melhorar o estado da educação do nosso país. A solução é fácil, proponho apenas uma mudança. Proponho acabar com a matemática. É verdade. Chega a haver oitenta por cento de chumbos em matemática, uma ciência que se supõe exacta, mas que ninguém acerta. A partir do momento em que se sabe somar, subtrair, dividir e multiplicar, chega. O que a matemática faz, é escarafunchar os números. Pega na aritmética e faz-lhe uma autópsia á nossa frente, e uma pessoa fica mal disposta. A matemática só está a ocupar X espaço na nossa cabeça, que podia estar ocupado com informações que nos fazem realmente falta. Ninguém é aumentado a raiz quadrada de 23, nem ninguém compra Pi de bananas, porque ninguém está interessado em comprar 3,141618 até ao infinito de bananas, porque um número que nunca mais acaba de bananas, não deve caber no carrinho. Só num carrinho Pi. Ninguém diz, «Acudam, rápido! Aquele senhor foi atropelado, há aqui alguém que saiba demonstrar o teorema fundamental de Álgebra?» E nem serve de conversa de elevador. «Hoje está frio. Estes dias enganam muito. - Pois é. E qualquer polinómio de grau ímpar com coeficientes reais tem pelo menos um zero real.
Na minha, ainda curta, vida, nunca me vi perante a necessidade de usar trigonometria, excepto uma vez em que a cotagente, a secante e a cossecante me ajudaram a mudar um pneu. Não serve para nada. Ai Ivo, que horror, o teorema de Pitágoras, é muito importante. Não é. Importante? Só se for para o Pitá, que andou nos primeiros lugares dos tops dos teoremas durante anos. O teorema de Pitágoras, faz o quê? Descasca fruta? Cura cegos do metro da linha azul? Não. O que faz é estabelecer uma relação simples entre o comprimento dos lados de um triângulo rectângulo. Ui! Quando as pessoas que têm a gripe suína ouvirem isso, vão ficar felizes, a pensar que vem aí a cura. - O quadrado da hipotenusa é igual á soma do quadrado dos catetos. Para que é que isso serve? Se eu gritar isto a uma lata de atum, ela abre-se sozinha? Não? Então não serve para nada. Ah, mas dá para fazer piadas. - Havia uma brasileira, que era tão magra que lhe chamavam HipoteNeuza... Não dá. Isto não é uma piada. A matemática, nem para fazer piadas serve como se vê por esta crónica. Adeus, até qualquer dia. Se por acaso nos cruzar-mos por aí em algum banco de jardim, finjam que eu sou só mais um pombo a fazer cocó e disfarcem.
Ps ou post scribe se preferirem; Sociedade do diabo, quem ainda não entenderam que dos princípios básicos e que não se deve facilitar, é o do respeito. Há uma coisa chamada, rigidez de liderança, e outra chamada respeito. Querem saber da última? Elas podem coexistir! Let's mingle!!!

26/04/2009

Coisas dadas

Boa noite, meus bombons de caramelo! Já faz tempo que o meu amigo Gonçalo, - que agora, passo a publicidade, já tem um blog - me contava que os portugueses aceitam tudo o que é de borla. Não é necessário que precisem realmente do qualquer seja o artefacto, mas se é grátis, contem connosco. Ele tem razão. Os Portugueses adoram tudo o que é dado. Tudo. Mesmo que estivessem a dar tromboses, nós íamos a correr quem nem doidinhos, só para nos meterem as boquinhas de lado. É genético.
Adoramos tirar rebuçados que sabem a vinagre, mas que são vermelhos, daqueles boiões que algumas lojas têm. Não importa de que é feito aquele rebuçado, e muito menos importa se nos apetece aquele rebuçado, o que nós sabemos é que temos de ter aquele rebuçado, porque ele está a ser oferecido. Se por acaso aquele rebuçado custasse 1 cêntimo toda a gente diria «Epah, calha bem, que nem sequer me apetecia doces a esta hora». Agora, se é dado, não só comem um, como arrecadam uns 15 para o bolsinho, porque nunca se sabe o dia de amanhã.
Somos lambões, somos fuçangueiros. Adoramos experimentar queijo aos quadradinhos com um palito espetado, daqueles que umas mulheres nos dão, no meio dos supermercados, nem que seja queijo de tijolo. O que importa, é que naquela altura, aquele queijo é o melhor queijo alguma vez feito, e nós temos de enfardar ali uns 4 ou 5 quadradinhos até dizermos «Não, deixe estar que afinal eu não gosto muito». Até já vi darem a experimentar enchidos. Mas não vamos desenvolver esse tema, senão isto certamente acabaria mal. Depois vamos ao corredor do lado, e o que fazemos? Bebemos um suminho de uva com aloé vera, que também está a oferecer em copos de plástico, e diz que faz muito bem porque tem antioxidante e faz crescer as maminhas. E pumba, toca a enfardar ali uns 4 copitos de suminho de uva com aloé vera até sentirmos os 5 quadradinhos que estavam entalados na garganta começarem a descer, e a irem ter com o rebuçado de vinagre que está há 15 minutos á espera de alguém para fazer a digestão. Sim, porque aquilo é como lavar a roupa. Ninguém põe uma máquina de roupa a trabalhar, só com uma meia lá dentro. Espera-se que venha mais malta e depois é que se liga.
E os jornais oferecidos nos semáforos? Ui, então isso adoramos. E enquanto recebemos o jornal pela janela, aproveitamos e damos com um limpa-pára-brisas nos dedinhos de um ucraniano, que nos está a tentar limpar o vidro com uma garrafa de 33cl de água, com um produto amarelo lá dentro, que está classificativamente, entre a espuma e a urina de leste.
E o jornal, dá um jeitão para colocar em cima do volante, e ir a ler até nos espetarmos debaixo de uma carrinha de caixa aberta. Havia tantas mais coisas sem sentido para proferir, mas tenho ao meu lado a Rita Andrade toda nua, a dizer-me que já chega. Vá, não está bem toda nua, tem só uma estrelinha de natal pendurada. É amorosa!

25/04/2009

25 de Abril

Olá a todos. Sendo hoje feriado, e sábado, imagino que estejam a fazer tudo menos a ler o IAB. Assim sendo, não vale realmente muito a pena estar a elaborar grandes textos, de modo a criar galhofa intermitente. Falarei talvez do 25 de Abril. Para começar, acho que o 25 de Abril, tinha uma muito boa banda sonora. Muito melhor que, por exemplo, a revolução francesa que era muito á base de marchas e tambores, e a revolução industrial, bem, só barulho. Para mim, a nível de banda sonora, a do 25 de Abril está em segundo, logo a seguir ao 26 de Julho de Cuba, e bem á frente da revolução Russa de mil nove e dezassete, que tem musicas, que a serem dançados do principio até ao fim, fazem com que seja necessário o derrame de água nas rotulas para as mesmas voltarem a ter uma temperatura que permita assar chouriço sem o queimar. Outro argumento a favor do 25 de Abril, é ter sido uma revolução sem sangue. Os capitães de Abril reuniram-se para fazer uma revolução, e penso que foi o Salgueiro Maia que disse «Tudo bem. Mas desde que não meta sangue, que a mim o sangue faz-me muita impressão. Não posso ver sangue.» E o Otelo concordou: «Tens toda a razão, camarada, eu sei o que é isso. Eu tenho pavor de agulhas. Ainda ontem fui levar uma vacina e ia desmaiando. Portanto, fica decidido, - O 25 de Abril, vai ser uma revolução, sem sangue, nem agulhas, nem baratas, que a mim arrepiam-me todo.Claro, que também há sempre quem goste de diminuir, e argumentar que a principal razão para não ter havido sangue foi por ser impossível andar á porrada com calças á boca de sino, mas não vamos por aí.
Já quanto ao símbolo, um flor parece-me fraquinho, mas ainda se um cravo vermelho, torço o nariz. Cravo vermelho significa amor incompreendido, o que não é relativamente próprio para uma revolução feita por militares. Eu optaria por uma violeta, que significa modéstia, ou uma papoila branca, que representa a extravagancia e que pode ser utilizada para fazer um chá, que ainda bate. Se eu pudesse escolher o meu ícone para o 25 de Abril, não hesitava e ia para a chaimite. A chaimite é o veiculo militar que os pais militares dão aos filhos, quando eles ainda não têm idade para conduzir um tanque. bem armado, de que numa chaimite. Por isso é que eu gosto de chaimites, têm um ar pacifico. E fazem-me fome.A chaimite é um bom veiculo de guerra, já que ninguém dispara sobre uma chaimite, porque querem guardar as balas para o veiculo a sério que vem a seguir a esta amostra. Mas ainda assim, eu preferia ir á guerra dentro de um quiosque. Dá-me vontade de abrir uma chaimite, com uma daquelas coisas para abrir lates de atum, só para ver se é de comandos de escabeche, ou de sargentos com rodelas de choco. A chaimite é um veiculo que me dá fome.
Por isso, todos os anos é o mesmo, chegam as festas do 25 de Abril, e engordo 3 ou 4 quilos. O meu médico já me disse «Tu deves evitar os doces no 25 de Abril», mas que hei-de fazer, não consigo. Adeus, Camaradas.

Após tanto disparate só me resta mesmo,




Obrigado

TAP

'Destruamos' um ignorante, de forma original. É tão simples! Vale a pena ler.

Uma funcionária da TAP, em Lisboa, deveria ganhar um prémio por ter sido esperta, divertida e ter atingido o seu objectivo, quando teve que lidar com um passageiro que o que merecia mesmo, era voar no porão da bagagem.
Um voo sobrelotado da TAP foi cancelado (por razões óbvias!). Uma única funcionária, atendia e tentava resolver o problema de uma longa fila de passageiros. De repente, um indivíduo irritado passou por toda a fila, atirou o bilhete para cima do balcão e disse:
- Eu tenho que ir neste voo, e tem que ser em Primeira Classe.
A funcionária respondeu:
- O Sr. desculpe, terei todo o prazer em ajuda-lo, mas tenho que atender estas pessoas primeiro, pois estão pacientemente na fila, há algum tempo. Quando chegar a sua vez, farei tudo para poder satisfazer-lo.
O passageiro, irredutível, disse bastante alto para que todos na fila ouvissem:
- Você por acaso, faz alguma ideia de quem eu sou?
Sem hesitar, a funcionária sorriu, pediu licença, pegou no microfone e anunciou:
- Atenção, atenção, por favor!
A sua voz ecoou por todo o terminal, e ela continuou:
- Encontra-se junto deste balcão, um passageiro que não sabe quem é, devendo estar perdido! Se alguém for parente, responsável pelo mesmo, ou puder ajuda-lo a descobrir a sua identidade solicitamos que compareça no balcão da TAP. Muito obrigada!
Com as pessoas atrás dele, rindo desalmadamente, o homem olhou furiosamente
para a funcionária, rangeu os dentes e disse, gritando:
- Vou-te f*der!!!
Sem pestanejar, ela sorriu e disse:
- Desculpe, meu caro senhor, mas, mesmo para isso, vai ter que esperar na fila

21/04/2009

Ivo, O grande

De um lugar longe, onde as drogas são legalizadas, e escrevi esboço deste texto. Daí que pode haver uma palavra ou outra que não se consiga ler, uma vez que não sei como ao fim de 3 passas comecei a escrever em aramaico. De avião umas quantas vezes, e já foi muito simpático, tendo em conta que não aterrei em cima de nenhuma torre, o que foi logo um bom começo.
Já agora queria aproveitar para falar, primeiro do que tudo, do meu tamanho, depois, do espaço disponível para os seres humanos nos aviões. Ora, eu tenho 1 metro e 90. Tenho consciência que poderá não ser uma altura muito normal. Por exemplo, evito cortar as unhas dos pés, porque fica muito lá em baixo. Só lá fui uma vez, e sei que é menos uma hora do que aqui em cima. Portanto o que eu faço é cortar as unhas em altura do ano em que muda a hora, para não sofrer de Jet lag. Eu sei que os aviões foram pensados para pessoas de tamanho normal, o que não entendo é que tenha de ir num vôo de Londres, a fazer a espargata sentado, para não enfiar um joelho nos rins do senhor careca que vai á minha frente. Careca e com caspa, o que é uma proeza complicadíssima. Portanto, tenho de fazer umas quantas posições no banco, até adormecer e acordar uma hora depois com as pernas dormentes. Isto, porque toda a gente sabe que o sangue só vai para zonas onde consegue passar. Feitios. Se eu tiver com os joelhos quase na cara, e com os calcanhares a fazerem festinhas na careca do senhor, é provável que o sangue vá antes para sítios mais interessantes. Levantei-me uma hora depois, com vontade de ir á casa de banho. Ora, como é que voz hei-de explicar, a minha viagem até á casa de banho... Imaginem um cruzamento entre o Jorge Palma ás três da manhã e uma máquina de flippers. Foi isso. Não só por causa da turbulência, que parecia que estávamos a sobrevoar a cara do Gary Mcneal, como pela dormência das minhas pernas o que fazia que de dois em dois passos, fosse quase de joelho ao chão. (Isto e uma virilha esquerda aberta). Mas tudo isto com muito estilo. Chegado á casa de banho, percebo que, se calhar, só posso urinar se entrar metade do meu corpo de cada vez. Ou seja, o espaço disponível, ou é para uma contorcionista chinesa de 1 metro e 56 ou então a ideia deles era desafiarem-me a fazer entrar um arquinho de xixi desde o lugar 28 C, até á sanita. Portanto, decidi mesmo entrar na casa de banho, e juro-vos que nunca pensei que alguma vez fosse menino para conseguir imitar um bichinho de conta a urinar. Mas aconteceu. Agora que já perdi a pouca dignidade que ainda tinha, posso ainda dizer que escrevo estes disparates para não chorar. Virilha esquerda aberta.

20/04/2009

Bimby de Darwin

Bem vindos a mais um Longe vão os tempos: crónicas de uma saudade tão portuguesa, e no entanto tão australiana com uns laivos de menigasco. Mas os olhinhos são nepaleses. Ora lá vai, deixem-me suspirar...
Longe vão os tempos em que as mulheres nos conquistavam pelo estômago. As nossas mulheres (visão global) pertencem a uma geração que já não sabe cozinhar. A nossa mãe ainda tinha algum jeito, mas nada comparado com a nossa avó, que fazia receitas inventadas pela mãe dela.
Há aqui um padrão que me faz tristemente prever que a minha filha Beatriz, nunca irá escalfar um ovo. Mas há uma explicação.
Tal como a habilidade para trepar árvores, detectar o perigo através do olfacto ou ter relações sexuais várias vezes ao dia com diferentes criaturas, tudo são perdas e ganhos (Por acaso não me ocorre um ganho) de uma espécie que vive esta infinita viagem de adaptação. Darwin explicaria melhor que eu, não fosse o facto de eu estar vivo e ele não. A verdade é que as mulheres perderam a capacidade de fazer comida. É por isso que os casamentos Gay, estão na moda. Nós precisamos de alguém que saiba cozinhar, e já não são elas.
Tenho amigos homossexuais (Atenção, tenho mais dos que não são!), e todo eles cozinham bem. Pouco, por causa do corpo, mas muito saboroso e com óptimo aspecto. Posso afirmar a plenos pulmões e aqui no blog que ninguém me vê, que mais facilmente um deles me conquistava pelo estômago que a maioria das mulheres que conheço. Se a isto somarmos a arrumação e bom gosto da casa, a capacidade de saber ouvir e de festejar com euforia (histerismo, vá) os nossos feitos e o dom para as massagens, obtemos algo que é no mínimo, muito cativante para um heterossexual dos nossos dias.
E regressamos de novo a Darwin, sem que ele tenha dado por isso, só para lhe pregar um susto e para evocar a sua palavra preferida - evolução. Não é descabido pensar num futuro próximo em que a maioria dos casais é constituído por um heterossexual e por um homossexual.
Para os que não estavam cá no inicio, relembro que tudo começou com a falta de jeito das mulheres de hoje em dia, para cozinhar.
Se olharmos para uma cozinha de uma casa de classe média/alta, as outras não conheço, o que vemos são máquinas. Neste local inóspito o mais parecido com a velha 'Maria', empregada e cozinheira da avó da minha avó, mulher capaz de grelhar e matar um porco, maioria das vezes, mesmo por esta ordem, é a Bimby!
A Bimby, uma máquina que faz receitas, e que se vê que as faz com algum carinho. (pelo menos não suspira de enfadado quando nos faz o jantar) e tem um nome apelativo, suficiente para nos fazer voltar atrás só para lhe pedir o numero de telefone. É uma excelente máquina. Para os que não conhecem o electrodoméstico em questão, e querem perceber melhor quais são as suas características técnicas, eu diria que se várias Bimby estivessem numa praia de óculos escuros a apanhar sol e aparecesse uma excursão de micro ondas com garrafões e geleiras, elas levantavam-se e abandonavam a praia. É assim que ela é.
O post termina com o um homem sozinho na cozinha com a sua Bimby e uma máquina de café expresso. Um triângulo que costuma ser usado como um bom começo, mas aqui serve para acabar.
E regressamos a Darwin, uma ultima vez, para lhe lembrar de para apagar a vela antes de adormecer, não vá pegar fogo ás cortinas como da ultima vez.
Boa noite.

19/04/2009

Empate humilhante

Isto do futebol depende muito da perspectiva. Há uns anos, uma equipa portuguesa (o Estoril) resolveu jogar com o Benfica a cerca de 300 quilómetros do seu estádio porque sabia que, noutro recinto, teria uma receita bem maior. Foi um escândalo. Uma vergonha, uma infâmia, uma vigarice nunca vista no futebol mundial. Poucos anos depois, uma equipa francesa (o Lille) resolveu jogar com o Benfica a cerca de 300 quilómetros do seu estádio porque sabia que, noutro recinto, teria uma receita bem maior. Foi um acto de gestão normal. Uma manifestação de inteligência, de sensatez, de administração racional das finanças do clube.
São diferenças de perspectiva que se registam a toda a hora. Há uma semana, o Porto foi empatar a Old Trafford. No final do jogo aquele empate era já uma vitória, e ao longo da semana foi sendo uma goleada cada vez maior. A estrutura do Porto tinha vergado o Manchester. A organização do Porto tinha dado cartas frente ao campeão da Europa. A gestão desportiva do Porto tinha ensinado aos ingleses como é que se goleia por 2-2. Li (e recortei) que o Porto tinha, e cito, «humilhado» o Manchester United. Eu desconhecia que, nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, uma equipa podia humilhar outra aplicando-lhe um humilhante empate. Já tinha ouvido falar em derrotas humilhantes e goleadas humilhantes. Empates humilhantes, foi a primeira vez. E, no entanto, o Porto espetou-lhes um 2-2 que eles até ficaram com as orelhas a arder. Uma semana depois, o Porto ainda conseguiu humilhar o Manchester durante 6 minutos inteirinhos, forçando os campeões do Mundo a um humilhante 0-0, mas depois um madeirense deu um pontapé no meio campo e deitou abaixo a estrutura, desfez a organização e arruinou a gestão desportiva.
Ora, se 2-2 fora é humilhar, eu esperava que, perdendo 1-0 em casa, o Porto tivesse sido trucidado. Não: bateu-se muito bem. Um jornal assinalou, e bem, que o Hulk até corre melhor que o Ronaldo. Eu vi o jogo pela televisão e fiquei chocado com a maneira atabalhoada como o Cristiano correu para a bola antes de a enfiar dentro da baliza a 40 metros de distância. Creio, aliás, que chutou dali porque teve vergonha de correr até mais perto do Helton.

RAP

11/04/2009

Filme de terror de Amy Winehouse

Amy Winehouse "esponja" encontra-se em Santa Lúcia, nas Caraíbas, a fazer uma desintoxicação. Num destes dias a senhora decidiu fumar filamentos de banana - mais uma utilidade para o fruto que provavelmente não faria parte do tratamento. Como resultado da fumaça assustou os turistas que se encontravam na praia onde a cantora "pedrada" e seminua se passeava. "Ficou toda a gente em estado de choque..." disse um dos desafortunados turistas. Estas pessoas são merecedoras de toda a minha solidariedade, vestida já é um grande susto!

10/04/2009

Our Nippons Friends

Our Nippon friends!



After two weeks in Japan, I begrudgingly boarded a 747. I have to tell you, there are times on trips like this when I get anxious to get home. I miss the little things. For example, being able to eat my own meals, having access to my snooker table, Etc... I get tired of rummaging through my suitcase pockets looking for things. But this trip was different. I would have liked to stay longer, visit more places. We touched down in Tokyo on a chilly day and spent the next two weeks bundled up and taking in as much as possible. We eventually made our way to Kyoto, then onto Mt. Koyasan before flying back from Sta Augusta.
I thought I'd try to outline some of the highlights of the trip in case you find yourself there. So many of you offered up suggestions, it quickly became clear I'd need another year there to explore all of them.(next Snikers!) I couldn't be more thankful for your insights, it was a bit overwhelming trying to figure out where to go, what to do, and more importantly, what to skip this time around. Your notes and emails helped immensely in that regard - enabling me to narrow things down. As far as traveling there in winter, it was quite cold, and it rained a lot, and snowed some. That didn't bother me much, it certainly isn't for everybody, traveling in winter, but I'd still go back this time of year. If you don't mind perpetually numb fingers and toes, the misty mornings were magical, and you could see the very first signs of spring in the handful of rogue plum blossom trees that had somehow exploded into full bloom despite snow still falling from the sky.
As far as restaurants go, we ate in many of the vegetarian (lol) or macrobiotic cafes in both towns (Tokyo and Kyoto). More often than not, the offerings were simple, fresh, and delicious. Meals were satisfying without being overly filling. Vibrant produce made an appearance at nearly every meal, the food was handled meticulously. Their lettuce absolutely glows on the plate, even in the simplest cafes. Thankfully it seems as if the Japanese have yet to discover bagged lettuce.
As Tokyo Highlights i must say, Brown Rice Cafe served up the best tempeh I've ever tasted. It was fresh and nutty, didn't need any sauce, marinade, or spices whatsoever. Just a pinch of salt was all. We went back twice. Stocked up on snacks and breakfast items at Natural House, just a couple blocks from Brown Rice Cafe. A walk around the neighborhood streets of Nakano and a cozy lunch at Govinda's Veg Kitchen with our new friend Kurt. PURE Cafe (in the same area as Brown Rice Kitchen). Meiji-Jingu Shrine in rain so strong the drops were jumping back from the ground. Lunch at Macrobiotic Marche (attached to a Macrobiotic cooking school). The cafe is also attached to a little macrobiotic pantry where you can stock up on some fantastic grain blends, miso pastes, seaweeds, seasonings, and the like. Stroll along the river to Cow Books in Nakameguro, spotted some really cool lunch trucks parked there as well. (Tokyo Paella & Soup Girl). Also in Nakameguro (across and diagonal from Cow Books), I popped into cute cafe drole for a slice of extra-moist banana bread. Then, a few blocks later stumbled on the exquisite mochi treats at Higashiya. They are presented in a beautiful baton box, wrapped, and place in a bag with a mini ice-pack to keep them chilled until you get home. Hard to resist.Lol. I found myself at the Shinjuku Muji store and the Shinjuki I setan basement food court more than once. There is a nice grocery store, if that is what you call it, in that food court, and I stocked up on a bunch of Japanese salts and spice blends. And then I bought a six-pack of Pierre Hermé macaroons to take back to Wayne. We don't have those in London. Great photo book store / gallery, Sokyusha, also in Shinjuku. The little gallery was showing some huge, stunning Kohei Yoshiyuki prints - The Pond series. Leica store in Ginza. I got an email from a reader (thank you Caitlin!) who sent me a link to this article about a chef doing ital soba in Tokyo. The miniscule restaurant is called Asahi, and it is Tokyo's only Rasta-vegan noodle house. (All that stuff about vegan food, it's because our alimentation, but it fix so well, becouse there is someone who would love to eat with me, well, i hope so...) Chef Koichi Nakajima is it. It is just him, you, and maybe four or five other diners. He turned out our very best meal in Tokyo, and (at second glance) I think he did it using a couple of deluxe camping stoves. Well worth the effort it took to seek out the tiny, off-the-beaten path location (a couple subway transfers, and a 15 minute walk). I promise to write more about it in more detail later. Watching a snowstorm from the 52nd floor of the Mori Hotel at OITA City View in Roppongi. We kept warm in a nearby bookstore with a great photo book selection as well - Tsutaya. Had a cozy lunch at nearby Eat More Greens. Organic Show & Earth Garden/Earth Shows with Chika - good company, and lots of interesting heirloom beans, grains, seeds, and arts & crafts for sale.
(Sorry no comment, this time)



07/04/2009

Carlos Queirós

É cada vez mais pertinente a questão Carlos Queirós. O que se passa?
Sinceramente, já não acredito que Portugal consiga apuramento para o mundial da África do Sul. Aliás, ficará na história, nomes sonantes como os que existem na selecção, não conseguirem uma presença na África do Sul. Ainda para melhorar, existem comentadores, (Rui Santos) que estão realmente a cair, em muitas das alegações que têm vindo a fazer. Apoiam incondicionalmente o prof. Carlos Queirós, e eu juro que me ponho a pensar, porquê. Será as exibições? Será porque temos tido realmente muito azar? Não... Na verdade, a selecção Portuguesa, está como o Benfica, ou seja, não tem fio de jogo sequer. Para pesar ainda mais na consciência desses comentadores, a questão de que na selecção, estão reunidos uma elite de jogadores, que podemos dizer, bem superiores á média mundial. Ainda assim, nem apurados seremos. Rui santos, tal como José de Pina disse, é realmente o agente do prof. Carlos Queirós. Rui Santos, consegue no programa Tempo Extra, destruir o Paulo Bento, pelas escolhas tácticas e unidades em campo, mas quando o prof. Carlos Queirós, com uma selecção de estrelas, não consegue ficar á frente da Albânia, são opções compreensíveis, pois está a apostar no futuro. Meus amigos, já não existe imparcialidade.
'Como toda a gente, suponho, estranho o silêncio que a comunicação social portuguesa tem dedicado à carreira de Mick Phelan. Durante anos, nenhum dos nossos jornais se esqueceu de assinalar que os êxitos do Manchester United eram também (senão sobretudo) do prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós tinha revolucionado o Manchester United. O prof. Carlos Queirós tinha levado para Manchester métodos que tinham deixado boquiaberta toda a Bretanha — que é grã. O prof. Carlos Queirós era indispensável no Manchester United e Alex Ferguson nem queria ouvir falar na sua saída. Havia uma razão para isto: Alex Ferguson só fazia as substituições, todo o trabalho importante era feito pelo prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós não era o treinador-adjunto de Alex Ferguson, Alex Ferguson é que tinha a honra e a sorte de ser o treinador principal da equipa técnica onde pontificava o prof. Carlos Queirós. O prof. Carlos Queirós inventou jogadores, ganhou taças, foi campeão de Inglaterra e da Europa. Nisto, o prof. Carlos Queirós veio treinar a selecção portuguesa e deixou o Manchester condenado à ruína. Alex Ferguson, imprudentemente, substituiu o indispensável prof. Carlos Queirós por Mick Phelan. Exacto, Mick Phelan. O antigo treinador-adjunto do Norwich, do Blackpool e do Stockport County. E, embora os jornais portugueses o tenham ignorado, Mick Phelan já foi campeão do Mundo de clubes, lidera o campeonato inglês, e está nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Para quando a atenção devida ao trabalho de Mick Phelan? Tenho saudades de acompanhar a carreira de treinadores-adjuntos brilhantes.'

Ivo Almeida in Relvado Tuga

05/04/2009

Sandra

Olá a todos. Estou muito entusiasmado. Recebi um comentário no post 'Porto vs Manchester.
Sandra, disseste que nunca viste o Benfica ser campeão a cores, isso é uma problema que tem mais haver com a televisão. Sabes em 2005, eu já andava pela Internet, portanto o RGB, já era algo também bastante divulgado. Ainda assim, se não viste, eu facilito.
Quanto a eu mostrar o quanto Português sou, calma. Mas é suposto eu ser português? Aliás, farei de uma outra forma, será por querer que o Porto perca com toda e qualquer equipe, que sou menos Português que tu?
Eu sinto-me patriota, mas não o posso ser, porque a prova máxima do patriotismo é torcer por toda e qualquer equipa portuguesa, sempre que no estrangeiro, mesmo que sendo a equipa alvo de todas as desconfianças e processos movidos pelo simples motivo de corrupção desportiva? Não me parece. Como Português que poderei ser, ou não (no fundo nem isso sabes), defenderia o meu país, de uma forma limpa, e afastada de qualquer tipo de actividade ilícita. (lembro-me agora, da fama que Portugal ficou, quando o Senhor Pinto da costa, após oferecer, relógios de diamantes á equipe de arbitragem na meia final da champions, disse, em sua defesa, que se tratava de uma processo normal do clube. Como resposta do comité desportivo, Portugal ouviu, que como princípio, as equipas estavam habituadas a uma lembrança do clube, somente após o jogo, de forma a garantir a imparcialidade e afastar qualquer tipo de susceptibilidade de desconfianças).
Não seria eu, um grande Português, que nem Salazar, a apoiar o meu país, e a condenar socialmente qualquer instituição que vá denegrir o estado?
Não é uma ideia lógica? Seria.
Adiante, gostava imenso que me mostrasses, onde é que eu disse que o Benfica é grande porque ganhou a Taça Carlsberg. Até tu, portista, sabes que o Benfica é enorme, mas não é por isso. Se continuares a por-me palavras na boca, como fizeste ao longo do teu comentário, não vejo a lógica do teu argumento, sinceramente.
Não é difícil, refutar tudo aquilo que dizes, afinal logo de seguida, dizes que 'dizem que o porto é pequeno, quando está nos quartos de final'
Bem, ainda que te apoquente tanto essas declarações, mais uma vez, não foram minhas.
Pensava que tentavas criticar o meu pensamento, afinal usaste o meu Blog, para matar as tuas angustias gerais, no que diz respeito ao Porto.
Depois, que nem cereja no topo do bolo, acabas com uma frase divina. 'Cada um sabe da sua vida'. Sem dúvida, mas não pude deixar de reparar, é que tu sabes mesmo da vida de todos, menos da minha, afinal falaste, falaste, mas pouca coisa dita por mim.
Já entendi a tua visão dos factos desportivos. Terminas o comentário, a dizer que o tamanho o Benfica, revela-se na atitude jocosa de utilizar as siglas 'SLB', para fazer uma remissão para outras palavras que não as originais. (Que azar, pois até a essa situação, eu expressei opinião)
E eu que esperava argumentos. Não te preocupes, não vou cair na falácia de generalizar, a massa associativa do Porto.
Ainda acredito, que o Porto tem algumas pessoas, menos fanáticas, e mais coerentes.

04/04/2009

Girls, girls, girls.

Oh no, is he single? Look, i'm just looking for a good time with some good friends...
First of all I'd like to say the following two things:
The title of my new started post, this one, don't take it too serious, I realize it sounds kinda slutish (if that word exists), it is far from being meant that way!
Sorry, but this one will be huge. I'd like to write right now..
That day, the day started with a football game. Soccer as american people says. A game of a good friend of mine who still play with 32 years old. He was not bad, just a little lazy.
After the game, most people who attended came to have a drink at one of my most favorite places to have a drink at. It was a great and simpathetic atmosphere, most tension was released... Sadness was relieved.
However..
I treated myself on a Cola, snip It felt good, it wakened instipartion to write, write some of my 'mind spins' on here.
I was unexpected invited to go to a dinner with a few people who attended the game, it was a nice intimite comming together, I should do such things more often and spontanious, as i did when i arrived to london...
For a while now I have not been any of interested in that girl, but i think, she thinks different, i do not know too well, she asked me to exchange phone numbers and all that stuff.
Lets see where that might end, i don´t want more then a friendship. Is it so hard have some girl as a friend? Everyone have to think, in anything more than friends? Such a rubbish!
I keep on recieving compliments on my looks, behaviours and so on. Real (not nice) flirts.
Questions raise:
You know, it is nice to be appreciated, but what they all want with these subjects? Have been so annoying be aborded that way.
Should they leave me in peace? Should I just give every girl a slap, and see who 'slap me' best?
For now it seems plenty.
I just felt like writing some of these thoughts anonimous in public... but they are not so anonimous, right?
And hey! I am just looking for a good time with some good friends! Just, somehow somewhere I'd love to meet someone new, able to be my friend. Ok. I'm not interessed meet someone who think in something as a little more serious and a little more longer then the relationships. I've had before, and i don´t want it right now.
Should I turn to some religion to solve this feeling? lol (Bla bull#!) They tried to make me read some wear books and so on to snip, but I discovered I don't need the 'power' of thoses book to be able to talk
I am strong enough
Love, Peace and Soul on a Football game..!
Sincerely,


IA

03/04/2009

Foreign policy

I was just reading and translating to my new japoneses friends a news story on a celebrity gossip website about Angelina Jolie's rumored plans to adopt her next baby from India, and when I glanced down at the comments. I was expecting to see the usual griping about how her family resembles a traveling circus or SHILOH IS SO CUTE! or YUCK SHE KISSED HER BROTHER WHATEVER. But the very first comment was left by a more profoundly concerned citizen of the world who asked, "WHY IS IT NEVER A MEXICAN??!!"
That comment totally made my day.
IA

Us

Come and lay right on my bed, sit and drink some moove, i'll try not make you cry. And if you get inside my head, then you would understend, then you would understend me...
Why i have felt so alone, why i keep myself from love, and you became my favourite drug. So let me take you right now and swallow you down, i really need you inside...
If we had those nights together, if we had those moments to ourselves, then we would be unstoppable.
Do you think that think is right?, or is it really wrong?... I know that this is what i have been wanting... And all this burning on my soul, every time we talk on the phone, all night long, it fills up to my throat, it fills up 'till my heart is breaking.
Now we can both learn, somehow, you will see, it's all we have... Love, it keep us together, and i do need love, and i do need you...
When i wake up here with all those nippons, without you, and knowing that you are not here, i'm only feeling half as good.
Well, i'm gonna to find a way, to wrap you in my arms, you make me fell alive.