03/12/2009

Árvore de Natal da Zon


Vocês sabem que não sou muito de escrever sobre outras pessoas aqui. Principalmente, porque quero o protagonismo e a fama, toda só para mim. Flashes, revistas, e reportagens. (Só por causa disso vou ser cara do postal de Natal do ensino superior) Só para mostrar quem manda.
Por nenhuma razão especial, apenas porque quando o blog nasceu foi com outra intenção... Bem, vamos ao que interessa, porque me apetece mesmo partilhar convosco este episódio. A Raquel, há cinco anos que é filha de um colega meu. Deixou-a cá por casa desde as 18 horas da tarde. Com cinco aninhos, conseguiu-me explicar que tinha um sonho. Comecei por imaginar algo rocambolesco, mas no fundo, o sonho era, ver a árvore de Natal da Zon - coisas que a publicidade faz. Nem mais uma palavra. Não aguentei e lá fomos os dois. Muito frio, que era aquecido apenas pela curiosidade dela, "estou tão ansiosa, Ivo!", reclamou vezes sem conta enquanto estávamos trancados no trânsito. Na espera, manifestou o seu desagrado em relação à iluminação da Avenida da Liberdade, "não é assim, muito bonita, pois não?". Não. Não é! Chegámos à árvore de Natal que ela tanto queria ver, desde que a viu anunciada na televisão. "É linda! É tão linda...". Uma multidão de gente para ver o mesmo, mas só se ouvia a voz dela - a quem sairá? No meio de tanto entusiasmo viu os focos iluminarem o céu, que ela confundiu com uma estrela cadente "tem estrelas e tudo, Ivo!". Deixei-a sonhar. "Pede então um desejo, Raquel..". Não pensou duas vezes, "posso pedir dois?". Perguntou, espevitada, entusiasmada a sorrir de orelha a orelha; "que acabem os mosquitos e que existam sempre borboletas!". Confesso que fiquei surpreso! Estava à espera de outra coisa qualquer. E impotente, porque não posso acabar com os mosquitos, nem fazer que existam borboletas o ano todo. Ainda não sei, mas desconfio piamente que ser pai é isto. Constante felicidade e sensação de impotência por não realizar todos os desejos...
No entanto, é lindo.

01/12/2009

Futebol

Comovo-me, zango-me, encanto-me, desiludo-me, sonho, sofro. Às vezes é frustrante, outras bom demais. E antes de todos (todos!) os jogos, no fundo, uma pessoa acredita sempre, e diz para si: vamos ganhar.

Depois é o jogo, a emoção e incerteza, os nervos e as análises à táctica, à atitude, a todas as jogadas, incidentes, erros, surpresas. Chamam-se uns nomes aos jogadores quando eles fazem disparates, aplaude-se quando eles acertam. Grita-se "vamos", no arranque de cada ataque.

E no fim, entre a alegria e a frustração, vêm as explicações possíveis, para tudo o que afinal acabou por passar-se em campo. Especula-se com razões que, antes do jogo, são coisa nenhuma, mas depois da coisa vista e revista, tudo parece claro, afinal estava-se mesmo a ver.

Entre uma bola que sai ao lado, um corte milagroso ou uma grande defesa, um grande golo ou uma perdida incrível, ali estamos, sempre ingénuos e impotentes para mudar alguma coisa, adeptos a roer as unhas.

Vamos ganhar? Antes do jogo...vamos sempre. Depois...logo se verá.

29/11/2009

28/11/2009

Oito's com os oito's

Postado no ATS:
'Dont want to sound rude, but there's really no nice way of asking this. Are ugly people attracted to their partners, or do they just settle for what they can get? Because you never see an ugly person with an attractive counterpart.'

Lá vem a minha teoria, quando eu sempre falei de 8's com 8's, e 4's com 4's. Voilá!

26/11/2009

Matam o Português II


Eu nem sou destas coisas. Mas como no IAB é possível encontrar uma diversidade grande de conteúdos, e eu como Bloguista, tenho o dever de defender as cores da minha camisa, vou falar.
Actualmente, os facilitismos educacionais têm colocado o sorriso na boca dos ministros, sempre que olham para uma estatística positiva, enquanto relativa ao ano transacto. Nada mais falso.
Se as estatísticas são realmente tão importantes, ao nível do controlo – que entenda-se; eu concordo que sim – Porque são brutalmente deturpadas, usadas de forma a criar sorrisos, sobre desgraças disfarçadas? Esqueceu-se que o principal objectivo das escolas é educar, e substituiu-se essa ideia, por mostrar ao mundo que cá se educa.
Pede-se o ridículo de alguém criar estatísticas que por sua vez, controlem as estatísticas base, pois essas estão doentes.
Os facilitismos, só facilitam mesmo a nível temporário, pois surgem mais tarde, em forma de mau funcionário, de mau homem, de mau cidadão.
Trata-se de uma luta constante no erro, que nem criança a quem se faz todas as vontades para não a ouvir chorar.
É sinistra a forma como se escreve, é sinistra a forma como se pensa, é sinistra a forma como a pouca soberania que ainda retemos, se tem vindo a desfragmentar numa espiral de ostentação surreal da cultura no nosso país.
Já não existe a criança preocupada com a forma como comunica, pois essa é suficiente, numa sociedade, que se entrega á letargia do menor esforço, hierarquicamente atrofiada de valores, sociedade essa que domina perfeitamente os nomes dos lutadores de WWE.
Triste realidade, quando actualmente – arrisco 60% - dos estudantes, apontam como o seu primeiro livro o ‘Cavaleiro da Dinamarca’ ou ‘Felizmente há luar’.
Não se incentiva a leitura, e quando se faz, esta começa a ser tomada aos olhos do castigo ou da obrigação.
Gera-se o ócio mental, a indecisão ridícula, e a certeza aparece por influência imposta.
Uma influência que em nada foge ao fruto de toda uma sociedade com as características vincadas na falta de princípios, uma sociedade que cada vez mais não sabe o que é um afecto, um abraço, porque actualmente uma troca de olhares é suficiente.
Mais triste que a tristeza de uma insuficiência oral e escrita, é o preconceito criado por estas pessoas, que mesmo sem estímulo de alterar tal incapacidade, recuam com a perfeita noção de que são carentes de conhecimento básico. Um obscurantismo, um ocultismo que gera a completa falha no passa-palavra da informação, da cultura.
Tal carência de informação, rapidamente se reflecte no pensamento mais básico. Pensamento atrofiado esse, que me faz ouvir, tantas ambições megalómanas, que não passam de auto-ridicularizações inalcançáveis, caso toda a rotina se mantenha .
Em género de alerta, quem nem um pequeno dicionário para não se fazer figura de parvo á mesa do café, quando se ouve uma palavra que não se tinha ouvido antes, ou uma série de perguntas ainda hoje sem resposta, que pode muito bem ser usada em situações de ultima rácio. - Ao lado destes problemas, uma hipoteca confiscada pelo banco, é como passar pela casa de partida sem receber os dois mil escudos -
Proponho por ventura uma pequena amostra de variações de poesia para impressionar pessoas com menos contacto com a produção poética – Estudantes de literatura - por exemplo, e uma serie de pensamentos que facilito desde já, para que o leitor se recorde e use no trabalho, na casa de banho, ou a escrever na porta de uma casa de banho pública. Talvez não facilite nada. Facilitem-se todos vós.

IA

Estudante universitário

O estudante universitário é alguém que consegue surpreender.
Exemplo:
"Uma certa coisa tem a forma de crescente ou, como certo autor refere, tem a forma de croissant.."

Bom, se não percebeste és com certeza aluno da Nova.

17/11/2009

Princípio da igualdade

Giro. Talvez não tanto. Todos os santos dias na entrada para o comboio e metro, aparecem aquelas senhoras pequeninas, que furam as costas do pessoal. No fundo ninguém lhes liga, pois são realmente pequeninas.
Gosto de partir do principio da igualdade, e em sede dessa mesma ideia, denoto na cara dessa gente, as veias inchadas e as faces vermelhas de tanta força feita na tentativa de 'furar'.
Ainda hoje, ia entrar para o comboio quando uma dessas pessoas esbarrou com a cara bem no meu cotovelo. Pediu-me desculpa e eu sorri.
Mas nem por isso desistiu, pois até me sentar, fui a levar cabeçadas nas costas dessa mesma pessoa. Ora, com aquele tamanho, e com aquela força, ninguém seria capaz de replicar. Mas eu sei que a senhora se esforçou.
O aviso é seguinte, tenho 1.90m e peso 90kg. Vou começar a fazer força na tentativa de 'furar', ou agora a nova modalidade 'cilindrar'.
Isto, porque lá está, sou grande crente no Artigo 13º da Constituição da Republica Portuguesa.

11/11/2009

Robert Enke





Eram tempos agora nostálgicos, e a recordação é ainda fresca. Aliás, ficou bem mais fresca hoje pelas 7 horas da manhã. Com idade de juvenil, e o grande Benfica foi treinar ao Almada Atlético Clube, clube esse onde eu dava por essa altura uns pontapés na bola. A excitação era muita, para nós não era apenas um treino, era uma atracção. Provavelmente teríamos mais público nesse treino, do que em jogo oficiais. Eram os meus ídolos, e estariam ali a jogar, bem á minha frente. Bloqueavam-me os movimentos a simples presença de tais sujeitos, assim como os pensamentos que teimavam em não sair completos.
Começou o treino, e quando acabou, perdíamos por 13 a 14. Parecia resultado de equipe de Andebol.
Nos tuneis de acesso, a timidez ficava de parte na tentativa de uns dedos de conversa com fotografias e autógrafos com as estrelas.
Com mais sorte com uns do que outros, recordo o Fernando Meira, alto, antipático e frio, o Simão Sabrosa, sempre a rir, e o Argel que discutia com o Nuno Gomes, e queria bater-lhe.
Na altura, tinha sem dúvida maior admiração pelo Nuno e pelo Simão, mas não consigo (muito menos agora) esquecer de um rapaz alto (1.86m) loiro, com tremendas dificuldades em falar português, e o inglês não era o meu forte. Sempre com um sorriso amável, e olhos de quem tinha a bondade nas veias. Saiam várias «Origados» por cada foto, e um abraço por cada autografo. Depois da foto no telemóvel de um colega meu, assinou 'Robert Enke' na minha t-shirt, por era esse o seu nome completo.
Após assinatura, ficamos cerca de 7 rapazes de olhos esbugalhados de volta do Enke, do Poborsky e do Pepa.
A bem deste post, (e depois, de numa mistura de inglês e português, nos ter contado que tinha criado um canil em sua casa, só porque haviam muitos cães vadios na sua rua) digo apenas quais as ultimas palavras que ouvi de tal rapaz «Tu, moito bom», «Portuguel tudo moito bom que Deustland».
Há os bons atletas, e há os bons profissionais. Aqueles raros, que agregam as duas categorias, são como Enke sempre foi. Um muito bom homem.
Por agora, o choque vai passando, mas fica o abalo da noticia.
Sabes Enke; Tu muito melhor!







01/11/2009

Sonhos

As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e nós pequenos demais para nos tornarmos reais...

16/10/2009

Obama e o Prémio Nobel da Paz

Em duas ou três semanas, Obama teve uma acção suficientemente meritória para ganhar o Nobel da Paz. Que fez ele? A resposta é clara: nada. Não ordenou retiradas, mas também não ordenou ataques. Não ordenou nada, o que já é bem bom. Um estadista que não faça nada tem, hoje, um valor inestimável
A atribuição do prémio Nobel da Paz a Barack Obama é, evidentemente, absurda. É inconcebível que o recém-eleito presidente dos Estados Unidos tenha recebido o prémio Nobel. Especialmente, é inconcebível que o tenha recebido antes de vencer um Oscar, de ganhar a Bota de Ouro e de ser coroado Miss Portugal. Que se passa com a academia de Hollywood, a Liga de Futebol Profissional e o júri do popular concurso de beleza para não terem ainda premiado Barack Obama? Como é possível que Obama esteja há quase um ano na Casa Branca e tenha vencido apenas um prémio Nobel? E logo o da Paz, que não exige qualquer mérito da parte do premiado - nem sequer o mérito de promover a paz, conforme se constata pelo facto de Henry Kissinger ter recebido o galardão em 1973. Porque não o da Literatura, se as suas autobiografias (as 23) estão escritas num estilo tão elegante e enxuto? Porque não o da Economia, o da Química ou da Medicina? Pode perguntar-se: que fez ele para vencer o Nobel da Economia, da Química ou da Medicina? E pode responder-se: o mesmo que fez para ganhar o da Paz.
As candidaturas para o prémio Nobel da Paz são entregues em Fevereiro. Barack Obama tomou posse como presidente dos Estados Unidos no final de Janeiro. Em duas ou três semanas, Obama teve uma acção suficientemente meritória para ganhar o Nobel da Paz. Que fez ele? A resposta é clara: nada. Não ordenou retiradas, mas também não ordenou ataques. Não ordenou nada, o que já é bem bom. Um estadista que não faça nada tem, hoje, um valor inestimável. Há quem diga que o prémio foi atribuído a Obama como sinal de esperança no que o presidente americano poderá fazer no futuro. Sinceramente, não creio. Julgo que o comité norueguês atribuiu o prémio agora por uma questão de oportunidade: há que aproveitar enquanto é tempo. Normalmente, é uma questão de meses até o presidente dos Estados Unidos lançar o país numa guerra qualquer. É preciso premiá-lo enquanto não começa a rebentar com coisas no Médio Oriente.
Por outro lado, é muito curioso que a atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama tenha desencadeado uma série de comentários extremamente beligerantes. Raras vezes terá havido tanta discórdia a propósito da Paz. É mais um mérito de Obama: recebe prémios, promove discussões, agita o mundo. E tudo sem se mexer. Minto: há uns meses comprou um cão. Mas imaginem o que acontecerá quando ele começar mesmo a fazer coisas.

O voto nulo

Mais uma vez, o principal aspecto das eleições legislativas passa sem o comentário dos analistas políticos. Como é possível que a generalidade dos comentadores passe a noite eleitoral a dizer banalidades sobre os votos nos grandes partidos e não diga uma única banalidade sobre os votos brancos e, sobretudo, os votos nulos? Os eleitores mais empenhados e que levam mais a sério o seu voto voltaram a ser ignorados em todos os comentários. No entanto, e como é evidente, não há nenhum eleitor mais abnegado do que aquele que deposita na urna um voto nulo. Trata-se de um cidadão que se desloca à secção de voto com o objectivo de inutilizar o seu boletim, muitas vezes escrevendo nele uma frase indecente, ou espirituosa, ou ambas - uma obra que será contemplada apenas pelos dois ou três desgraçados que despejam a urna e fazem a contagem dos votos. Normalmente, a mensagem escrita no boletim é dirigida a um candidato, ou a vários, ou a todos - no entanto, na melhor das hipóteses fará corar apenas a presidente da mesa eleitoral. Há nisto tanto de poético, de quixotesco e de belo (e é tão curioso que toda essa beleza seja produzida, na maior parte das vezes, pelo desenho de partes seleccionadas do corpo humano) que me dá vontade de chorar. Mais ainda do que os próprios resultados eleitorais.
Os votos brancos caíram 4544 votos, enquanto os nulos subiram de 65 515 votos para 74 274, o que significa um importante aumento de 8759 votos. Sem fazer campanha, sem dinheiro do Estado para propaganda, sem tempos de antena, a obscenidade democrática vai trilhando o seu caminho, subindo paulatinamente, sufrágio após sufrágio. O mais triste, e até injusto, é o facto de este tipo de voto continuar a ser designado por nulo. Quem tem a suprema lata antidemocrática de dizer que um voto com um dito ou um desenho indecoroso é menos válido do que uma cruzinha num dos partidos listados no boletim? Quando é que a Comissão Nacional de Eleições percebe que este sistema de denominação discrimina precisamente os votos mais livres, mais requintados, mais artísticos? Nulo, um pirete? Válida, uma cruzinha? Não faz sentido. O pirete agregador, porque desenhado democraticamente sobre todos os partidos, com a sua pujança fecundadora, é um voto que promete futuro. A cruzinha, encarcerada num só quadrado, é exclusiva, porquanto elege um e repele todos os outros. Uma cruz é uma cruz. Um pirete tem diversos matizes, tamanhos, guarnições. Há, evidentemente, muito mais num pirete que numa triste cruz.

15/10/2009

Um homem diferente


Agora sim, eu cubro a rua
Num manto apaixonado, só por ti
Eu fico só, na multidão, remendas-me, reparas-me
E descubro o homem que há em mim.
Deixei para trás, a vida cheia de defeitos,
Fechei a porta, onde não mais quero entrar
E ao acaso pelas ruas da cidade,
Assobiando o meu amor, por ti a sonhar...
Faz mau tempo lá pelo passado,
Faz sol no meu presente
Só me faltavas tu,
E agora sou diferente...
Não há mais por do sol
Em Sunset Boulevard,
Agora estás aqui,
já nem me podem encontrar...

E foi assim,
No parque as nações,
Alguém aparece e oferece um cigarrinho
«Muito obrigado amiga não, não vou fumar»
No coração já deixei esse caminho...
Deixei para trás, a vida cheia de defeitos,
Fechei a porta, onde não mais quero entrar
E ao acaso pelas ruas da cidade,
Assobiando o meu amor, por ti a sonhar...

07/10/2009

Autarquicas em Almada


É certo e sabido que Almada pertence a Maria Emília. É certo e sabido que Almada, em termos de autárquicas, é dominada pelo CDU. O espanto passa mesmo por esta noite em debate da RTP N, o deputado socialista Paulo Pedroso, numa constante coerência e classe, assassinou um discurso comunista, repleto de vícios e mentiras bem sonantes.
Foi que nem tiro em cheio no alvo comunista, quando em abordagem ao assunto relativo ao tremendo disparate que consistiu em fechar a principal avenida de Almada ao transito, deixando a revolta e o medo dos comerciantes, pelo pouco dinheiro, insuficiente para a própria renda da loja.
Ainda em sede do Metro de superfície, houve um deslize no valor do dobro do valor de toda a obra. Foi o tanto falado de «Politica arranjadinha», que o Dr. Francisco Louça, tanto falou. O porquê é simples; Maria Emília, com irmã e sobrinha a fazer parte da administração da ECALMA. Fica agora esclarecido o porquê da tremenda dificuldade de encontrar um lugar para estacionar em Almada, em lugar que não seja pago.
Agora querem saber o porquê do Metro de Superfície?
Tendo em conta que o próximo, se trata do ultimo mandato possível de Maria Emília, e só para repararem na dita «Politica arranjadinha», esta senhora já têm assegurado um lugar na administração do MTS.
Está agora respondido o porquê do Metro de superfície? E o deslize do dinheiro nas suas infraestruturas? Por outro lado a explicação do escândalo quando ao prazo das obras, que se atrasou em 3 meses, não há nada de criminoso. Foi só mesmo falta de respeito e desorganização.
Falta de respeito e desorganização, não são ainda contra-ordenações ou crimes que constem na lei, de forma a que se deva punir a quem os comete. Ainda assim, todos concordamos que são situações que não deviam acontecer. Chegou a hora, de fazer um pouco de justiça, a todas essas lacunas. Hora de fazer ver que não se pode exigir um voto, quando não se cumpre com o respeito.
Hora de fazer sentir, que nós Almadenses, o pouco poder que nos deixam, ao menos quando o usamos, é para trazer justiça a Almada.

03/10/2009

Evidência

O golo do Falcão é o chamado golo do caraças. Gosto quando uma ave de rapina reina no Dragão.

02/10/2009

Os olhos tocam-se

Passou-se em Faro, mas podia passar-se noutro local qualquer. Mesmo antes de uma falta sofucante, lá estávamos nós, juntos e unos. Peguei-te na mão como se fosse um remo, acariciei-a como se fossem penas. Olhámo-nos como se fossemos gémeos, e debaixo de água dos olhos e coração, cavamos um túnel que ligava penínsulas, ilhas e continentes, ligava Faro a Lisboa, com infâncias comuns e jogos de rodas. «Lindas faluas, que lá vão, lá vão...» e um lenço branco como todos os lençóis em que dormimos.
Sobre meu coração, pousava uma mão de mulher, sobre essa mão descansava a minha. Carícias lentas, ao ritmo de brisas, trigo e lezírias do Alentejo, da mesma cor. Olhos nos olhos, sorrisos que se cuidavam. Ruínas de pedras sobrepostas, e um entendimento de olhares. A minha mão que cobria a tua. Devagarinho, dedos entrelaçados. Nesse momento, ensinaste-me algo que não houve professor, nem faculdade que mo tivesse dito antes. Afinal é possível que os olhos se toquem.

30/09/2009

UAL


È imperativo dia 9 de Outubro virem a UAL descobrirem o pai da criança
O que tem de especial o dia 9 de Outubro?
Ora alem de ser sexta feira é o dia em que o Apocalipse se abate sobre a UAL que emergem os deuses da folia e se abate sobre o Marques de Pombal um espectro de alegria divinal onde só a vossa satisfação pessoal conta.
Ora palavras tão nobres para descrever que teremos 3 espaços de dança um open space DJS entre eles o grande Pedrito Meneses o Cristiano Ronaldo dos "scratchs" onde a sua vibe será sentida alem portas e que não deixara ninguém indiferente, Os famosos laranjinhas do chão nomeados quem sabe talvez por ventura de que para os prémios bafta 2 tunas a muy nobre Camoniana e as cantoras líricas Damastuna ladeados por bailarinas e um bailado de fogo. Sem querer deixar de marcar presença é o grande Edgar do Piano rei das noites do reino dos Algarves e príncipe da Andaluzia. Um bateria de fogo de artificio para comemorar esta noite espectacular ao som de uma orquestra Chave de Ouro que tocara alem dos hits que assolam as pistas de dança mundiais e europeias abrilhantará com mais algumas surpresas os presentes onde finalmente se vai descobrir o verdadeiro pai da criança. O mito dos póneis e das bailarinas anãs nas festas da UAL será desfeito onde uma vez mais renascerá o bailado anão com sapatos chico . Sim aqueles com verniz na ponta e redondamente estúpidos mas engraçados .
A meio da noite deixa te surpreender pela Mixologia Molecular nome pomposo para um festim liquido que vai de certeza cativar os teus sentidos. Bebe lava cospe fogo. Um requinte para os olhos e para o paladar .Animação de bares o vulgo flair bartending que te vai deixar de boca aberta assim sem barulho.Bebidas brancas,pretas amarelas azuis até mudares de cor e muita cerveja regam esta festa
Razões de sobra para no dia 9 de Outubro pelas 9h não fiques em casa que escolhas outro dia para ires ao cinema ou passear o cão ou mesmo ousares ficar em casa no sofá a ver a Anatomia de Grey.

dia 9 de Outubro vem descobrir o pai da criança na Universidade Autónoma ( UAL )

Preço de 9 euros 9 euros isto isso mesmo quase dado quase não é dado

pede já a tua pulseira na tickonline ondaticket e outras coisas terminadas em ticket
mas como a procura esta a ser muita provavelmente e repito provavelmente estará esgotada portanto eu tenho algumas ainda vá reservem já e andem FINALMENTE divertirem-se

9 euros na AAUAL
962688018
910305174
926901047

27/09/2009

PS!

O Partido Socialista, teve uma muito significativa vitória eleitoral. Não renovou a já esquecida maioria absoluta, e afirmou-se numa expressiva maioria relativa. É incrível a quantidade de pessoas que querem desvalorizar o Partido que os Portugueses, quiseram dar a vitória, que os Portugueses, deram mais votos. Perante estes factos, questiono-me seriamente sobre a finalidade das eleições, tal é a desvalorização que empregam na vitória do Partido Socialista. Exaustos de tamanha frustração, encaram como primal, não a vitória de cada partido, mas sim a maioria absoluta perdida. Há definitivamente pessoas que, exauridas pelos festejos da maioria absoluta perdida, se esquecem completamente de quem ganhou a eleições, o PS. O argumento de que se sentem felizes pelos resultados, á luz do PS ter perdido a maioria absoluta, encaixa em todos os partidos menos no PSD. (Foi precisamente vinda da JSD/PSD que ouvi tal falta de senso). É bom que se saiba perder, e nesta medida, é fulcral que todos os simpatizantes/militantes/deputados do PSD, tenham a dignidade de identificar as batalhas em que se colocam. Não se coloquem ainda mais frágeis. A verdadeira batalha do PSD, sempre passou pelo objectivo da vitória, e nunca a apenas, e só, glorificação da perca da maioria absoluta do PS.
Ser vencedor já não chega, e só sabemos morder os calcanhares ao vencedor, reduzindo-nos á insignificância que temos.
O povo falou bem claro, e o PS foi o partido escolhido para governar Portugal. Foi nada mais que a mostra de uma confiança renovada, em circunstâncias deveras complicadas.

Votem!

Isto é incrível. Depois de tantas, tantas críticas negativas ao governo do Partido Socialista, de quem fechando os olhos á uma crise mundial, fechando o bom senso ao mundo, sem misericórdia, teceram enormes defeitos. No fundo, para quem não está habituado ao cenário, ficaria estupefacto, da mesma forma como eu fiquei desapontado, com os praticamente 40% de abstenção. Obviamente, votem! Foi o que fiz. Estar ali, na sala velha de uma escola pública, com três meninas a olharem para mim enquanto dizem alto o meu nome, depois pegar no boletim, esconder-me lá no cantinho, colocar a cruzinha onde quero e pensar,« Tenho mesmo algo a dizer nisto». Não compreendo os abstencionistas, juro, por outro lado já não direcciono palavras de escárnio os que votam em branco ou nulo. Que raio de maneira de desperdiçar estes pouco mais de trinta anos de liberdade, de perfumada liberdade de escolha, parece que carregam às costas a democracia que os outros conseguiram para eles. Uma falta de respeito, para pessoas como familiares de todos nós, que viram a casa invadida pela PIDE, os livros vasculhados, a intimidade devassada. E para tantos outros que foram presos, torturados, silenciados à força. Nem preciso de olhar para o nosso passado recente. Olho para as dezenas de regimes ditatoriais que ainda hoje existem no mundo e acho um luxo, viver neste país e poder colocar a cruzinha onde me apetece. É um sistema imperfeito, a democracia? Abrem-se opiniões, mas abdicar do direito de escolha ou, pelo menos, do direito de podermos dizer quais são aqueles que não queremos? Não haverá bons nem muito bons, mas há de certeza uns menos maus. Vão votar.

22/09/2009

Inem, Rosio

Funcionários do INEM, serão os próximos Presidentes de República. Não é preciso procurar mais. Em 1986, Soares ganhou por ter levado uma bofetada na Marinha Grande. Hoje, no Rossio, o rapaz no INEM encaixou, que eu tivesse visto, um soco nos dentes, seis sopapos, dezanove calduços, e com um saco do lixo. Vai ganhar, com maioria.

19/09/2009

Anarquia?

Quando eu pensava que a minha sorte não podia piorar, vejo-me forçado a abandonar por momentos, o exercício de dividir as minhas meias por ordem de cores, para me dedicar a uma matéria ainda menos interessante. O Jorge Borges. Diz ele, hoje no «Anarquista», que eu sou o misterioso autor do «Viva a Anarquia». Logo recebi vários telefonemas e email's indignados, a perguntarem-me como iria reagir a semelhante sacanice? Pergunto: Qual sacanice? Não há nada de ofensivo e ser apontado como autor do «Viva a Anarquia», antes pelo contrário. A minha namorada por exemplo, está encantada com a perspectiva. Na verdade, se Jorge Borges quisesse ofender-me, teria inventado que eu era autor do «A democracia novamente em crise»

Porquê?

Eu disse que isto poderia dar um post. Nunca fui pai. Vou ser. Ainda hoje ao jantar, comentei á mesa que muitos dos erros que os meus pais cometeram, eu provavelmente iria ter mais atenção aos mesmos. Na tentativa de não os cometer é óbvio. Também é certo, e foi comentado por mim, que certamente iria cometer outros tantos ou mais, que não me passam pela cabeça agora. Minutos antes de ir jantar, em conversa com a Andreia, comentei por sua ver, a importância relevante que eu considero, sobre a idade dos «porquê's»

– André, deixa os brinquedos. Está na hora de ires dormir.

– Porquê, pai?

– Porque já é tarde. Olha, são quase onze horas da noite e já não são horas de os meninos de três anos estarem acordados.

– Porquê, pai?

– Porque os meninos, e todas as pessoas, têm de descansar. Depois de andarem todo o dia a correr e a brincar e a fazer coisas, têm de descansar. Além disso, amanhã, tens de acordar pronto para mais um dia. Amanhã, vai ser um dia mesmo bom, vais brincar mais, vais passear, vais ver muitas coisas novas.

– Porquê, pai?

– Porque é assim todos os dias. Cada dia traz sempre muitas coisas novas. Agora, neste momento, não sabemos ainda tudo aquilo que vamos ver, mas tenho a certeza de que vai ser assim. Amanhã, vais aprender palavras novas e, quando voltar a ser hora de ir dormir, já vais ser um menino mais crescido, a saber coisas que agora ainda não sabes. Vai ser assim todos os dias, todos os dias.

– Porquê, pai?

– Porque cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltámos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.

– Porquê, pai?

– Porque a memória não deixa que seja igual, mesmo que seja uma memória muito vaga, mesmo que seja só assim uma espécie de sensação muito vaga. É que a memória não é sempre aquilo que gostaríamos que fosse. Grande parte dos nossos problemas estão na memória volúvel que possuímos. Aquilo que é hoje uma verdade absoluta, amanhã pode não ter nenhum valor. Porque nos esquecemos, filho. Esquecemos muito daquilo que aprendemos. E cansamo-nos. E quando estamos cansados, deixamos de aprender. Queremos não aprender por vontade. Essa é a nossa maneira de resistir, mais ou menos, àquilo que nos custa entender. E aquilo que nos custa entender pode ter muitas formas, pode chegar de muitos lugares.

– Porquê, pai?

– Porque nos parece que é assim. Mas talvez não seja assim. Aquilo que nos custa entender é sempre uma surpresa que nos contradiz. Então, procuramos convencer-nos das mais diversas maneiras, encontramos as respostas mais elaboradas e incríveis para as perguntas mais simples. E acreditamos mesmo nelas, queremos mesmo acreditar nelas e somos capazes. Somos mesmo capazes. Não imaginas aquilo em que somos capazes de acreditar.

– Porquê, pai?

– Porque temos de sobreviver. Porque, à noite, a esta hora, temos de encontrar força para conseguirmos dormir, descansar, e temos de acreditar que no dia seguinte poderemos acordar na vida que quisemos, que desejámos. Temos de acreditar que poderemos acordar na vida que conseguimos construir e que essa vida tem valor, vale a pena. Muito mais difícil do que esse esforço é considerarmos que fomos incapazes, que não conseguimos melhor, que a culpa foi nossa, toda e exclusiva.

– Porquê, pai?

– Porque tivemos sempre boas intenções, porque tentámos sempre proteger aquilo que nos era mais precioso e aqueles que conhecíamos como importantes e válidos, aqueles que tínhamos visto sempre perto de nós a acharem-nos importantes, válidos e a protegerem-nos também. Mas isto que acontece connosco acontece também com aqueles que não conhecemos. Também esses acreditam que têm boas intenções e que tentam escolher o melhor. E, se escolhem um mal, tentam que seja um mal mínimo. E também eles choram às vezes.

– Porquê, pai?

– Porque somos todos iguais na fragilidade com que percebemos que temos um corpo e ilusões. As ambições que demorámos anos a acreditar que alcançávamos, a pouco e pouco, a pouco e pouco, não são nada quando vistas de uma perspectiva apenas ligeiramente diferente. Daqui, de onde estou, tudo me parece muito diferente da maneira como esse tudo é visto daí, de onde estás. Depois, há os olhos que estão ainda mais longe dos teus e dos meus. Para esses olhos, esse tudo é nada. Ou esse tudo é ainda mais tudo. Ou esse tudo é mil coisas vezes mil coisas que nos são impossíveis de compreender, apreender, porque só temos uma única vida.

– Porquê, pai?

– Não sei. Mas creio que é assim. Só temos uma única vida. E foi-nos dado um corpo sem respostas. E, para nos defendermos dessa indefinição, transformámos as certezas que construímos na nossa própria biologia. Fomos e somos capazes de acreditar que a nossa existência dependia delas e que não seríamos capazes de continuar sem elas. Aquilo em que queremos acreditar corre no nosso sangue, é o nosso sangue. Mas, em consciência absoluta, não podemos ter a certeza de nada. Nem de nada de nada, nem de nada de nada de nada. Assim, repetido até nos sentirmos ridículos. E sentimo-nos ridículos muitas vezes e, em cada uma delas, a única razão desse ridículo é não conseguirmos expulsar da nossa biologia, do nosso sangue, dos nossos órgãos, essas certezas injustificadas, ou justificadas por palavras sempre incompletas. Mas é bom que seja assim. Porque podemos continuar e, enquanto continuamos, continuamos. Estamos vivos. Ou acreditamos que estamos vivos, o que é, talvez, a mesma coisa.

– Porquê, pai?

– Porque o amor, filho.

Confirma-se... Serei um pai horrível!

10/09/2009

Viva o PS

Ainda um pouco abalado com a noticia sobre o fim do «Jornal Nacional» da Manuela Moura Guedes, que escrevo estas linhas. E o abalo não tem nada haver com solidariedade, nada disso. Não. A preocupação é mesmo comigo.
Reparem, se é verdade que a Manuela foi afastada porque os espanhóis estavam muito incomodados, porque ela incomodava muito o Engenheiro Sócrates, e então eu tenho de começar a ter cuidado com as minhas opiniões. Imagine-se que aparecem uns espanhóis para comprar o IAB, e descobrem que volta e meia eu «malho» no governo, e pior, no Engenheiro!
As consequências poderiam ser horríveis. Por isso resolvi fazer como os Xutos & Pontapés, que decidiram elogiar José Sócrates, e agora até já são convidados para tocar em festas da JS, (Atenção eu não sei tocar, mas posso ler poesia da Andreia, dar toques numa bola como o CR9, comer donut's enquanto dou cambalhotas, etc) e manifesto o meu apoio e adoração ao nosso Engenheiro. «Me gusta el ingeniero!» (isto é para os espanhóis perceberem melhor).
Peço-vos que dêem algum desconto ao que escrevo. Sabem como é, as palavras são como as cerejas, e eu ás vezes estico-me. ATENÇÃO: quando escrevi «cerejas», não queria fazer qualquer alusão ás cerejas sem caroço da mandatária do PS para a juventude!

Body Lyrics (Tradutores!)

Na urgência de alguém com os mínimos conhecimentos de inglês, á contrário-senso do já famoso site tradutor de letras de músicas (http://letras.terra.com.br/), e ainda o (http://vagalume.uol.com.br/), e ainda o (http://www.anysonglyrics.com/), e ainda o (http://www.metrolyrics.com/), o (http://www.directlyrics.com/), e ainda o (http://www.musicloversgroup.com/), e ainda o (http://www.elyricsworld.com/), e ainda o (http://www.6lyrics.com), assim como (http://ohlyric.blogspot.com/) e todos os demais, aos quais eu não perco tempo com publicidade barata, aqui deixo uma tradução feita por mim, correcta da música.
Bodies by Ivo

09/09/2009

Vitória rotunda

O debate de hoje (Eng. José Socrates Vs Dt. Francisco Louçã) já não pareceu um combate para se ganhar só "aos pontos", como os outros e como vem sendo cada vez mais frequente...
Foi mesmo para se decidir por KO. E José Sócrates ganhou bem, tendo conduzido eficientemente o debate e não tendo tido qualquer pejo em continuar a "socar" o seu adversário onde ele se revelou mais frágil.
Foi interessante de ver como o "feitiço foi virado contra o feiticeiro".
Há muito tempo que digo e escrevo isto mesmo. Era preciso perguntar aos que só atacam, por aquilo que verdadeiramente defendem. José Sócrates fê-lo muito bem.

IAB, Robbie Williams Official Sponsor

Bodies

08/09/2009

O número que marcou, não está disponível

Meu pai tem 51 anos, e é parcialmente surdo. Poderia ser parcialmente apto, mas seria uma falácia. É parcialmente surdo. Quando em conversa, pergunto alguma coisa, responde ao lado. Sem tolerância, protesto contra a sua surdez, e ele afirma que «como» as palavras, ou mesmo que me esforço por criar distancia comunicativa. No fundo, conversa de surdos.
Traz-me triste, esta questão da incomunicabilidade. Percebo que a inteligência tem consigo, uma obrigação moral, tal como é expressa uma parábola de talentos.
O que nunca ninguém diz, porventura com medo de parecer vaidoso, é que a inteligência tem um preço: a solidão.
Já dizia Jacques Brel, «recuso-me a ser inteligente».
Actualmente, há uma enorme vontade de se parecer inteligente. Inteligência está na moda. Como tantas outras coisas no mundo, o sucesso não passa pelo simples exercício ou vontade de querer. Há que sê-lo.
O Português, acima de inteligente, é perito em falácias enganadoras, que ludibriam todos aqueles que alimentam a mesma doutrina.
Na verdade, não existem estereótipos, até porque se existissem, inventavam-se outros. Inventar é fácil.
Ainda assim, consigo apontar os desafortunados, cúmplices da «masturbação colectiva».
Exercício mental. Tema: O Aborto.
Por alto, diferencio três classes. Os que têm uma visão clubista: O Sim é de esquerda, o Não é de direita.
A segunda classe, fica pelo piso menos três dos argumentos, e usa interrogações do tipo: «Mas queres ver as mulheres presas?»
Os terceiros, embora não o formulem desta maneira, banalizam a vida pela evidência da exuberância e «facilidade» com que surge, em detrimento do valor extraordinário, da singularidade de qualquer existência.
Ou seja, é tão fácil criar uma vida, que a vida, em si mesma, é de valor relativo, sobretudo se não lhe apertei a mão, lhe conheço feições ou afaguei o cabelo.
No fim surge aquela frase extraordinária: «Tens que respeitar a minha opinião!» Não, não tenho. Teria se fosse simplesmente fundamentada. Não luxurias do que não se sabe de onde vieram.
Mas sobretudo, há a enorme tristeza de não conseguir comunicar.
Como é possível, (e outros afirmarão o mesmo, com sentido contrário), que algo que é para mim de uma clareza total, seja verdadeiramente opaco para os outros.
Penso que apesar de tudo, o treino profissional, o meio cultural de onde bebemos os instrumentos do intelecto, são fundamentais. O treino cultural, trás uma sensibilidade que é difícil de transmitir a quem nunca a teve a experiência do rigor de análise, mais ainda, da critica.
Podem agora dizer que este é um argumento de autoridade. Não concordo. Apenas a constatação de que diferentes treinos académicos fornecem instrumentos diferentes de análise.
Para mim, nada mais frustrante que tentar explicar a um adolescente ou não, algo para o qual ele fecha a mente. Ele julga que eu não percebo nada da vida, eu sei que ele sabe muito pouco da mesma.
Mas destas duas certezas subjectivas, eu sei, (porque penso), qual a verdadeira e qual a falsa e, no entanto, não consigo transmitir essa evidência.
Durante a vida, quantas vezes sinto essa impossibilidade de encontrar alguém que esteja disposto a ser ensinado, embora todos se afirmem dispostos a aprender. Diferença subtil, não?
E lá se caminha sozinho. Por vezes seguros, de que a terra anda á volta do sol e, no entanto, incapazes, apesar da veemência do discurso, não só de o provar como até, de o fazer entender. Provavelmente, porque, (e oiço o meu pai), eu «como» as palavras.

Melhor caminho para Lisboa

Gosto de gente prática. Caminhava eu para o Fórum Algarve, quando levanto os olhos para admirar uma lição de itinerários locais. De Faro ligado ao mundo. Diga? Caminho mais rápido para Lisboa? Gente impecável tem a solução. Só seguir as indicações.


Ana Duarte

Agora, são tempos de ver a Marisa no Centro Cultural de Macau. Porem, não sei bem porquê, (embora acredite que tal se deva a minha veia pimba), mas agradar-me–ia bem mais ver esta menina do vídeo abaixo. Pode parecer que este post é uma qualquer brincadeira de mau-gosto e de cariz machista. Garanto que não e. Estou é genuinamente emocionado com o desgosto da rapariga: Quem nem Teresa Guilherme bloguista, peço que alguém faca o favor de namorar com a pequena, que e tão trigueira!

07/09/2009

Humor de perdição

O português é romântico
Tem coração panorâmico
Já disse o tio Castelo Branco, é como no amor...
No humor de perdição...
É preciso ser pragmático,
Não o deixar sorumbático,
Dar-lhe um tema profiláctico,
O humor...
O humor de perdição...
Toque de cinta, parte o prato, põe a bata e tira a mão,
Pinta a manta, come a papa, rega a planta, como o pão,
Tira a espinha da chaputa, trinco a fruta, mato o cão,
Perca a queca, mas não perca...
O humor de perdição...

06/09/2009

Espantalhos

Sempre fui citadino, e ainda hoje lamento, não ter tido «uma terra». Nostalgia de quem nascia num chão verdadeiro, enquanto eu, nascia num vaso. Em criança, as férias na terra, passavam pelo Minho, e provocavam-me larga sensação budista, acompanhado de claustrofobia inerente aquele fim de mundo. Em viagens para o norte, em películas de aldeias da beira, sempre me fascinaram os espantalhos, figuras solitárias no meio do campo, espécie de bonecos de neve em tempo de verão. Assim como os ditos «cabeçudos» do Carnaval em Vilar de Mouros, e na avenida principal de Almada, os espantalhos provocavam-me medo, com o braços abertos e mãos de palha. Eu sentia uma profunda afinidade com os passarinhos, para quem as pessoas crescidas, inventavam papões de assustar. Para afastar tremores, sorria perante a ideia de que os pardais, espertos como são, ignorassem a ingénua trapaça dos homens que plantam ao sol pobres de ossos de pau, vestidos de restos que ninguém quer.

Adaptado de «Sinto muito» de 'Nuno Lobo Antunes'.

05/09/2009

Helder Conduto

Post, este que não passa de um alerta para a RTP.
Sorrio esperançado, que centenas de utilizadores, ao escrever nome de «Hélder Conduto» em qualquer motor de busca do planeta, tenham o privilégio de encontrar esta minha homenagem, a este grande profissional em forma de fraude fanática.
Já em ocasião anterior aludi a este espécime.
Ontem, saiu do Estádio da Luz com uma bicicleta às costas.
Paradoxalmente, era a bicicleta que puxava por ele e não ele que puxava pela bicicleta.
Uma anormalidade patenteada ao longo de todo o jogo entre o Benfica e o V. Setúbal, que demonstrou a falta de categoria, de profissionalismo e de respeito pelo Benfica e pelas suas Gentes.
Hélder Conduto continua a ter uma “conduta” vergonhosa e indecente quando é destacado pela RTP para “cumentar”, “relatir”, ou lá o que é – pois é quase indecifrável qualificar o que ele faz ao longo das transmissões dos jogos em que o Benfica intervém.
Neste último jogo questionei-me novamente sobre o seu comportamento verbal.
Dizem que é benfiquista. Benfiquista?
Das duas, uma. Ou vive aterrorizado por qualquer potencial despedimento e faz o jogo de algumas chefias como que tentando justificar a todo o custo o seu ganha-pão com uma “imparcialidade recomendada” através de referências a assuntos laterais e não só, tentando com isso minimizar e achincalhar o Benfica, ou revela total incompetência para “relatir” ou “cumentar” os jogos em que o Benfica intervém.
Foi uma noite em que Conduto bolçou disparates em catadupa que revelaram uma disfunção doentia e que urge tratar com a maior brevidade.
Começo pela assistência.
Ao invés de atirar, como atirou, com um número calculado a olho e sempre por defeito, deveria certificar-se de que na Luz estiveram mais de 40.000 pessoas e não os “minimizantes” 30.000 que mencionou inicialmente. Se quisesse ter sido rigoroso e sério, teria aguardado pela informação correcta.
Depois, dando continuidade à sua aberrante exibição, começou por referir que “Javi Garcia não marcava golos desde quando jogava no Osasuna”.
- Que interesse tem isso? O Javi é goleador?
A seguir foi o “Cardozo que já ia em dois “panaltys” falhados para o campeonato da Liga…”
- Mas com que propósito este pascácio faz estas alusões?
Mas a estupidez e a imbecilidade não pararam por aqui. Elas continuaram a fluir imparável e miseravelmente na postura de Hélder Conduto aos microfones da TV.
E lá veio a “ferroadela” no David Luiz. “Um grande defesa central, transformado em defesa-lateral banal”.
Mas quem é este comentador que continua a vomitar como um vesgo, este chorrilho de referências deslocadas e eivadas de um anti-Benfiquismo do mais bastardo que se possa imaginar?
Depois foi Schaffer o alvo das sujas leviandades do Conduto.
Fez uma alusão muito depreciativa, rotulando malevolamente a sua estadia no IFK Gotemburgo com uma estúpida patacoada acabando por rematar que o jogador veio para o Benfica para se reabilitar.
Quem esteve atento, apercebeu-se inequivocamente que as intervenções deste “fenómeno” foram sempre depreciativas para o Benfica tentando depois amenizar essas suas críticas com um ou outro “elogio” barato e por vezes despropositado, como que dando “uma no cravo e outra na ferradura”.
Fez-me lembrar um “rolha”, que a todo o custo quer manter a sua cabeça fora de água, quer manter a sua “sobrevivência”!
Esta foi, seguramente, uma das piores e mais lastimáveis “exibições” de um “cumentador”, que recentemente passaram na Luz.

A RTP, como televisão pública tem de pôr mão neste despautério.
Todos sabemos que esta estação está infestada de “andrades” com alguns “lagartinóides” à mistura. Esta é a verdade. Nua e crua. Ao menos que fossem profissionais, mas estamos a pedir o impossível.
Houve, em tempos, “directores de comunicação” que não fizeram outra coisa senão seguir a estratégia de “tomada de poder” em todas as frentes, fazendo o seu “trabalhinho” em prol da agremiação condenada desportivamente por corrupção tentada, sendo depois generosamente recompensados com um lugar de destaque na agremiação da corrupção e da fruta. Hoje, quem estiver atento “ao sotaque” da maioria dos elementos que desempenham funções na área desportiva da RTP, constata iniludìvelmente que a “pronúncia do norte” abunda desmesuradamente em todas as tocas desportivas dessa estação, desde a capital até ao “norte corruptor”, e que quase sempre chega a atingir uma nojice e uma sem vergonha descaradas, onde a isenção, o rigor e a imparcialidade são valores há muito jogados ao caixote do lixo.
Mas paradoxalmente e finòriamente, para disfarçar, lá colocam de quando em vez estes testas de ferro que fazem o papel de autênticos comentadores fantoches.
Hélder Conduto, se por acaso, nestas alturas, fosse radiografado por qualquer departamento médico, entraria imediatamente para o “Guiness”. Seria um fenómeno à escala mundial. Os serviços médicos iriam encontrar um ser humano sem coluna vertebral, bolçando um anti-Benfiquismo “forçado”, do mais reles que se possa encontrar.
Mas não contente com os constantes dislates em relação ao Benfica e seus jogadores, para gáudio da corja anti-Benfica que o ouvia e assistia à transmissão, ainda relatou o episódio entre Jorge Jesus e Carlos Azenha.
- Mas que interesse tem isso para o jogo e para os espectadores da TV?
Que interesse tem para o jogo em causa, para os adeptos Benfiquistas e do V. Setúbal, que o Jesus e o Azenha em 2002 se tivessem travado de razões?
Com que objectivo refere que o Jorge Jesus teve de pedir desculpas formais ao Carlos Azenha, «e que isto e mais aquilo»?
Urge a Conduto tratar-se!
Porque se não te trata, alguém, mais tarde ou mais cedo, vai tratá-lo e bem!
É que há uma boa terapêutica inicial para que fique saudável.
Nem a bicicleta o ajudou!
Numa noite corrida, e sempre a um ritmo veloz, viu o “oito” das suas rodas, mas lamentavelmente nem pedalar nela soube!
Realmente é mais um “triste” ao “serviço” da RTP.
Que venha o “carro vassoura”!
Helder Conduto, que pela blogosfera se arrasta, por fim nos encontramos.

Ditadura comunista

Cá, pelos lados da margem sul, as festas de Corroios já têm a sua imponência. Não só pelos grupos musicais de qualidade, como toda a organização que tem sido de excepção ao longo destes anos. As festas populares de Corroios contam com um espaço para o movimento associativo e partidos políticos junto de um dos palcos da festa. Nesta zona todos os espaços são gratuitos e têm todos o mesmo espaço, ou seja 3,5 metros de frente. Há no entanto uma excepção que é o PCP que tem um espaço de 3,5m da CDU, um de 3,5m da JCP e um com cerca de 15m do PCP. O PCP, explora o dito espaço para efeitos de restauração.
Este ano o PS, apelando á justiça democrática, requereu um espaço de igual dimensão ao do PCP. Foi prontamente negado. Ainda se pode ler, numa faixa revoltada, "Seixal Ditadura Comunista PS Impedido de Participar nas Festas". Felizmente fui tratar de uns dias no Algarve, e consegui fugir ao desmoronamento deste bom senso.
Outra situação que suscita algum riso, é o facto do cartaz da festa do Avante. Impressão minha, ou se o cartaz fosse apenas com a participação do meu leitor de CD's, a dita festa da demência iria reunir o mesmo número de pessoas. Aquele gente, quer é álcool e ganzas. Amigos, poupem dinheiro, quando a qualidade já não existe.

03/09/2009

Nota informativa

Não sei se já repararam, mas este blog não respeita, nem vai respeitar o Acordo Ortográfico.

25/08/2009

Matam o Português


Eu nem sou destas coisas. Mas como no IAB é possível encontrar uma diversidade grande de conteúdos, e eu como Bloguista, tenho o dever de defender as cores da minha camisa, vou falar.
Actualmente, os facilitismos educacionais têm colocado o sorriso na boca dos ministros, sempre que olham para uma estatística positiva, enquanto relativa ao ano transacto. Nada mais falso.
Se as estatísticas são realmente tão importantes, ao nível do controlo – que entenda-se; eu concordo que sim – Porque são brutalmente deturpadas, usadas de forma a criar sorrisos, sobre desgraças disfarçadas? Esqueceu-se que o principal objectivo das escolas é educar, e substituiu-se essa ideia, por mostrar ao mundo que cá se educa.
Pede-se o ridículo de alguém criar estatísticas que por sua vez, controlem as estatísticas base, pois essas estão doentes.
Os facilitismos, só facilitam mesmo a nível temporário, pois surgem mais tarde, em forma de mau funcionário, de mau homem, de mau cidadão.
Trata-se de uma luta constante no erro, que nem criança a quem se faz todas as vontades para não a ouvir chorar.
É sinistra a forma como se escreve, é sinistra a forma como se pensa, é sinistra a forma como a pouca soberania que ainda retemos, se tem vindo a desfragmentar numa espiral de ostentação surreal da cultura no nosso país.
Já não existe a criança preocupada com a forma como comunica, pois essa é suficiente, numa sociedade, que se entrega á letargia do menor esforço, hierarquicamente atrofiada de valores, sociedade essa que domina perfeitamente os nomes dos lutadores de WWE.
Triste realidade, quando actualmente – arrisco 60% - dos estudantes, apontam como o seu primeiro livro o ‘Cavaleiro da Dinamarca’ ou ‘Felizmente há luar’.
Não se incentiva a leitura, e quando se faz, esta começa a ser tomada aos olhos do castigo ou da obrigação.
Gera-se o ócio mental, a indecisão ridícula, e a certeza aparece por influência imposta.
Uma influência que em nada foge ao fruto de toda uma sociedade com as características vincadas na falta de princípios, uma sociedade que cada vez mais não sabe o que é um afecto, um abraço, porque actualmente uma troca de olhares é suficiente.
Mais triste que a tristeza de uma insuficiência oral e escrita, é o preconceito criado por estas pessoas, que mesmo sem estímulo de alterar tal incapacidade, recuam com a perfeita noção de que são carentes de conhecimento básico. Um obscurantismo, um ocultismo que gera a completa falha no passa-palavra da informação, da cultura.
Tal carência de informação, rapidamente se reflecte no pensamento mais básico. Pensamento atrofiado esse, que me faz ouvir, tantas ambições megalómanas, que não passam de auto-ridicularizações inalcançáveis, caso toda a rotina se mantenha .
Em género de alerta, quem nem um pequeno dicionário para não se fazer figura de parvo á mesa do café, quando se ouve uma palavra que não se tinha ouvido antes, ou uma série de perguntas ainda hoje sem resposta, que pode muito bem ser usada em situações de ultima rácio. - Ao lado destes problemas, uma hipoteca confiscada pelo banco, é como passar pela casa de partida sem receber os dois mil escudos -
Proponho por ventura uma pequena amostra de variações de poesia para impressionar pessoas com menos contacto com a produção poética – Estudantes de literatura - por exemplo, e uma serie de pensamentos que facilito desde já, para que o leitor se recorde e use no trabalho, na casa de banho, ou a escrever na porta de uma casa de banho pública. Talvez não facilite nada. Facilitem-se todos vós.

IA

24/08/2009

Olhar no deserto


Quando todos vão dormir, é mais fácil desistir
E quando a noite está a chegar, é difícil não chorar
Eu não quero ser, a luz que hoje eu fui
Não quero ser alguém, sou um barco que afundou.
Tu não precisas, que eu seja
As lágrimas que vedes, não quero ser de novo
Um tributo que só eu veja.
Agora acordei, e senti-me sozinho,
Um barco sem vela, um corpo sem ninho
Amanhã amanheço e visto-me de preto
Lembro o tal gesto cansado, e o olhar no deserto…
Hei-de adormecer, e nem sei para que lado
Um corpo sem alma, guitarra sem fado
Um pesadelo de noite, e olho-me ao espelho
Terei umas mãos de criança, num rosto de velho…
Porque;
Quando todos vão dormir, é mais fácil desistir
E quando a noite está a chegar, é difícil não chorar
Hoje, com nuvens, diz-se se tenho coração,
Pois não penso em mais nada,
Apenas quantas são as pastilhas que vos fazem soltar do chão?

22/08/2009

Artista frustado


Uma chatice, cair imediatamente por terra qualquer tentativa de ser bom. Desenhas-me como ninguém, e eu não me arrisco ao mesmo.
Por outro lado,cada vez que escrevo para ti, os meus textos assemelham-se a brincadeiras, quando me respondes com um dos teus. Até o meu sorriso parece patético quando encontram os teus olhos brilhantes.
O que melhor faço, não passa de um morder de lábio inferior, sempre que me deixas sem saber o que dizer, sempre que te penso um pouco mais. Sempre que penso que não posso adormecer sozinho mais esta noite.
Ando a falhar a cem por cento, e o próximo passo é tornar-me ridículo.

19/08/2009

Deus e Jesus

A morte é uma coisa terrível. Essa ideia, arrepia muita gente.
Pessoalmente, pior que a morte em si, é a ideia de que todos nós vamos para o ‘descanso eterno’ de fato e gravata. Quer dizer, ninguém devia ir para o descanso eterno de fato e gravata. Mas isso acontece porquê? Acontece porque os católicos acreditam, que nós temos de ir bem vestidos, para sermos recebidos por Deus. Certo.
E como é que Deus vai vestido? Deus anda de túnica, e com pantufas, e o Menino Jesus, em tronco nu e de fralda.
Que idade terá Deus para andar vestido daquela maneira? E mais. Questiono-me, que prenda poderá Jesus dar ao seu pai? Porque ninguém pensa nisto, mas Deus faz anos, como toda a gente. Que prenda é que se pode oferecer, a uma pessoa que afinal, já tem tudo.
Porque todos nós quando queremos oferecer alguma prenda a alguém, normalmente pensamos, ‘o que é que ele/a ainda não tem? Ele já tem tudo.’ É mentira, não tem. Uma betoneira, funciona sempre. Raras pessoas têm betoneiras. Mas com Deus é mais difícil. Deus já tem mesmo tudo. Betoneiras, aliás, Deus tem uma colecção de betoneiras, Deus se quiser faz nestum em betoneiras, só para verem o nível de Deus.
Agora a questão que se eleva é «o que é que se oferece a uma pessoa que já tem tudo?»
Mesmo que o filho, neste caso, Jesus, queira oferendar o pai, com um presente, no dia dos anos dele, e caso Jesus, se lembre de por exemplo ir á Fnac do Fórum Almada, isto é, ponha um robe, e vá ao fórum, pois não vai para o fórum de fralda, porque senão está a pedi-las. Cabelinho comprido,
«Ai, eu sou Jesus!» …
- ‘Então não és querido; somos todos! … És pois’
Mas, não dispersando; mesmo que ele vá á Fnac do Fórum Almada, ele chega ao rapaz do staff e diz:
«Olá, o meu nome é Jesus, o meu pai é Deus…»
- ‘Então não é…’
«… e eu queria oferecer uma prenda diferente ao meu pai, o que é que acha que eu posso oferecer ao meu pai assim de diferente?»
- «Olhe, só se for… bem, porque é que não lhe oferece, uma colectânea dos beatles
- «Boa… boa… mas ele já tem quase tudo, já só lhe falta o Paul Mccartney. Não sei, eu não queria estar a oferecer repetidos».
- «Então e porque é que não lhe oferece o novo da Cesária Évora?»
- «Ah, já sei… o ultimo dela»
- «Não, o ultimo não, é o novo dela. É o ultimo, mas é o novo»
- «Não, não está a perceber… é o ultimo! Já chega, Cabo Verde e tal, já entendemos. Mas olhe, já sei o que lhe vou oferecer. Vou-lhe oferecer um Saddam, destes dos novos, porque já tem um fiozinho para pendurar no retrovisor do carro. É, o meu pai passa-se com esse tipo de coisas».

O Papa

É algo que já aqui abordei, mas volto a fazê-lo. Uma certa Daniela, lá me disse em tempos próximos, que achava que este Papa, tinha cara de nazi. E não foi, nem é a única reclamação que já ouvi acerca do próprio.
É certo que todas as pessoas andam a dizer, «eu não gosto deste Papa, não sei porquê, gostava mais do outro Papa».
Eu acho que não importa o que ele faz ou não faz, o que importa é que tenha um ar querido. É isso que as pessoas querem. Este espanta um bocado pardais, o outro tinha um ar mais querido, simpático. É por estas e outras, que eu acho que o próximo Para, devia de ser um Coala. É querido, é fofinho.

Nutrição

Olá minha gente desnaturada. Ao que parece chamar gordo a alguém é falta de educação, e pensam que chamar magro não é, mas é.
E depois, ainda sou rapaz para ouvir alguém me dizer; ‘Ai que sorte! Podes comer o que queres, e não engordas’ Que sorte? - Eu tenho 1.90m e peso 15kg… Porque é que não vão dizer isso para África? «Ai que sorte que esta senhora com moscas tem, farta-se de comer arroz com terra e continua um espeto».
O que é certo, é que vou aprendendo com a vida, e realmente a mulher, entenda-se o ser humano, enquanto mulher, tem as suas manias incompreensíveis. Nunca se pode dizer a uma mulher que está gorda.
Até pode ser um cachalote, uma traineira, que nunca está gorda. Ela está cheiinha, está forte vá, está larguinha. Está um boi! Um boi é o que ela está, mas isso não se pode dizer. Está cheia de carne. E a culpa nunca é do que elas comeram. Nunca. A culpa é sempre da roupa. É inimaginável o quando costas largas têm as pequenas peças de roupa. A culpa não é da vaca inteira, que elas comeram de manhã ao pequeno-almoço em forma de bifana, não, a culpa é da roupa. Tanto que se ouve, «ai estas calças fazem-me o rabo grande». Bem, não são as calças minhas amigas, uma pessoa ou é gorda, ou é magra; não são as calças que comem pastéis de nata em Belém.

02/08/2009

O desespero

Quando era pequeno tinha medo de cães, como todas as crianças que não convivem com animais. Diziam-me então os adultos - quando o meu instinto era desatar a correr se via um cão a menos de 100m - não te mexas, o cão só te faz mal se farejar o teu medo. Libertas adrenalina e o cão é sensível ao cheiro. Sente-se ameaçado, e por sua vez ataca-te.
A mesma medida aplica-se perfeitamente às pessoas do sexo oposto que nos interessam - não te mexas, a pessoa só te maltrata/abandona/ignora/abusa de ti se farejar o teu desespero. E porque eu não sou assim, peço-te, imploro-te, afasta-te - enquanto eu gosto um pouco de ti. - Mas não assim.

IA

30/07/2009

Meios de transporte

Olá criaturas esquisitas. Grande ausência hein? De que vou falar hoje? Eu, quando me quero deslocar de um lado para outro, faço por intermédio de um meio de transporte, assim como arrisco que todos o façam. O que é certo é que hoje em dia, utilizamos todos e qualquer meio de transporte possível. Até mesmo de avião. Há pessoas que andam de avião, e quando há um acidente queixam-se. Morreu muita gente. A questão que me faz espécie é; queixam-se de quê? Já viram algum acidente aéreo que tenham morrido 120 gaivotas? Arrisco que não. E porquê? Porque as gaivotas foram feitas para andar lá em cima, nós, somos rasteirinhos, fomos feitos para andar cá por baixo. E então inventaram umas regras, de segurança, para justificar andar de avião. É para nos sentir seguros. Ora digam-me lá todos, não se sentem seguros sabendo que a dez mil pés de altitude, se houver algum problema com o avião nós temos um colete salva vidas debaixo do banco? Daqueles de encher. Dá jeito não dá? Alguém pode querer nadar na nuvens.
Outra coisa que acho engraçado, são as instruções de segurança. Acompanhados de toda aquela mímica própria das hospedeiras de bordo, dizem-nos «Este avião tem seis saídas de emergência. Duas á frente, duas atrás e duas sobre as asas». Digam-me por favor, quem é que quer saber onde é que são as saídas de emergência de um avião? Certamente se o avião for a cair, alguém se levanta, dirige-se lá e diz «Olhe, se faz favor, onde é a porta? Quero ir lá para fora, é que isto vai a cair».
Na minha opinião, em caso de acidente, a saída de emergência é criada pelo impacto. É bem na fuselagem, e os passageiros saem mesmo sem querer. Não andam lá «Olhe a porta sff».
E ainda bem viva na minha memória, está a minha favorita. Acontece quando se houve uma voz, que identifico logo como sendo Deus, e nos diz: «Senhores passageiros, em caso de despressurização umas mascaras cairão do tecto. Ponha a mascara sobre o nariz, prenda o elástico á volta da cabeça e respire normalmente» Eu acho piada, porque aquilo não salva a vida a ninguém. Tenho uma desconfiança que essa situação existe, só para não sentirmos o cheiro do resto da tripulação a borrar-se de medo enquanto o avião cai. Mas são ideias. Por essas e por outras é que eu gosto de andar de carro, cá em baixo. E eu uso o carro para quê? Para andar. Há sujeitos que usam os carros para outras coisas. Já viram uma moda, que é colar folhas A4 no vidro do carro, a dizer «Vende-se, telemóvel, 91 XXXXxXXx». Não tem nem a marca nem o modelo do telemóvel. Agora pergunto, quem é que vai comprar um telefone pelo número? Isto está a chegar a um ponto tão extremo que no outro dia, vi um automóvel a vender um telefone fixo. Demais.
Eu gosto de carros mas não entendo nada de mecânica. Sou sincero, sou homem, mas não sou daqueles que sabem os nomes das peças e por aí fora. Estou certo que um dia que tenha um furo, há-de para uma bruta morena, torneada, e calorosa, só para me ajudar. Mas isto á conclusão, que ia de carro com uma amiga minha, no carro dela, e o carro ia com um barulho esquisito debaixo do capot. Nós fomos ver o que era aquilo e era um barulho. Não, não exageremos. O que é certo é que eu disse «Olha, o teu carro está com um barulho esquisito no motor». «Ah, deve ser algum cilindro» Fiquei espantado «Cilindro? Quê? Tens água quente no carro?» Riu-se de mim, e com o olhar mais carinhoso do mundo disse-me «Não, os motores têm cilindros, depois a gasolina faz uma explosão, os cilindros andam lá para cima e para baixo…» e eu «Ah… já estou a perceber. Os carros GPL como são a gás têm esquentadores». Mas não têm. Para mim até tinha lógica. O carro não pegava, e estava lá o seu proprietário, quando lhe ofereciam ajuda «Oh amigo, quer que empurre?». «Não, dê-me lume, o piloto apagou-se o carro não pega».
Mas ainda assim, mesmo nos carros, tendo em conta que há acidentes, inventaram também as regras de segurança. É o código de estrada. Saiu á pouco tempo o novo código de estrada, que diz o quê? Diz que somos obrigados a usar um colete no carro. É obrigatório. Em todo o país é um colete reflector, mas cova da moura e em Almada, é á prova de bala. Mas regras são regras. Eu acho que os coletes reflectores, dão origem a alguns equívocos. Desde trolhas a policias, tudo anda de colete reflector. Ainda no mês passado em Fátima, a Nossa Senhora estava confusa, não sabia se estava um grupo de sete a ir em peregrinação ou se o carro avariou pelo caminho. E agora segundo o novo código de estrada, somos obrigados a ter dois triângulos no carro. Um para por atrás e outro para por á frente. Tem lógica. O carro avaria, toca a pôr os dois triângulos. Convêm mesmo por um a frente, porque estamos em Portugal, e o mais provável é vir um velhote em contra mão, e nós não vamos acabar com eles, vamos avisá-los – Atenção está ali alguém – E é bom que se respeite o novo código, porque as operações Stop andam por aí. Ainda a semana passada, fui mandado parar numa operação Stop. Fiquei em espera pois eram mais as vitimas, eu não fui o único. Estava lá um senhor, daqueles que gostam de colocar coisas extras nos carros. É o chamado Tunning. Eu pessoalmente, não tenho nada contra o tunning, nem a favor, nem contra, mas o que é certo é que a polícia implica. Implica porquê? O sujeito em questão, nem tinha alterado muito o carro. Tinha apenas colocado um aileron, para cortar o vento, e debaixo da matrícula, tinha uma daquelas luzinhas roxas, que se usa nas mercearias para matar as moscas. Não era nada de especial, mas ainda assim o policia achou e disse «Eu tenho de lhe passar uma multa, o seu carro está alterado» Para dizer a verdade, quando o policia disse, o seu carro está alterado, eu olhei para o carro da policia e pensei «LOL». «Ai aquele é que está alterado? Tinóninoni». Implicam.

08/07/2009

Eu gosto


Gosto de café e do cheiro a torradas pela manhã. Gosto do Verão. Gosto do mar, do seu cheiro e do seu barulho. Gosto do pôr do sol abraçado a ti. Gosto do sol quente nas tardes de Inverno. Gosto de ouvir a chuva e da trovoada mas debaixo dos cobertores. Gosto de estar na rua quando chove.
Gosto de me apaixonar. Gosto de namorar. Não gosto de engates nem de infidelidade, mas gosto do jogo de sedução. Gosto que gostem de mim e de me sentir desejado e apaixonado. Não gosto de ser esquecido nem da solidão.
Gosto de rir, de sair, de viajar. Mas também gosto de não fazer nada, do ócio saudável. Gosto de ir ao cinema, de sair a noite. Gosto de dançar, dançar, dançar contigo!
Gosto de exercício físico. Gosto muito dos meus amigos, de um abraço forte e verdadeiro. Gosto da sinceridade nos outros. Não gosto de falsas amizades. Gosto de ir ao teatro e jantar fora. Gosto de andar de carro ter-te a meu lado, ouvir musica e cantar mesmo que fora do tom. Gosto de filmes em DVD enroscado no sofá com pipocas, e o topping de morango, com a tua companhia.
Dos teus abraços e beijos longos. Gosto de te pensar, sonhar com o final do dia e namorar só mais um bocadinho contigo. Gosto de ti. Gosto do teu ar, do teu olhar inocente, da tua forma de dançar, e até de jogar snooker. Gosto de te sentir, de me calar para te ouvir. Gosto de me deitar ao teu lado para dormir, acordar, levantar-me e rir quando nos lembro. Gosto da tua boca do teu sorriso aberto, a tua voz cantada, a que todo o mundo te dá menos idade. Gosto do teu cabelo preto que não é nem estranho nem normal. Gosto do olhar mais secreto. Gosto de te ter junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração. Gosto de te sentir por perto e saber que tudo está certo. Gosto de ti. Mas gosto muito de mim, tanto que tenho medo de todos aqueles que me diziam, «tu, ainda vais ser famoso».


De que falamos quando falamos de amor?

De que falamos quando falamos de amor? Falamos de paixão, ou falamos de um amor que tem que ser? Eu gosto de paixão. A dois, não a imagino isolada. Quero-a nova, fresca, sem marcas do tempo "isso é difícil", dizem alguns, "com o tempo isso passa" dizem outros... Que comodidade absurda de quem está na vida apenas a vê-la passar! Gente que não corre riscos, que vive confortável nos gestos seguros. De que nos serve um coração forte e pleno se não o usarmos da melhor forma. Se o atrofiamos com os mesmos gestos rotineiros e cinzentos só porque são horas ou está no calendário? Um coração serve para me fazer sentir vivo. Gosto de o sentir bater ritmado mas com força e vontade. Não entendo de outra forma. Por isso quando falo de amor, falo de paixão, coração e de tudo o que lhe vai dentro. De que falamos quando duas pessoas que se amam falam todo o dia sem dizer nada? Falamos de quê? De gente idiota que não aproveita a oportunidade, de gente arrogante que vive só virada para si, ou falamos de rotina? Não gosto de rotina. Não a admito e muito menos a alimento. O meu coração vomita-a, ou então não lhe abre a porta. É disso que eu falo quando falo de amor. Falo de conversa apaixonada, desejos, sonhos, ciúmes, brigas e reconciliações... Posso só dizer disparates, mas quando falo de amor. Falo. Não deixo que o façam por mim.

02/07/2009

Casamento Homossexual

Olá gente esquisita. Isto não horas para estarem acordados? Hoje, no meu primeiro post, depois da doença, vou falar-vos do, casamento homossexual. Hum? Pois, eu sei. E já está o miúdo no carro a perguntar – Pai, o que é um casamento coiso? – e o pai responde: Aaaaa… pergunta á tua mãe. E o miúdo – O que é um casamento coisa, Justino? – Perceberam? Não, é só uma piada fraquinha, reconheço, como também serve para explicar aos petizes o que é o casamento homossexual. Contem-lhes a história, e eles vão entender.
Agora, não lhes contem a história de um partido, que tem por logótipo uma rosa, e que diz que o tal tema, coiso, não está na sua agenda política. Desculpem? Sem discriminação, mas afinal o partido Socialista tem uma agenda política, ou um calendário daqueles de garagens de mecânicos, com mulheres nuas? Eu não estou aqui a expressar se sou contra ou a favor, até porque já o fiz no IAB. Para dizer a verdade, não penso muito nesse assunto, excepto, nos dez minutos por dia que dedico a imaginar duas espanholas em lua-de-mel. Mas, voltando á agenda, e se, subitamente, a maior empresa mundial de casamentos gay, quisesse montar uma fábrica na Azambuja para produzir factos para quem faz de noivo, mas que tinha de ser testados em Portugal? Isso fazia do casamento homossexual, o chamado PIN. Ou seja, Projecto de Interesse Nacional. Pin! E pin! Assim entrava para a agenda politica do PS, á mesma velocidade que o telemóvel da kristen Stewart entrou na minha. Eu sei que estou um bocado chato, mas o assunto é alegre. Vão pelo Ivo, que é mais alto, e os recados do Senhor chegam-lhe primeiro. – Se querem por o casamento coiso, na agenda do primeiro-ministro, há que explicar de forma a que este tipo de casamento pode gerar… calma… pode gerar postos de trabalho. – Olá como está? Nós queremos construir umas capelas estilo Marroquinichic em Tróia e um campo de golfe com dezoito saunas, e um hotel transparente em Azeitão, e uma central de purpurinas em Odeceixe. É um exemplo estereotipado, uma salada fria de clichés, mas também são nove e tal – mas acreditem que são esse tipo e conceitos que falam ao coração do governo.
E já agora, deixo a pergunta: Como é que se exige disciplina de voto a Manuel Alegre? Com uma cadeira? Talvez um ancinho para feno? Não? No dia que o Manuel Alegre obedecer a uma disciplina de voto eu gravo e publico aqui um vídeo, deste post, vestido de fato de pirata. Para mim não vai ter a mesma graça, mas eu digo que venho. Vou já pôr aqui na minha agenda. Não mãe, escusas de estar aí a bater no ecrã do computador, porque já está prometido. Até logo!

BX-xovb7t

Olhem eles! Bem, mas que ausência. É verdade. A razão da ausência é simples, primeiro, não tive tempo para nem um ‘olá’ vos dizer, e em segundo plano, não menos importante, um diabólico de um bug, celebrou a vitória de não me deixar postar, nem que fosse um espirro. Tenciono apresentar-vos o dito erro, que se intitula de «bX-xovb7t». Não posso deixar de agradecer ao Clube de Bloguistas Portugueses, blogue esse a que tenho o privilégio de sempre que posso, expressar um pouco da minha estupidez, e desta vez, a disponibilidade demonstrada, e útil, ajudou-me bastante a resolver o dito problema. Mais um vez, um muito obrigado ao CBP.
IA

19/06/2009

Vamos tirar o chapéu

Em virtude de um dos alguns comentários recebidos, vou desejar de todo responder a este. Sinto necessidade árdua de estabelecer diferenças imperativas. Tu és fruto de uma amizade, das que nem eu sabia que existiam. Quando descobri que existíamos, disseram-me que andava a ver filmes demais. Jamais saberei explicar-nos a alguém. Pessoalmente já desisti. Nós somos, aqueles amigos que nos guardamos no passado , no presente e nos guardaremos no futuro.
A nossa amizade, é aquela que nos faz erguer o queixo e lutar com todas as armas; é amizade daquela casta que nos faz sorrir quando tudo corre mal.
É daquela amizade, vinda de fora, que nos limpa as lágrimas e nos levanta do chão. Das que nos abre as portas ao mundo e nos limpa a alma para saborear o que há de melhor.
Sentimos tão bem, que é aquela que sabemos que guarda amor para nós, aquela que abraçamos, aquela onde pousamos a cabeça e explodimos um rio de lágrimas, assim, só em silêncio.
Adoro-te pequenina.

Ivo Almeida

Companheiros, obrigado por serem quem são. Hoje, e porque acordei cedo, queria-vos falar sobre dormir. Eu gosto de dormir, e não tenho nada contra isso, e aviso já que só não durmo vinte horas por dia, porque era mau para a minha circulação. Ou se calhar não era, porque os ursos hibernam e acordam todos frescos, mas enfim, não me calhava bem. Agora, há coisas que me fascinam no sono. A primeira delas é quando o sono se começa a aproximar. Ora o sono aproxima-se de uma maneira muito própria, especialmente se estamos a ver televisão. Aproxima-se de uma forma, a que eu chamo «golos de cabeça». Inicia-se uma sucessão de cabeçadas triunfais, seguido de um olhar á volta, como quem diz «eu não estava a dormir, estava só a ver se tinha facturas suficientes, para o IRC de 2009». Depois decidimos que já contamos as facturas todas, e decidimos ir para a cama. Vamos muito bem, já com a contabilidade organizada, e é na cama que o sono ganha todo o seu esplendor. Há dois tipos de pessoas que eu gosto muito. As primeiras, mais raras, são as que dormem com os olhos abertos. Demonstra habilidade, espectacularidade, e acima de tudo é a maneira de uma pessoa ter sempre uma noção do que a rodeia. É a mesma coisa que ligar o alarme do carro, mas numa pessoa. E as segundas, são as que dormem de boca aberta. Essas não causam grande espectacularidade, a habilidade também não é por aí além, mas é sempre ridículo. E como toda a gente sabe, não há nada melhor o que ver as outras pessoas a fazerem figuras ridículas. O que gosto de fazer a essas pessoas, é prender-lhes um anzol no canto da boca, e depois ir para a sala com uma cana, para ver quando é que mordem. É uma brincadeira gira, que não ofende ninguém, e que na melhor das hipóteses resulta em cinco pontos no hospital santa Maria. Há depois os derivados. O que são os derivados, Ivo? Para já essa pergunta não deve ser para mim, até porque os blogues não têm microfones e eu não vos oiço, e depois tenham calminha que eu também não vos fiz nada de mal. Ora, os derivados, são por um lado, os puros lusitanos do sono, os cavalos que rangem os dentes durante a noite. A esses é só dar um cubo e açúcar que eles acalmam. Também há os que estrebucham, e que volta e meia manda um esticão com o braço ou com a perna. Isso também serve de desculpa para dar um arrebite na pessoa que dorme convosco, e que se esquiva durante o dia. Assim, de noite, pode sempre ser sem crer. Para os mais sentimentalistas, eu não estou a incentivar á violência doméstica, estou é a torna-la numa espécie de Jogos Sem Fronteiras, mas sem a parte dura, que era protagonizada pelo Eládio Climaco, que é um nome que dá cãibras na língua. Depois há ainda as pessoas que falam, e essas são uma alegria, pois podemos sempre falar da bolsa ou do PIB de Angola que elas nunca dizem que não. Agora, o único problema é que falam sempre como se tivesses com um ovo na boca, e fica sempre algo do género de: «nbasdasneds». E por fim há aquelas pessoas que acordam com o próprio ressonar. Agora pergunto eu, há alguma coisa mais estúpida do que acordar com o próprio ressonar? Não há. Porque o ressonar é suposto ser uma arma tão potente para quem está á nossa volta, nunca para nos afectar a nós. Por isso a partir de hoje, durmam com tampões nos ouvidos, para não se ouvirem ressonar de manhã. E os meus sinceros parabéns a todo o mundo que tem apneia do sono, que é basicamente uma doença que os pulmões durante o sono, se esquecem de respirar. É preciso de facto ter uns pulmões com uma vida social muito agitada, para não saberem que volta e meia dava jeito inchar e desinchar. Enfim, durmam bem, e não se babem, pelo menos para a vossa almofada, que depois a baba fica fria e faz impressão.

15/06/2009

Do Arabs say "Allah" when making love?

Do Arabs say "Allah" when making love?
Do Buddhists say "Buddha"?
And who do Hindu's say?
I can say from personal research and books and movies that it is not uncommon for Jews and Christians to say "God" and that it is not english specific. "Dieu" (French) and "Dios" (Spanish) and probably most frequently cried the Italian "Dio"
But why? And is this cross cultural with other religions?
Is it a primal, deep seeded, past life, regurgitated reflex?
Is it a spontaneous Glorification and injection of innocence and purification into something so seemingly self or mutually gratifying?
Is it a sub conscious reminder of why we're compelled to make love?
Why is this third entity included in such a private, intimate exchange?
And do other religions have this same vocabulary crop up in bed?
or, i this fucking subject just stupid as me?
I just was wondering...
IA