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João Sagueiro

Ora aqui está algo que eu não podia deixar de comentar neste blog. São estas as imagens que têm circulado na internet, e agora todos vocês, podem admira-las aqui por baixo. Passa-se numa tourada, e especificamente com o cavaleiro João Salgueiro, e tudo corre mais ou menos bem, não fosse o evento uma tourada, até que o touro acaba por conseguir dar uma marrada na parte de trás do cavalo, que no fundo é o trabalho dele. É para isso que lhe pagam afinal. O que é que sucede? O cavaleiro não gosta, e salta do cavalo para ir tirar explicações, fazendo assim a situação parecer uma cena de transito. - Então você bate-me na traseira e tal - mas, qual é a diferença? É que o outro condutor tem para aí meia tonelada. E cornos.
Tudo fica mais claro, quando ouvimos as declarações do próprio, e ficamos esclarecidos que se tratou de um «acto de coragem».

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Eu gosto


Gosto de café e do cheiro a torradas pela manhã. Gosto do Verão. Gosto do mar, do seu cheiro e do seu barulho. Gosto do pôr do sol abraçado a ti. Gosto do sol quente nas tardes de Inverno. Gosto de ouvir a chuva e da trovoada mas debaixo dos cobertores. Gosto de estar na rua quando chove.
Gosto de me apaixonar. Gosto de namorar. Não gosto de engates nem de infidelidade, mas gosto do jogo de sedução. Gosto que gostem de mim e de me sentir desejado e apaixonado. Não gosto de ser esquecido nem da solidão.
Gosto de rir, de sair, de viajar. Mas também gosto de não fazer nada, do ócio saudável. Gosto de ir ao cinema, de sair a noite. Gosto de dançar, dançar, dançar contigo!
Gosto de exercício físico. Gosto muito dos meus amigos, de um abraço forte e verdadeiro. Gosto da sinceridade nos outros. Não gosto de falsas amizades. Gosto de ir ao teatro e jantar fora. Gosto de andar de carro ter-te a meu lado, ouvir musica e cantar mesmo que fora do tom. Gosto de filmes em DVD enroscado no sofá com pipocas, e o topping de morango, com a tua companhia.
Dos teus abraços e beijos longos. Gosto de te pensar, sonhar com o final do dia e namorar só mais um bocadinho contigo. Gosto de ti. Gosto do teu ar, do teu olhar inocente, da tua forma de dançar, e até de jogar snooker. Gosto de te sentir, de me calar para te ouvir. Gosto de me deitar ao teu lado para dormir, acordar, levantar-me e rir quando nos lembro. Gosto da tua boca do teu sorriso aberto, a tua voz cantada, a que todo o mundo te dá menos idade. Gosto do teu cabelo preto que não é nem estranho nem normal. Gosto do olhar mais secreto. Gosto de te ter junto ao meu peito a contar as batidas do meu coração. Gosto de te sentir por perto e saber que tudo está certo. Gosto de ti. Mas gosto muito de mim, tanto que tenho medo de todos aqueles que me diziam, «tu, ainda vais ser famoso».


De que falamos quando falamos de amor?

De que falamos quando falamos de amor? Falamos de paixão, ou falamos de um amor que tem que ser? Eu gosto de paixão. A dois, não a imagino isolada. Quero-a nova, fresca, sem marcas do tempo "isso é difícil", dizem alguns, "com o tempo isso passa" dizem outros... Que comodidade absurda de quem está na vida apenas a vê-la passar! Gente que não corre riscos, que vive confortável nos gestos seguros. De que nos serve um coração forte e pleno se não o usarmos da melhor forma. Se o atrofiamos com os mesmos gestos rotineiros e cinzentos só porque são horas ou está no calendário? Um coração serve para me fazer sentir vivo. Gosto de o sentir bater ritmado mas com força e vontade. Não entendo de outra forma. Por isso quando falo de amor, falo de paixão, coração e de tudo o que lhe vai dentro. De que falamos quando duas pessoas que se amam falam todo o dia sem dizer nada? Falamos de quê? De gente idiota que não aproveita a oportunidade, de gente arrogante que vive só virada para si, ou falamos de rotina? Não gosto de rotina. Não a admito e muito menos a alimento. O meu coração vomita-a, ou então não lhe abre a porta. É disso que eu falo quando falo de amor. Falo de conversa apaixonada, desejos, sonhos, ciúmes, brigas e reconciliações... Posso só dizer disparates, mas quando falo de amor. Falo. Não deixo que o façam por mim.

Casamento Homossexual

Olá gente esquisita. Isto não horas para estarem acordados? Hoje, no meu primeiro post, depois da doença, vou falar-vos do, casamento homossexual. Hum? Pois, eu sei. E já está o miúdo no carro a perguntar – Pai, o que é um casamento coiso? – e o pai responde: Aaaaa… pergunta á tua mãe. E o miúdo – O que é um casamento coisa, Justino? – Perceberam? Não, é só uma piada fraquinha, reconheço, como também serve para explicar aos petizes o que é o casamento homossexual. Contem-lhes a história, e eles vão entender.
Agora, não lhes contem a história de um partido, que tem por logótipo uma rosa, e que diz que o tal tema, coiso, não está na sua agenda política. Desculpem? Sem discriminação, mas afinal o partido Socialista tem uma agenda política, ou um calendário daqueles de garagens de mecânicos, com mulheres nuas? Eu não estou aqui a expressar se sou contra ou a favor, até porque já o fiz no IAB. Para dizer a verdade, não penso muito nesse assunto, excepto, nos dez minutos por dia que dedico a imaginar duas espanholas em lua-de-mel. Mas, voltando á agenda, e se, subitamente, a maior empresa mundial de casamentos gay, quisesse montar uma fábrica na Azambuja para produzir factos para quem faz de noivo, mas que tinha de ser testados em Portugal? Isso fazia do casamento homossexual, o chamado PIN. Ou seja, Projecto de Interesse Nacional. Pin! E pin! Assim entrava para a agenda politica do PS, á mesma velocidade que o telemóvel da kristen Stewart entrou na minha. Eu sei que estou um bocado chato, mas o assunto é alegre. Vão pelo Ivo, que é mais alto, e os recados do Senhor chegam-lhe primeiro. – Se querem por o casamento coiso, na agenda do primeiro-ministro, há que explicar de forma a que este tipo de casamento pode gerar… calma… pode gerar postos de trabalho. – Olá como está? Nós queremos construir umas capelas estilo Marroquinichic em Tróia e um campo de golfe com dezoito saunas, e um hotel transparente em Azeitão, e uma central de purpurinas em Odeceixe. É um exemplo estereotipado, uma salada fria de clichés, mas também são nove e tal – mas acreditem que são esse tipo e conceitos que falam ao coração do governo.
E já agora, deixo a pergunta: Como é que se exige disciplina de voto a Manuel Alegre? Com uma cadeira? Talvez um ancinho para feno? Não? No dia que o Manuel Alegre obedecer a uma disciplina de voto eu gravo e publico aqui um vídeo, deste post, vestido de fato de pirata. Para mim não vai ter a mesma graça, mas eu digo que venho. Vou já pôr aqui na minha agenda. Não mãe, escusas de estar aí a bater no ecrã do computador, porque já está prometido. Até logo!

BX-xovb7t

Olhem eles! Bem, mas que ausência. É verdade. A razão da ausência é simples, primeiro, não tive tempo para nem um ‘olá’ vos dizer, e em segundo plano, não menos importante, um diabólico de um bug, celebrou a vitória de não me deixar postar, nem que fosse um espirro. Tenciono apresentar-vos o dito erro, que se intitula de «bX-xovb7t». Não posso deixar de agradecer ao Clube de Bloguistas Portugueses, blogue esse a que tenho o privilégio de sempre que posso, expressar um pouco da minha estupidez, e desta vez, a disponibilidade demonstrada, e útil, ajudou-me bastante a resolver o dito problema. Mais um vez, um muito obrigado ao CBP.
IA

Vamos tirar o chapéu

Em virtude de um dos alguns comentários recebidos, vou desejar de todo responder a este. Sinto necessidade árdua de estabelecer diferenças imperativas. Tu és fruto de uma amizade, das que nem eu sabia que existiam. Quando descobri que existíamos, disseram-me que andava a ver filmes demais. Jamais saberei explicar-nos a alguém. Pessoalmente já desisti. Nós somos, aqueles amigos que nos guardamos no passado , no presente e nos guardaremos no futuro.
A nossa amizade, é aquela que nos faz erguer o queixo e lutar com todas as armas; é amizade daquela casta que nos faz sorrir quando tudo corre mal.
É daquela amizade, vinda de fora, que nos limpa as lágrimas e nos levanta do chão. Das que nos abre as portas ao mundo e nos limpa a alma para saborear o que há de melhor.
Sentimos tão bem, que é aquela que sabemos que guarda amor para nós, aquela que abraçamos, aquela onde pousamos a cabeça e explodimos um rio de lágrimas, assim, só em silêncio.
Adoro-te pequenina.

Ivo Almeida

Companheiros, obrigado por serem quem são. Hoje, e porque acordei cedo, queria-vos falar sobre dormir. Eu gosto de dormir, e não tenho nada contra isso, e aviso já que só não durmo vinte horas por dia, porque era mau para a minha circulação. Ou se calhar não era, porque os ursos hibernam e acordam todos frescos, mas enfim, não me calhava bem. Agora, há coisas que me fascinam no sono. A primeira delas é quando o sono se começa a aproximar. Ora o sono aproxima-se de uma maneira muito própria, especialmente se estamos a ver televisão. Aproxima-se de uma forma, a que eu chamo «golos de cabeça». Inicia-se uma sucessão de cabeçadas triunfais, seguido de um olhar á volta, como quem diz «eu não estava a dormir, estava só a ver se tinha facturas suficientes, para o IRC de 2009». Depois decidimos que já contamos as facturas todas, e decidimos ir para a cama. Vamos muito bem, já com a contabilidade organizada, e é na cama que o sono ganha todo o seu esplendor. Há dois tipos de pessoas que eu gosto muito. As primeiras, mais raras, são as que dormem com os olhos abertos. Demonstra habilidade, espectacularidade, e acima de tudo é a maneira de uma pessoa ter sempre uma noção do que a rodeia. É a mesma coisa que ligar o alarme do carro, mas numa pessoa. E as segundas, são as que dormem de boca aberta. Essas não causam grande espectacularidade, a habilidade também não é por aí além, mas é sempre ridículo. E como toda a gente sabe, não há nada melhor o que ver as outras pessoas a fazerem figuras ridículas. O que gosto de fazer a essas pessoas, é prender-lhes um anzol no canto da boca, e depois ir para a sala com uma cana, para ver quando é que mordem. É uma brincadeira gira, que não ofende ninguém, e que na melhor das hipóteses resulta em cinco pontos no hospital santa Maria. Há depois os derivados. O que são os derivados, Ivo? Para já essa pergunta não deve ser para mim, até porque os blogues não têm microfones e eu não vos oiço, e depois tenham calminha que eu também não vos fiz nada de mal. Ora, os derivados, são por um lado, os puros lusitanos do sono, os cavalos que rangem os dentes durante a noite. A esses é só dar um cubo e açúcar que eles acalmam. Também há os que estrebucham, e que volta e meia manda um esticão com o braço ou com a perna. Isso também serve de desculpa para dar um arrebite na pessoa que dorme convosco, e que se esquiva durante o dia. Assim, de noite, pode sempre ser sem crer. Para os mais sentimentalistas, eu não estou a incentivar á violência doméstica, estou é a torna-la numa espécie de Jogos Sem Fronteiras, mas sem a parte dura, que era protagonizada pelo Eládio Climaco, que é um nome que dá cãibras na língua. Depois há ainda as pessoas que falam, e essas são uma alegria, pois podemos sempre falar da bolsa ou do PIB de Angola que elas nunca dizem que não. Agora, o único problema é que falam sempre como se tivesses com um ovo na boca, e fica sempre algo do género de: «nbasdasneds». E por fim há aquelas pessoas que acordam com o próprio ressonar. Agora pergunto eu, há alguma coisa mais estúpida do que acordar com o próprio ressonar? Não há. Porque o ressonar é suposto ser uma arma tão potente para quem está á nossa volta, nunca para nos afectar a nós. Por isso a partir de hoje, durmam com tampões nos ouvidos, para não se ouvirem ressonar de manhã. E os meus sinceros parabéns a todo o mundo que tem apneia do sono, que é basicamente uma doença que os pulmões durante o sono, se esquecem de respirar. É preciso de facto ter uns pulmões com uma vida social muito agitada, para não saberem que volta e meia dava jeito inchar e desinchar. Enfim, durmam bem, e não se babem, pelo menos para a vossa almofada, que depois a baba fica fria e faz impressão.

Do Arabs say "Allah" when making love?

Do Arabs say "Allah" when making love?
Do Buddhists say "Buddha"?
And who do Hindu's say?
I can say from personal research and books and movies that it is not uncommon for Jews and Christians to say "God" and that it is not english specific. "Dieu" (French) and "Dios" (Spanish) and probably most frequently cried the Italian "Dio"
But why? And is this cross cultural with other religions?
Is it a primal, deep seeded, past life, regurgitated reflex?
Is it a spontaneous Glorification and injection of innocence and purification into something so seemingly self or mutually gratifying?
Is it a sub conscious reminder of why we're compelled to make love?
Why is this third entity included in such a private, intimate exchange?
And do other religions have this same vocabulary crop up in bed?
or, i this fucking subject just stupid as me?
I just was wondering...
IA

She

I breathe, and your name comes to mind. The very thought of you brings tears to my eyes. I remember everything, your eyes looking into mine. Your lips softly touched mine, my moment in time, frozen forever, for now only I remember.
Baby, I loved you at first sight, only then didn't realize, the pain I'd feel when not lost in, your eyes. I tremble for your touch, I long for you and I miss you. I miss you in all of my waking hours, a horrible crush, but not so in dreams because it's then and only then when our souls finally touch.
IA

César das Neves, o ‘Sex Symbol’

Quão doente tem de estar a sociedade, para que se gaste tanto tempo a esmiuçar um assunto menor, como são as eleições legislativas, e tão pouco ou nenhum a discutir a fantástica entrevista de César das Neves deu ao Jornal O independente? E quão doente tenho eu de estar, para começar um post no IAB com a palavra «Quão»? As respostas às duas questões são muito evidentes. Em duas páginas de entrevista, César das Neves, usa cinco vezes a palavra «Deboche», e condena o aborto, o preservativo, a homossexualidade, a masturbação, e tudo o que de um modo geral, ele pensa que pode dar prazer a alguém. A tese fundamental de César das Neves, é a seguinte: «O acto sexual, não é só uma questão de prazer», E se for excluída a intenção de procriar, o sexo transforma-se numa «coisa mecânica, animal». A ideia de que o sexo para pro-criar é humano e para usufruir de algum prazer já é «uma coisa animal» é interessante e a natureza confirma-a: Quem são os animais, que para os quais, o sexo serve única e exclusivamente para o propósito de procriação? Raríssimos, se é que há algum. Mas quantas vezes não vimos já, no National Geografic, um urso a chegar á toca, cansado de um dia de trabalho, apenas para encontrar a ursa mergulhada numa banheira, enfeitada com pétalas de rosa e velas a toda a volta, convidando o macho para uma noite de prazer animal? Tantas. No fundo é por causa de pessoas como o César das Neves que o sexo é tão bom. Sem aquela noção de pecado, de transgressão de malandrice perversa, o sexo teria muito menos piada. Por isso, peço desculpa, por dizer tão cruelmente, mas a verdade é que, César das Neves me excita. Não vale a pena fugir á realidade. Este homem faz mais pela minha sexualidade, com uma simples entrevista no O independente, do que três carrinhas cheias de coelhinhas da playboy. Ainda hoje, não compreendo porque é que o DN não imprime a entrevista de César das Neves, na página central, e com folha desdobrável, para que milhares de mecânicos possam pendurar nas paredes das oficinas em todo Portugal. Só pode ser má vontade de algum puritano. Mas também é preciso dizer, com a mesma honestidade, que em certos aspectos, César das Neves, não tem razão. A condenação da homossexualidade não me incomoda por aí além. Simpatizo com a causa da defesa dos direitos dos homossexuais, mas não estou particularmente empenhado nessa luta. Agora, não admito que César das Neves toque na masturbação. A masturbação é um direito inalienável do ser humano, que só por esquecimento imperdoável ou pérfida maldade, foi omisso na Declaração Universal das Nações Unidas. Em defesa da masturbação, estou disposto a ir até ao fim do mundo, e não estou sozinho. Milhares de adolescentes de óculos e caras cheias de borbulhas estão comigo. Prepare-se para nós, César das Neves.

Advogado

Este já vem, de todo fora de tempo. Aliás, já tinha colocado a tralha na dispensa, mas colocaram-me - novamente – a questão de que ‘será ético um advogado defender um criminoso’. Embora suspeito, por ser um curso do qual espero acabar para o ano, quero deixar hoje uma resposta. Sinceramente não é simples explicar a alguém que não possui bases jurídicas, o porquê de uma situação que está implícita na própria natureza da ciência. Como não tenho a qualidade de professor, um dia que se atentem a fundo sobre o assunto, fica muito mais fácil para mim também.

A presunção da inocência e o direito à ampla defesa em processo judicial estão inseridos na Carta Magna. E ninguém é considerado "criminoso", antes de uma condenação transitada em julgado. Os delitos, sejam quais forem, são praticados por pessoas, que enquanto não forem julgadas, são simples acusados da prática de uma acção capitulada e tipificada no Código Penal como "crime", portanto, com direito às explicações em juízo, da conduta criminosa que se lhe é imputada. Se não houvesse esse direito, qualquer um poderia enviado às prisões, por qualquer acusação, locupletando-as de "acusados" e não de "criminosos". Daí, a função do defensor, como "fiscal" da ordem jurídica à ser aplicada pelos detentores da Justiça Pública. Se o trabalho for honesto, não tem porque ser anti-ético, nem causar-lhe crises de consciência. Na pior das hipóteses, considerá-lo: um "mal necessário" e imprescindível para a distribuição da "Justiça". Ética é o respeito pelo próximo seja ele qual for, independente de cor, raça, criminalidade. Ética é respeitar o código deontológico.
O que não se pode confundir, no papel do advogado, o que se defende é a pessoa acusada, não o crime que cometeu. Todo crime deve ser punido pela lei e todo criminoso, se for considerado culpado em julgamento, deve ser sancionado. Em nenhum momento o advogado pode ser taxado de cúmplice do bandido ou de procurar sempre sua absolvição. O que se defende é a pessoa, não a liberdade, não o criminoso.
A defesa deve sempre seguir a lei para conseguir seus objectivos, mantendo-se sempre dentro do que determina a ética e o código de deontologia. Onde a linha é ténue, entre o foro íntimo do advogado e o legítimo direito de defesa do acusado. Porquê? Porque dá margem para que o mau profissional extrapole as suas prerrogativas e a sua própria consciência, então cabem a crítica e a reparação, devendo as Entidades de classe, nesse caso, exercerem seu papel fiscalizador e punitivo.
O advogado não desenvolve seu trabalho visando simplesmente colocar o acusado em liberdade, mas procurando, nos próprios Códigos, o que melhor se adequar ao caso, assegurando a defesa do contraditório. A sua tarefa é árdua, mal compreendida, alvo de censura e mesmo escárnio dos colegas, mas há que se considerar, sobretudo, a exigibilidade da defesa criminal como garantia do contraditório.
O direito à defesa face à Constituição da Républica Portuguesa é sagrado, e nisso reside a maior responsabilidade no trabalho do Advogado. Sem o advogado, jamais poderá haver Justiça.
 
TNB