outubro 18, 2007

Lento, eu vi morrer o tempo
Morto por fora e por dentro, como um pai enganado
Um filho roubado
Uma mão de soldado um pecado
Um cálice um princípe
Um salto de Lince
Um fim que está perto
Um quarto deserto
Dois tiros no escuro
Um peito feito num muro
E o rosto já frio, som da morte no cio
O passo a compasso das botas cardadas
Espadas á espera, o Gume luma da fera
E ninguém percebeu que o mundo inteiro...
Somos nós...
Longe, o mar que se rasga na foz
Uma dor, que por mais que se aloje,
Não vale o aço da bala
Coração quem e embala que estala que empalha, no medo...
Um devil, um dedo
Um gatilho já preso, um rastilho acesso
Um fogo ás cores pelo céu, desenhos loucos no breu
Pintura pura a canhão
Talvez vinte homens não cheguem, talvez aqueles me levem, talvez os outros se lembrem
Que são homens, como os que fogem
E nenhum deles é maior, num ódio feito de dor
Mas ninguém reparou, que o mundo inteiro, parou...
A cada não que dizes, abre-se um lugar no céu...
Fracos, como farrapos na cama
Orgulho feito de lama
E o verbo ser a partir
Palavras presas na alma, ruas de vento vivalma
Um límpido tiro, um suspenso suspiro
Bietarras, notícias...
Gravatas impunes, negando esses vícios
Vozes de ferro e de fogo, de fome de fuga de facas...
E as rugas, pobres já fracas..
Um poço morto de sede
Grafites numa parede
E ninguém percebeu, que o mundo inteiro,
Sou eu...
Outros...
Loucos, perdidos sentidos certeiros
Crianças feitas guerreiros...
Quem foi roubado, perdão...
Dois braços cheios de pão
Uma bala na palma da mão...
Um fosforo fato
Nos jornais um retrato, de um estilhaço
Um abraço
Um pedaço de espaço de uma pátria sem chão
Uma pétala pródiga
Um remorso confesso, traz a dor no regresso
Talvez um dia o inverso
Mas isso já eu não peço
O mundo inteiro a fugir
O mundo inteiro a pedir..
Que se apalte o teu não!

A cada não que dizes, abre-se um lugar no céu...






Continua G.W.Bush. .... Fraco.
Ivo Almeida