19/07/2007

E sou assim

Bem, eu já falei disto aos ouvintes masoquistas que até fazem por exprimir um sorriso, na tentativa de me ouvir. Sinto que sou dono de um sintoma, um tanto ou quanto estranho, que vos passo a apresentar. Quem priva comigo, certamente já me ouviu colocar questões, as quais podem padecer de um certo tipo de complexidade, entre muitas é por exemplo : "A Índia existe?". É fácil de ver que esta perguntou só pode ter tido proveniência de um cérebro ou de um louco. Eu de cérebro não tenho muito ou mesmo nada, por isso faço questão de passar a explicar. Tendo uma certa tendência para duvidar de tudo o que é constantemente falado, e eu ainda não tive oportunidade de confirmar, partindo de um dos meus sentidos, que aqui para nós, tenho alguns. Por exemplo, da Lua, do Cristo Redentor no Brasil, na Alexandra Solnado, e mesmo no Pentágono. Bem, perante isto, já esqueceram a parte do "cérebro", é normal, mas qualquer das formas, vou tentar redimir-me.
A questão põe-se em, desconfiar constantemente em algo ou pessoa que não tenha comprovado a sua existência, a partir de um dos meus sentidos. Entende-se por "sentidos do Ivo" algo semelhante a audição, visão, tacto, gosto ou paladar e olfacto. Bem, por sinal entende-se por mais umas quantas situações, mas para o leitor estas 5 chegam. No fundo sei responder que a índia existe, mais no mais intimo de mim, a questão permanece até algum destes sentidos me provar a sua existência. Há quem dia que é um certo cepticismo doentio, eu aceito esta visão leve da situação, mas ainda assim, acalmo por completo, pois, os adeptos do Benfica em Braga, também acreditavam na possibilidade de ser construída a tal catedral da luz, em território bracarense, portanto, se é para começar-mos com suposições irracionais, não me considero muito afastado da realidade ao questionar se existe realmente as pirâmides do Egipto.
Outro sintoma paralelo a este é a ideia de só dar importância alguém que estimo, quando na verdade já não se encontra á minha frente, isto é : Imagine-se que eu aprecio muito Pedro Abrunhosa, e vou ver um concerto. É certo que até a personagem aparecer, estou ali, um pouco nervoso e ansioso para o ver ao vivo e a cores, depois quando apareceu, pronto está ali semplesmente. Toda a carga é perdida. Por outro lado quando este artista se vai embora, é normal me encontrarem a olhar para o tripé e a pensar.."uau, ele esteve ali.." Não é normal certo?

Ivo Almeida

16/07/2007

Religião

Olá a todos. Sim estou disposto a ser apedrejado mal tratado e insultado na rua depois deste post, mas ainda assim vou falar. A religião é um fenómeno meramente pessoal e privado. Aderir a uma religião significa adoptar comportamentos, práticas, rituais, formas de culto, dogmas e crenças sobre aspectos importantes que revelam a realidade. Devido a isso as religiões influenciam profundamente as sociedades em que vivemos. Subitamente podia colocar a questão, "Qual serão os critérios para escolher uma ou outra religião?" mas, por sua vez, vou um pouco mais atrás e formulo a questão para "Será mesmo essa a verdadeira realidade?" Esta é a questão que nos aparece ao longo de anos, que se mostra absurda para alguns crentes e completamente absurda acreditar numa realidade como esta, aos olhos de alguns cépticos da área.
Em minha opinião, considero que não é muito racional acreditar em alguma situação que não possamos comprovar, tanto com os sentidos, como com argumentos.
Com um exemplo, em que as crenças tenham um valor vital, mostro um exemplo concreto no qual ilustra perfeitamente uma ideia de se provar algo.
Imaginemos um armador, possui um navio, que vai enviar para o mar. Ele sabia que o navio era velho, e não tinha uma boa construção, nem sequer segurança de navegabilidade. Esta ideia assombrava-lhe o espírito constantemente. Teria de mandar inspeccionar o navio, para aprovar assim a viagem em segurança, mas não possuía dinheiro, e essa inspecção era muita cara.
Disse para si próprio que o navio que o navio já tinha realizado tantas viagens em segurança, enfrentado tantas tempestades, que adquiriu como ideia que era uma perca de tempo supor sequer que o navio não regressaria em segurança de mais uma viagem. Confiaria na providência que nunca o deixara de proteger. Afastou o seu espírito de todas aquelas ideias mesquinhas, e deste modo obteve uma convicção sincera e confortavel de que o seu navio era inteiramente seguro. A viagem correu mal, e o navio afundou-se.
Ora, penso que o armador seja culpado, pela morte de toda a tripulação do navio. O facto do armador acreditar na solidez do navio é irrelevante. A crença formada por ele, não o torna menos culpado.
Agora, imaginemos que a viagem tinha corrido sem problema nenhum. Será que esta situação já isenta o armador de qualquer responsabilidade ao acreditar na solidez do navio?
Bem, criticamente, continuo a argumentar que não. Tal como é publico sou completamente a favor da teoria deontológica, e assim sendo encaro que o importante de uma acção é o seu motivo e não a sua consequência. Por este olhar, este exemplo não escapa ao meu olhar e daí eu afirmar que não isenta o armador de culpas.
O importante neste ponto, é a forma como o armador chegou á sua crença, visto que não tinha provas de que o navio aguentaria mais uma viagem ou não, pois não realizou a tal inspecção. O facto de o navio ter sobrevivido a mais uma, não retira culpa.
O armador, continua a ser culpado por ter adquirido uma crença, sem fundamentos, ou seja sem provas concretas disso.
Quero fazer ver com isto que Acreditar sem provas em algo verdadeiro, é tão eticamente errado, como acreditar em algo falso sem provas suficientes. O que está errado é acreditar em algo sem provas, quer se acerte ou não, por sorte ou azar.
Dado que agimos em função daquilo em que acreditamos, quando as nossas acções podem prejudicar alguém, temos o dever de avaliar cuidadosamente a informação que dispomos antes de acreditarmos no que quer que seja.
Mas e se as nossas crenças não prejudicarem ninguém, será legitimo acreditar naquilo que mais nos convém?
Isto é um assunto um pouco mais complexo, mas ainda assim, acredito que todas as nossas crenças, têm uma dimensão social, pois não há crenças que apenas digam respeito a quem as tem. Até mesmo a crença religiosa, dizem respeito não só ás pessoas que acreditam, mas sim a terceiros. Para não falar que essa crença nunca será explicada imparcialmente aos filhos, amigos, etc.
Em suma, não discordo que os crentes de uma religião, o façam, mas discordo por outro lado, aqueles que o defendem, sem saberem explicar porquê.
Entende-se pessoas que não sabem explicar porquê, não só aquelas que dizem "não sei", como a todas as outras que cometem falácias argumentativas, recorrendo a círculos viciosos, e por aí foram.
Na verdade, uma resposta, ou justificação do porquê, da grande entidade divina ter permitido, os ataques da Eta em Espanha, o terrorismo na Wall Street, aos edifícios World Trade Center, bem como o terrorismo em Londres, na Kings Cross Station. Se não falar em terrorismo, vamos falar no que aconteceu na Ásia, com o tsunami, que matou milhares de pessoas. Quanto a isto, que dizer?... apenas expliquem-me, porque eu não sou um anjo, mas não desejei isso... apenas não o pude impedir.

Ivo Almeida

06/07/2007

DVD

É com alguma alegria que passo a informar que o Dvd da nossa "longa metragem" Romeu&Julieta já se encontra disponivel. Está ao que parece, um trabalho bastante agradavél, que eu tenho o maior prazer a apresentar. (lol) Interessados a adquirir o dvd, é só contactar para IvofilipeAlmeida@gmail.com




Ivo Almeida

04/07/2007

Diagnótico perfeitoo

È com imensa pena, que vou relatar factos reais, que se passaram comigo. È quando me preparo para o começo dos relatos mirabulantes, que me ocorre, pelo acontecimento dos mesmos, que talvez eu seja mesmo um rapaz, de quem ninguém tem muito prazer de dialogar, ou mesmo "SÒ" estar presente com ele.. o que me deixa triste.. Triste, mas ainda assim.. nem por isso arrependido! Isto é como um ponto final, como um grito do Ipiranga, que digo e repito, - Não vou mudar! - Não por ser o meu feitio teimoso a surgir á tona, nem simplesmente, por achar que tenho razão neste ou naquele aspecto, mas simplesmente, porque acho que estou certo! (O que é diferente)
Utilizando uma pequena analepse, imaginem lá um amigo.. bom amigo.. e grande.. assim mesmo amigo.. com um defeito! (Correcto.. ninguém é perfeito).. mas será normal, colocar certos valores momentanêos e temporais, á frente de valores duradouros, e com alguma história? Peço ajuda aos leitores, sinceramente, peço que o leitor tenha a ousadia de opinar sobre o assunto.. isto é: Expliquem-me, o porquê de alguns rapazes, não conseguirem falar da mesma maneira com raparigas, como falam com rapazes!!?? A ausência de uma personalidade feminina na vida de estes "caçadores furtivos" é assim tão notória, que os tornam patéticos, com uma certa semelhança a alguns seres caninos, que usam e abusam das suas tendências de íntimo, que sem as controlar, se demoninam de "Sedentos de cadelinhas". È triste quando reparamos que isto acontece com o nosso melhor amigo, ou dos melhores amigos... O que fazer?.. Continuar e açeitar, ser alguém, até ao momento que se aproxima a sua "Presa" ?..
Acho que esta metamorfose de reacção na presença de uma identidade do sexo oposto, só mostra uma insegurança aliada a uma vontade de ter o que por norma, lhe é negado!
Mas o que é engraçado é que eu não sou nenhum Doutor para chegar a este ponto, e ainda oiço simultanêamente a estes pensamentos "igoístas" algo de genero de uma "autopremiação" por claramente, o próprio notar que uma rapariga está na mesma "onda" que ele. No fim, todo o mundo se aprecebe, que a menina só lhe disse "olá" .. o que em mente canina.. talvez se equipare a uma abertura dos membros inferiores de modo a que o "sedento" se atire de cabeça!
È uma doença, estes comportamentos.. só agora reparei, porque senti o quanto é mau sermos postos para tráz, porque o nosso amigo, não pode ver uma menina, e esqueçe os amigos, as regras, até mesmo o perigo! ..
Fico á espera de observações vossas pessoal, e ainda assim deixo aqui uma mensagem de apoio aos transportantes deste síndroma ..

Rapaz.. as raparigas, podem ser bonitas ou feias, mas no fundo não gostam de ser maltratadas, e acima de tudo, quando olhares para uma, observa.. -Ela não tem a vagina na testa!- Por isso, podes continuar a ser tu mesmo, porque só assim a vais agradar! A mentira.. vem ao de cima!

Ivo Almeida